sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Vítor Pereira em Antevisão da Décima Segunda Jornada da Liga e Convocados

1 – Aqui está a antevisão de Vítor Pereira do jogo da décima segunda jornada da Liga.

“"QUERO VER O FC PORTO DOS ÚLTIMOS TEMPOS"

Na conferência de imprensa de antevisão da deslocação ao terreno do Beira-Mar (12.ª jornada da Liga, sábado, às 18h30), Vítor Pereira analisou a subida de forma da equipa nos últimos encontros. As falhas de concretização registadas frente ao Zenit, que impediram os Dragões de seguir em frente na Champions, não se vão repetir muitas vezes, sublinhou.

Que resposta espera da equipa no jogo frente ao Beira-Mar?

Quero ver o FC Porto dos últimos tempos. Há três jogos que a equipa tem evidenciado comportamentos de qualidade, a partir do encontro com o Shakhtar. Com o SC Braga fizemos um jogo colectivo forte e com Zenit a mesma coisa. No mínimo, espero um FC Porto igual ao do último jogo, mas a concretizar as oportunidades de golo.

Houve uma melhoria de qualidade, mas também dificuldades de finalização. Precisa de um avançado?

O FC Porto, este ano, está a jogar com um avançado que foi “só” o melhor marcador do campeonato passado. É com ele que contamos neste momento, acreditando na sua qualidade. Quer na ala, quer no meio, o Hulk já provou que consegue marcar golos. O que suceder no futuro depende do clube e da administração. Já conversámos e vamos ver o que pode acontecer.

Como definiria a época do FC Porto até aqui?

Sou um treinador exigente. Gostaria que a equipa continuasse na Champions League e não tivesse saído da Taça, mas estamos em primeiro lugar do campeonato, que é objectivo principal da época. Temos a oportunidade de defender o título da Europa League, o que também é importante, e a Taça da Liga ainda não começou. Não posso dizer que seja uma época de sucesso absoluto e com uma qualidade de jogo que me satisfaça, porque sou exigente. Mas nos últimos tempos temos tido um crescimento de qualidade de jogo, carácter e confiança, que nos cria a expectativa de ter um FC Porto mais forte daqui para a frente.

O que mudou nos últimos jogos?

Temos uma equipa mais coesa, agressiva e confiante, a jogar melhor. Houve uma melhoria dos comportamentos. Este é um FC Porto diferente daquele que jogou contra a Académica, por exemplo.

Concorda com o facto das equipas da Champions baixarem para a Europa League, algo que André Villas-Boas criticou?

Os regulamentos são regulamentos. Conquistámos esse direito, pelo terceiro lugar que alcançámos no grupo. Vamos aproveitar a oportunidade para defender o título que é nosso.

Que comentário lhe merece a nomeação de Sapunaru como melhor jogador romeno do ano?

Para mim, o futebol é um jogo colectivo e só num grande colectivo se conseguem títulos individuais. Provavelmente, ele conquistou esse título pela grande época do colectivo FC Porto no ano passado.

Como está a equipa psicologicamente?

A equipa ficou triste pela saída da Champions, mas tem consciência de que a jogar desta forma estaremos muito mais habilitados a ganhar do que a empatar, o que foi o caso frente ao Zenit. As falhas de concretização não acontecerão sempre como no último jogo, porque somos uma equipa que até costuma fazer muitos golos. Vamos defrontar um Beira-Mar muito bem organizado, como mostra o baixo número de golos sofridos. É uma equipa que criou grandes dificuldades a todos os adversários, inclusivamente os “grandes”. Mas sabemos qual tem sido o nosso trabalho e estamos num momento forte.

À excepção de Defour, lesionado, o FC Porto vai manter o mesmo figurino?

Temos trabalhado com muita exigência e a equipa que jogará é a que tem correspondido às exigências e a que me tem transmitido mais confiança no trabalho semanal. Não será muito diferente daquela que transmitiu confiança, qualidade e solidariedade táctica e emocional, frente ao Zenit.

