Borussia Mönchengladbach 0 - FC Porto 0
O segundo jogo do estágio na Alemanha deu na televisão, o que foi muito bom, porque nós podemos ver a evolução da equipa, se bem que os jogos de pré-época são próprios para afinar a máquina, e por isso mesmo são jogados num ritmo muito abaixo do que nós adeptos gostamos. Não vi a totalidade do primeiro tempo,
Mas pelo que percebi até a expulsão de Hulk estava a ser agradável, depois a equipa teve dificuldade em criar perigo junto da baliza adversária. De resto, pareceu-me que a ideia é jogar como no ano passado; afinal o que está bem não se muda, além disso o actual treinador fazia parte da antiga equipa técnica e não fazia qualquer sentido mudar tudo; o ritmo foi baixo, mas não desgostei do que hoje foi feito, talvez se o FC Porto tivesse jogado o jogo todo com onze, a mostra seria diferente. Como já referi, estes jogos servem para afinar a máquina e o resultado é o menos importante.
O senhor árbitro foi muito fraquinho, mas o Hulk também foi um anjinho na forma como reagiu ao primeiro amarelo.
Amanhã há mais, mas sem transmissão televisiva.
Frente ao B.Monchengladbach, uma equipa de grandes tradições no futebol alemão, da Bundesliga - 1ª divisão da Alemanha -, que embora não seja nada de especial, está mais rodada, já estavam reunidas as condições ideais para vermos um bom teste ao F.C.Porto e analisarmos como está a evoluir o conjunto de Vítor Pereira. E assim começou por ser, até que, aos 24 minutos, Hulk e o árbitro, resolveram embirrar um com o outro e o juíz alemão, num excesso de rigor, expulsou aquele que estava a ser o melhor e mais perigoso jogador do F.C.Porto. Se até aí o domínio do Campeão Nacional tinha sido claro, fruto de boa posse, uma pressão interessante, mesmo que num ritmo não muito alto, a partir da expulsão do Incrível o domínio portista esbateu-se e foi perdendo qualidade. Com mais um, na segunda-parte, o Borussia melhorou, o jogo passou a ser mais equilibrado e a equipa portista, fruto também do desgaste físico, próprio de início de época, sentiu mais dificuldades e mesmo tendo duas boas oportunidades, o resultado aceita-se.
ResponderEliminarTudo somado, foi um bom teste, embora a expulsão de Hulk tenha complicado e obrigado e um maior esforço, atenuado com as muitas substituições realizadas. É um Porto muito semelhante ao da época passada, o que é muito bom sinal.
Notas finais:
Hulk, independentemente do excesso de rigor do árbitro, tem de aprendender a controlar-se. Num jogo a sério, deixava a equipa com menos um e isso podia ter consequências graves. Tem de perceber e definitivamente, que quando o árbitro apita, não há mais nada a fazer, nem a dizer. Que lhe sirva de lição.
Dos novos, Bracalli, tirando uma pequena hesitação, não foi muito incomodado e fez o que tinbha a fazer: manter a baliza inviolável.
David, lateral-direito adaptado à esquerda, fez uma pimeira-parte certinha e na segunda estava a dar demasiado espaço e a comprometer. Fez bem Vítor Pereira em substituí-lo, até para o proteger.
Kléber, trabalha bem, mexe-se bem, tem bom jogo de cabeça, boa técnica, podia ter marcado, mas foi vítima de termos ficado a jogar com 10.
Embora tenham jogado menos, bons pormenores de Djalma - assistência pera Fernando que o "Polvo" desperdiçou - e C.Atsu, um jovem que, ou me engano muito, vai dar que falar. Tem um belo pé esquerdo, assume, joga bem dos dois lados...
Espero que a lesão do Walter não seja grave...
Uma palavara final para os cerca de 2 mil adeptos do F.C.Porto - diz a Lusa - que estiveram a ver o jogo e não se cansaram de apoiar.
Muitos parabéns, vocês são um exemplo, que só um cego não vê, do crescimento do F.C.Porto.
Beijinho
Bom dia,
ResponderEliminarOntem vimos até à expulsão de Hulk um FC Porto agressivo, pressionante e a criar situações de golo.
Após a expulsão de Hulk, que exagerou nos protestos apesar de ter alguma da sua razão, face às entradas que sofrera desde início da partida, o árbitro quis ser protagonista, e mesmo com a intervenção dos jogadores da equipa alemã a pedir a não expulsão, pois tal facto num jogo de preparação não interessa a ninguém, o juiz decidiu colocar Hulk cá fora.
A partir daí, aquele que seria um excelente teste para ambas as equipas, num terreno pesado, ficou desfeito.
O FC Porto limitou-se a gerir o jogo para não perder, criou ainda duas situações de golo iminente, e o Borussia tentou dentro das suas capacidades o golo, colocando de algum modo em teste a nossa defesa.
Destacaram-se Moutinho, pelo empenho e raça, Sapunaru, Maicon e Rolando. Varela e Ruben desapareceram após a expulsão de Hulk.
Mas o jogador que mais gostei, foi o jovem Castro. Este miúdo pela raça e empenho faz me lembrar Paulinho Santos ou João Pinto. Na segunda parte após a saída de Moutinho, era ele quem levava a equipa para a frente. Fez um passe rasgado a isolar Kleber na melhor oportunidade de golo da 2ª. parte.
Eu gosto de jogadores assim, e espero que ele fique. Sem desprimor para Souza, entre ele e o Souza, emprestava o brasileiro.
Penso que devíamos ter tido mais um jogo de treino na Alemanha antes do confronto com o Borussia.
Um abraço e bom domingo
Paulo
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