VÍTOR PEREIRA: “NÃO VAMOS PERDER JOGADORES FUNDAMENTAIS”

Devido às notícias especulativas que quase diariamente têm sido veiculadas pela imprensa, o sítio do FC Porto colocou directamente a questão a Vítor Pereira, sobre eventuais saídas do plantel.

“Após conversa com o Presidente, tenho a garantia de que em Janeiro não sairão quaisquer jogadores que eu considere fundamentais para alcançar o sucesso”, respondeu o técnico.

Vítor Pereira quis ainda esclarecer que o planeamento faz-se sempre entre o presidente, a estrutura e o treinador, e que o FC Porto não está disponível para negociar os passes de jogadores considerados decisivos para o sucesso da equipa.

“É normal que haja clubes interessados em jogadores nossos, como é normal o FC Porto estar interessado em jogadores de outros clubes, isso faz parte do futebol, mas é seguro que não vamos prescindir dos nossos principais atletas, pelo que não faz sentido sequer voltar a responder a este género de notícias especulativas, que não têm qualquer fundo de verdade”.”

Em

www.fcporto.pt

2 – Lista de convocados de Vítor Pereira

Helton, Maicon, Alvaro, Belluschi, João Moutinho, Hulk, Rolando, Varela, James, Djalma, Mangala, Souza, Fernando, Walter, Iturbe, Alex Sandro, Otamendi e Bracali.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O Mercado de Transferências Já Faz Correr Tinta

Depois do “inferno” que foi o mercado de transferências no verão, com a incerteza a pairar no plantel portista, cujos resultados dessa incerteza, na minha opinião, fizeram-se sentir depois – quando a equipa esteve em baixo de forma.

Em pleno verão nós portistas só esperávamos para ver quem ia sobrar. Apenas saiu Falcão e nós as tantas ficámos agradecidos por não nos terem devastado o plantel.

Entretanto o mercado fechou, mas para os jornais desportivos parece que ele continuou aberto, porque todos os dias, invariavelmente, vemos notícias sobre interessados neste ou naquele jogador do FC Porto. Já não há paciência, quando o plantel precisa de estar em sossego para continuar a evoluir a qualidade de jogo, o que menos precisam é de notícias destas. Se é que os jogadores lêem jornais…

O mercado vai reabrir agora - lá vem mais um mês de incerteza e sufoco - mas as vendas, para os desportivos, claro, já estão em velocidade de cruzeiro, até há saldos…

É verdade que com a despromoção do FC Porto da Liga dos Campeões para a Liga Europa deixou de entrar dinheiro que, certamente, daria tanto jeito e talvez por isso seja necessário mesmo vender alguém, agora não será, espero eu, alguma das peças fulcrais no xadrez de Vítor Pereira.

Aguardemos para ver o que acontece.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Da Liga dos Campeões Para a Liga Europa

Ainda estou triste, gostava, como a maior parte dos portistas, que o FC Porto tivesse seguido em frente na principal prova europeia, mas não foi possível. Não se acaba a primavera por morrer uma andorinha, isto equivale a dizer que não deixo de apoiar incondicionalmente o meu clube por causa de uma coisa destas. Sou portista sempre.

O objectivo do FC Porto nesta edição da Liga dos Campeões era passar a fase de grupos e chegar o mais longe possível. Claro que o sonho era chegar a final, mas há sonhos que não passam disso mesmo, sonhos. A Liga dos Campeões exige muito mais do que a Liga Europa, e, como em tudo na vida, é preciso ter sorte.

Ora, o jogo de ontem foi o paradigma disso mesmo. O FC Porto jogou, os jogadores fizeram o possível e o impossível para chegar ao golo, o treinador arriscou, mas o golo não apareceu. Parecia simples, mas não foi. Como já disse ontem, não foi só este o jogo que decidiu tudo, os dois jogos com o Apoel tiveram uma cota parte bem grande. O FC Porto fez maus jogos e perdeu pontos quando não era suposto perder, também é verdade que faltou a sorte, aquela que costuma proteger os audazes e que ontem não protegeu.

O FC Porto caiu para a prova que no passado mês de Maio conquistou. Se é verdade que, desportivamente e financeiramente, a Liga Europa não é a mesma coisa que a Liga dos Campeões, também é verdade que é melhor do que sair das provas europeias de mãos a abanar.

Na minha opinião este não é o momento de exigir que o FC Porto volte a conquistar a segunda liga europeia – ainda que possa ser considerado por alguns um candidato à final - o que temos de exigir é que façam o melhor possível na prova.

Agora é hora de lamber as lágrimas, sarar as feridas, levantar a cabeça e seguir em frente, porque segue-se o campeonato nacional, o principal objectivo do FC Porto.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Crónica e Análise: FC Porto 0 – Zenit 0

1 – Crónica

Só Faltou Um Golo, Campeão

Esta noite o FC Porto recebeu no Estádio do Dragão o Zenit, em jogo a contar para a sexta e última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. No final do encontro verificou-se um empate a 0.

Os dragões entraram em campo sabendo que o resultado que mais importava era a vitória, era o único resultado que daria ao campeão nacional a passagem à próxima fase da prova. Aliais, pela conjugação de resultados verificados esta noite o primeiro lugar seria possível caso a vitória tivesse aparecido. O campeão nacional esteve durante o jogo todo próximo de marcar, principalmente na segunda parte. Djalma, Hulk, João Moutinho foram alguns exemplos de jogadores que estiveram pertíssimo de fazer as bancadas saltar de alegria. Além da tremenda ineficácia dos dragões, o guarda-redes do Zenit esteve em bom plano e, por várias vezes impediu os festejos portistas. E por isso a bola não entrou.

O maior caudal ofensivo dos dragões, a crença, a luta e o espírito de união não foram suficientes para fazer um golo e carimbar o passaporte para os oitavos de final da Liga dos Campeões. Assim, a Liga Europa é o próximo destino do FC Porto

2 – Análise

Tristeza, frustração, sentimento de impotência… é o que sinto neste preciso momento. Não estava a espera de um jogo fácil, era óbvio que o Zenit não ia facilitar, porque também para os Russos o jogo era decisivo. Era só preciso um golo, só um golo tinha mudado tudo e até o primeiro lugar teria sido possível. O golo não apareceu e assim sendo o FC Porto caiu para a Liga Europa. Foi injusto por tudo o que se passou esta noite em campo, mas a verdade é que não foi só este o jogo que decidiu tudo, os dois jogos com o Apoel tiveram uma cota parte bem grande. Mas o que importa agora é falar deste jogo, do jogo de hoje. Na minha opinião o FC Porto esteve muito bem, a equipa teve garra, querer, espírito de luta e espírito de união mas não teve sorte, eficácia e sem golos nada feito. Sofri durante o jogo todo e sofri mais ainda quando percebi que a bola não ia entrar na baliza adversária. Agora é levantar a cabeça e seguir para a Liga Europa. É certo que não é a mesma coisa que a Liga dos Campeões, mas é melhor que sair das provas europeias de mãos a abanar. Há sempre um lado positivo, e eu gosto de o procurar. Afinal de contas na época passada o Braga caiu da Liga dos Campeões para a Liga Europa e chegou à final, não foi? Será que o FC Porto vai ter essa sorte? Repito, há sempre um lado positivo, e eu gosto de o procurar.

PS. Grande, grande ambiente nas bancadas do Dragão esta noite!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Antevisão da Sexta Jornada da Fase de Grupos da Liga dos Campeões e Convocados

1 - Aqui está a antevisão de Vítor Pereira e de Maicon ao jogo da sexta e última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, frente aos Russos do Zenit.

“VÍTOR PEREIRA: "QUEREMOS CONTINUAR NA CHAMPIONS"

Vítor Pereira antecipou esta segunda-feira o jogo de amanhã, com o Zenit, em que as duas equipas jogam o apuramento para os oitavos-de-final. Aos Dragões só a vitória interessa e o técnico diz que o FC Porto está habituado a preparar jogos para ganhar.

Jogo preparado para vencer

"Preparar jogos para ganhar estamos nós habituados, porque este clube a isso obriga. Jogo muito importante para a época desportiva. Sabemos o que queremos, queremos continuar na champions e o jogo foi preparado para ganharmos".

Responsabilidade de vencer

"Quem joga e quem treina neste clube sabe da responsabilidade, sabe os valores que este clube defender, como o carácter, o espírito de equipa, a competência, são os nossos argumentos. São esses argumentos que amanhã vamos esgrimir com o Zenit".

A competência e o carácter de Maicon

"A competência e o carácter do jogador. Garantia de competência na função e de carácter do jogador, são essas características que têm funcionado a favor do Maicon nos últimos jogos".

Com o pensamento na vitória

"É um jogo muito importante porque define um objectivo claro com que partimos no início da época. Queremos muito a Champions, teremos de ultrapassar o Zenit, mas na minha carreira não é importante, é mais um jogo, que queremos ganhar e é com esse pensamento que iremos defrontar o Zenit amanhã".

Grupo discutido até ao fim

"Aquilo que eu perspectivei na altura do sorteio foi que este grupo seria muito disputado até à última jornada. O APOEL foi uma equipa que provou dentro do campo, com os seus argumentos, e conseguiu chegar a esta última jornada apurado".

Festejo de Danny não foi espontâneo

"Eu já não acharia normal se fosse um jogador estrangeiro a fazê-lo, quando é um jogador português não achei uma coisa natural, espontânea, achei pensada. Agora, se foi falta de respeito cabe ao Danny explicar. Como português, não achei natural".

Uma equipa ofensiva

"Eu sou um treinador que quer que a equipa seja dinâmica do ponto de vista ofensivo, depois sustento-a do ponto de vista defensivo. Se jogássemos todos atrás da linha da bola e tentássemos um contra-ataque de vez em quando sofríamos muito menos golos. Confesso que penso primeiro do ponto de vista ofensivo e depois na qualidade defensiva. Gosto de um jogo ofensivo, com golos, gosto que a equipa tenha coragem, marque golos e que ao mesmo tempo se saiba equilibrar e proteger".

Zenit com cheirinho italiano

"O Zenit é uma equipa complicada, com grandes executantes e que tem um bocadinho do cheirinho italiano do ponto de vista defensivo, mas que gosta de aparecer com muita gente em zonas de finalização, que explora muito bem os espaços na profundidade, com a velocidade dos seus executantes, mas este FC Porto é um FC Porto competente, que tem consciência das suas responsabilidades no jogo de amanhã, que tem talento individual e que tem qualidades mais do que suficientes para discutir o jogo com o Zenit".”

Em

www.fcporto.pt

“MAICON: "PENSAMOS SEMPRE NA VITÓRIA"

O defesa Maicon, que nos últimos jogos tem jogado a lateral-direito, diz que a equipa só pensa na vitória, com o apoio dos adeptos e com inteligência para neutralizar os adversários.

Vamos entrar para ganhar

"Pensamos sempre na vitória. Amanhã vai ser mais um jogo em que vamos entrar em busca da vitória, como fazemos em todos os jogos".

Fazer o que o treinador pede

"Eu procuro fazer o que o mister me instrui. Cada jogo é uma situação diferente, procuro dar o meu melhor, para a equipa, para o FC Porto. Com vontade, com garra, as coisas correm bem naturalmente".

Imprescindível apoio dos adeptos

"Esperamos o apoio dos adeptos e temos de fazer por merecer. Vamos dar o nosso melhor dentro do campo, pelos adeptos, e sabemos que precisamos muito deles e esperamos que nos apoiem sempre".

Neutralizar Danny

"Danny é um jogador muito bom, acho que toda a equipa é muito boa e esperamos neutralizá-lo da melhor maneira possível, seja ele ou qualquer outro jogador do Zenit".

Disponível para ajudar a equipa

"Todos sabem que eu sou central raiz, mas eu estou à disposição do mister em qualquer posição para ajudar a equipa do FC Porto. Estarei disponível sempre para dar o meu melhor para a equipa".”

Em

www.fcporto.pt

2 – Aqui está a lista dos convocados de Vítor Pereira para o encontro de amanhã, frente ao Zenit.

Helton, Maicon, Alvaro Pereira, Belluschi, João Moutinho, Kleber, Hulk, Fucile, Rolando, Varela, James, Djalma, Mangala, Souza, Fernando, Otamendi, Bracali e Defour.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Mais Uma Entrevista do Capitão Helton

“Helton: "O primeiro a baixar a guarda fica de fora"

O balão da confiança voltou a encher no balneário portista. Helton dá a cara pelo grupo na primeira grande entrevista dos últimos meses e reclama que o brio da equipa não pode ser posto em causa. Optimista e sempre ambicioso, comentou os piores momentos da época, assegurou sintonia com Vítor Pereira e chamou os adeptos para o jogo com o Zenit. "Cobrem só no fim", pede...

O jogo com o Zenit é o mais importante da temporada?

Todos os jogos são importantes e os que virão a seguir também. Mas é óbvio que sabemos da importância deste jogo devido às margens de erro que temos. Acaba por ser de uma extrema importância.

A margem é zero...

Sim, a nossa margem é zero. É exactamente por isso que acabamos por valorizar tanto este jogo.

Não é um pouco estranho que à sexta jornada da fase de grupos da Champions o FC Porto não esteja apurado?

Já passámos por situações semelhantes. Temos consciência do que precisamos de fazer, mas é assim o futebol. Infelizmente não conseguimos aquilo a que, de alguma forma, nos íamos habituando, mas é uma questão de consciência, empenho, humildade, determinação, paciência e trabalho.

Sente uma curva de crescimento naquilo que o FC Porto está a mostrar?

Há sempre várias maneiras de ver a questão. Pelo lado negativo, vão procurar as peças que não encaixam; se olharmos pela positiva, vão ver que já conseguimos juntar muitas peças. É trabalhar e olhar pelo lado positivo, porque de amargo já basta a vida. Há quem só se contente olhando para as coisas ruins e a massacrar. Eu não consigo, acho que tenho de tirar proveito de tudo o que acontece.

Vendo pelo lado positivo, "só" precisa de vencer o Zenit para continuar na Champions e até final do ano defende a liderança da Liga em dois jogos. Esse seria um embalo definitivo?

Garanto que a ideia é sempre a mesma: fazer o que fizemos no campeonato da época passada, vencer todas as partidas possíveis. Quando entramos em campo não vamos a pensar que as outras equipas no confronto directo podem tropeçar... Desde que aqui cheguei aprendi que o nosso objectivo passa por fazer bem o nosso trabalho e não dependermos dos outros.

A contestação chegou a ser muito dura na fase mais conturbada da época. Acha que em algum momento foi injusta? O que sentiram naquela recepção após o jogo de Coimbra?

O futebol é assim. A cada dia que passa temos de mostrar que somos superiores e que temos as mesmas condições para alcançar grandes coisas.

Acha que as últimas exibições convenceram os adeptos de que o pior já passou?

É o que nós procuramos todos os dias, fazendo com que eles nos apoiem e acreditem que estamos a dar o nosso melhor. Não parece, mas ninguém fica satisfeito quando empatamos, muito menos com uma derrota. Não se tem noção, infelizmente, de como fica triste o balneário quando empatamos ou perdemos, porque não trabalhamos para isso, dedicamo-nos todos os dias para ganhar.

Por falar em balneário, como reagem quando os adeptos apontam alguns jogadores como não estando com a cabeça no clube?

É complicado, mas procuramos incentivar-nos uns aos outros no trabalho. É uma função de todos e quero deixar bem claro que não é só do capitão, há mais capitães, porque é muito fácil passar por um momento razoável e dar força, agora quando se passa por um momento ruim é mais complicado continuar a dar força.

Tem tido essa força?

Sempre, porque o primeiro a baixar a guarda fica de fora. Ou estamos todos juntos ou vira bagunça.

Houve algum momento em que alguém tenha balançado?

Até ao momento ainda não vi.

Mas não acha que o FC Porto esteve muito tempo sem admitir que algo estava mal?

Nas dificuldades temos de nos manter unidos para as superar. Uma cabeça não pensa melhor do que duas ou três. É melhor parar para analisar e é o que fazemos sempre para podermos reflectir sobre aquilo em que estamos mal. Só assim damos a volta por cima.

"Presidente está sempre connosco"

Sem entrar em polémicas, o guarda-redes não se incomoda com a onda de optimismo que tem invadido os rivais de Lisboa. Diz que as contas fazem-se em campo e lembra que foi campeão em cinco das seis temporadas que já completou no Dragão.

Apesar de alguns jogadores terem reconhecido que não estavam bem, porque é que só com a ida do presidente ao balneário, em Coimbra, se viu uma reacção diferente?

A verdade é que na Ucrânia conseguimos um bom resultado. O presidente sempre foi uma peça que nos ajudou bastante.

Mas os resultados só foram visíveis a partir de Donetsk.

Isso foi o que vocês conseguiram enxergar.

Foi o que se passou...

Sim, mas o presidente não apareceu no balneário só no dia do jogo de Coimbra.

Mas então o que motivou a reacção que vimos nos últimos jogos?

Calhou de o resultado surgir após essa presença dele. Mas ele é importante, apoia-nos sempre, viaja connosco, não fica em casa a ver o jogo, até nos momentos mais complicados, nem que caia um dilúvio. Ele está sempre connosco, sempre nos tem acompanhado.

Mas quando o presidente disse que reforçou a confiança em Vítor Pereira, que era quem estava mais na mira da crítica, o grupo sentiu que a resposta tinha de ser dado pelos jogadores?

Parecia que tinha sido assim, mas não foi. Posso dizer em nome do grupo que não foi por aí, muito pelo contrário. Tivemos jogos que não vencemos, mas nos quais nunca deixámos de correr e procurar a vitória. Calhou bem, graças a Deus, mas a vontade e o empenho foram sempre os mesmos.

Acha que um mau momento do FC Porto tem mais ênfase do que uma crise no Benfica ou no Sporting?

Só posso responder pelo FC Porto. São sete anos cá, por isso só posso responder pelo FC Porto. Se há ou não pressão nas outras equipas, não sei.

Há discursos muito confiantes nos adversários. Ainda esta semana Jorge Jesus disse que ninguém joga o jogo pelo jogo contra o Benfica...

Estou feliz no FC Porto, como disse é a minha sétima temporada e fui campeão em cinco. Não sei o porquê de ele dizer isso...

Quer dizer que não vê o FC Porto abaixo de ninguém?

Antes de terminar o campeonato ninguém pode falar se é melhor ou pior, só no fim é que se pode dizer. Não adianta eu dizer coisas e depois não as mostrar dentro do relvado. É lá que é preciso mostrar o que valemos...

Não há intocáveis no plantel

Vítor Pereira tem recorrido a quase todos os jogadores para encontrar a melhor fórmula para o FC Porto. Depois da derrota em Coimbra, reviu as suas opções e sacrificou algumas unidades. Helton reage com naturalidade e defende que não há intocáveis. "Se o mister achar amanhã que eu não devo jogar, tenho de Trabalhar para conseguir o meu lugar novamente", diz, dando o exemplo: "Não tenho nenhuma cláusula no contrato que diga que tenho de ser titular. Tenho é de trabalhar. Agora, a opinião é do treinador, não é do jogador." Importante, defende o guarda-redes, é não excluir aqueles que, momentaneamente, saíram das opções: "Mudanças sempre houve, mas posso dizer que eles são excelentes jogadores e que nos ajudam muito e têm sido profissionais sempre, agora a escolha não é nossa, é do treinador."

"Se a mensagem não fosse aceite saía tudo do avesso"

Não vale a pena forçar comparações com Helton, que dá a cara pelo treinador e desmente, em nome do balneário, qualquer contestação ao antigo adjunto, cuja promoção foi encarada sem preconceitos. Acima de tudo, equipa técnica e jogadores perseguem um objectivo comum.

Não escondia, na época passada, que tinha uma admiração especial por André Villas-Boas. Já tem essa sintonia com Vítor Pereira?

Antes de mais, quero frisar que não sou o único capitão do FC Porto. Somos 26 capitães. Sou o mais velho, mas como disse cada um tem uma maneira de ver. Vinha de uma época não muito feliz e o André fez com que eu voltasse a sentir prazer por jogar futebol e voltasse a dedicar-me cada vez mais ao meu trabalho.

Não perdeu essa dedicação?

Em momento algum perdi. O tempo diz-nos muito.

Mas como encararam a promoção de Vítor Pereira a treinador principal?

É difícil encontrar quem tenha iniciado a carreira como treinador principal. Tudo serve para aprender. Quando somos humildes sabemos aproveitar as oportunidades e fazer o melhor por nós. Não houve qualquer problema em vê-lo passar a principal, acho que ele só tem tirado proveito disso.

Acusam Vítor Pereira de falta de carisma e de condições para se impor ao grupo. Concorda com essa crítica?

Não, ele transmite-nos a mensagem e essa mensagem é aceite. Se não fosse assim saía tudo do avesso.

Mas não acha que ele foi um homem isolado perante a crítica em certas alturas?

Isolado não. Não consigo ver isso por esse ângulo, pelo contrário.

A torcer pelo amigo André

A saída de André Villas-Boas do FC Porto cortou o relacionamento profissional entre o treinador e o jogador Helton, mas não teve implicações na relação de proximidade que nasceu de um ano de convivência. "Está mais do que claro e transparente que ele, dentro do futebol, é um dos meus melhores amigos; e tenho poucos amigos. Tenho muitos colegas, mas amigos são poucos, é como na vida. É uma pessoa por quem vou torcer, independentemente de onde estiver, porque me mostrou e ensinou muita coisa. Embora sejamos praticamente da mesma idade, aprendi muito com ele e uma das coisas foi ser homem, independentemente de gostarem ou não, sou quem sou, sou assim", regista Helton.

"Venham ao estádio e cobrem só no fim"

Há boas perspectivas de ver o Estádio do Dragão encher contra o Zenit, a julgar pelo entusiasmo que o jogo está a gerar junto dos adeptos. Para além da venda a bom ritmo dos bilhetes, que já ultrapassou os 45 mil ingressos, os detentores de lugar anual têm a possibilidade de levar um convidado, o que promete encher o Dragão para o duelo com os russos. Helton juntou-se a 11 adeptos na foto que O JOGO reproduz nestas páginas, mas espera que o 12º jogador seja importante na terça-feira, num apoio incessante durante os 90 minutos: "Venham e cobrem só no fim".

Esta temporada, contudo, o relacionamento entre jogadores e adeptos nem sempre tem sido pacífico. "Os adeptos têm todo o direito de nos fazerem cobranças, uma vez que nos apoiam, pagam cotas e acompanham-nos", sublinhou Helton que, no entanto, tem uma visão diferente. "Aprendi a gostar do FC Porto, mas sempre pensei que a melhor forma de cobrar é esperar pelo final. Não posso cobrar a qualquer um dos meus empregados sem antes ver o resultado. Tenho pessoas que trabalham comigo, a quem eu peço para fazer algumas coisas, uma produção, por exemplo, mas antes de ver o final desse trabalho, não posso criticar, não posso apontar ou acusar, porque ainda não terminou e posso causar um dano maior se o fizer", explicou. Embora reconhecendo que no futebol as coisas são diferentes, o guarda-redes aceita a crítica: "Estou de acordo com essa cobrança até porque hoje também me vejo como adepto e tenho de ter cuidado com os meus companheiros de trabalho para não deixar passar o emocional como adepto, porque eu também sou profissional e tenho de estar desse lado sempre e ao mesmo tempo passando essa emoção como adepto". O que incomoda mais Helton e os outros jogadores do clube são as críticas sem razão de ser. "Ninguém gosta de ser criticado. É sempre chato, a menos que haja uma crítica construtiva bem alicerçada, aí as pessoas ainda conseguem entender. No fundo, é tudo uma questão de como as coisas são feitas", explicou.

"Adeptos contra nós é gostinho para os nossos adversários"

A época quase perfeita de 2010/11 é um termo de comparação que eleva a fasquia. Helton lembra que só os rivais do FC Porto beneficiam quando os dragões são assobiados e lembra que a união faz a força.

Concorda que é difícil convencer os adeptos de que um grupo de jogadores praticamente igual ao que venceu tanta coisa na época passada possa baixar de rendimento?

Eu sei que é complicado, não resta qualquer dúvida. Mas faço um pedido: não vamos dar o gostinho aos nossos adversários de ver os nossos adeptos contra nós, não podemos dar esse gostinho, porque isso não seria apoio, nem cobrança normal para que nos superássemos. Dou um exemplo: contra o Besiktas, no ano passado, tivemos provas de que eles torcem pela equipa. A qualquer momento nós éramos insultados pelos adeptos, mas eles só criticaram os jogadores deles quando terminou um jogo em que estávamos com menos dois jogadores e ganhámos.

in "ojogo.pt"”

Retirada de:

http://fcportonoticias-dodragao.blogspot.com/

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Esta Semana …

Meus caros, não tenho publicado no meu blog, não por falta de assunto, mas por falta de tempo - vida de estudante tem destas coisas – aqui vai um post resumido.

Esta semana aconteceram algumas coisas relevantes no futebol português. Foi o escaldante clássico na Luz que desta vez escaldou mesmo. Os sportinguistas não gostaram de ser as cobaias da jaula e decidiram mostrar o seu desagrado incendiando a bancada. Toda a semana tem sido um falatório por causa disso… Depois veio o presidente do clube de Alvalade afirmar que - meus amigos voltou a haver coisas estranhas no túnel da luz! – Os sportinguistas pedem que os de Benfica mostrem as filmagens. Esqueçam, elas já devem estar manipuladas. Enfim a segunda circular está ao rubro, eles que se entendam enquanto isso nós portistas vamos assistindo ao filme.

No Domingo o FC Porto somou 50 jogos sem perder na Liga. Segundo vi, creio que no OJOGO, é preciso procurar muito para encontrar um registo semelhante. Que esse número continue a subir é o que queremos.

Ainda no Reino do Dragão, outro acontecimento que marcou a semana foi o jornalista da TVI Valdemar Duarte ter afirmado que foi insultado pelo presidente do FC Porto e agredido por membros da segurança. Não sei se o facto aconteceu mesmo, o que sei é que esse senhor já à muito tempo que está a pôr-se a jeito, durante as transmissões dos jogos do FC Porto farta-se de fazer comentários infelizes. No entanto, se aconteceu mesmo, julgo que talvez o clube azul e branco podia ter resolvido a coisa de outra forma.

Não podia terminar este meu post sem fazer uma referência aos Super Dragões que comemoraram esta semana 25 anos. Se muitas vezes as claques estão ligadas a acontecimentos menos positivos do futebol, a verdade é que sem elas os jogos seriam uma tristeza. Os super estão sempre com a equipa, seja onde for, sempre prontos a apoiar e isso faz com que nos estádios haja um ambiente fantástico. Gosto muito quando, durante as transmissões de jogos, seja no Estádio do Dragão ou noutro qualquer, só se ouve o apoio das claques portistas, fazendo com que os comentadores sejam quase imperceptíveis. Parabéns aos Super dragões! E que continuem a apoiar a equipa seja onde for.

Este fim-de-semana não há jogo do FC Porto, o campeonato volta a parar para a Taça de Portugal, assim a equipa tem mais tempo para preparar o jogo da última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.