segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Há Coisas Que Não É Para Quem Quer, É Para Quem Pode E Merece!

“MAIS DE 11 MIL ADEPTOS NO PRIMEIRO TREINO DO ANO

O primeiro dia do ano mostrou como os adeptos estão em sintonia com a equipa. Na sessão deste domingo, que abriu 2012, estiveram presentes 11.500 vibrantes adeptos, que seguiram com atenção um treino leve e descontraído.

A afluência recorde obrigou mesmo a abrir a bancada norte, depois da nascente ter ficado lotada, no que foi o treino de 1 de Janeiro com a maior assistência de sempre no FC Porto.

Uma palavra para as muitas crianças presentes, que animaram o treino com cartazes de incentivo. Os jogadores distribuíram alguns cachecóis pelos adeptos.

Como sempre acontece nestas ocasiões, o momento mais animado foi a peladinha com que encerrou o treino, com cada golo festejado como se de um encontro oficial se tratasse. Os adeptos acreditam que 2012 vai voltar a ser um ano do Dragão.”

Em

www.fcporto.pt

Fantástico! Grande manifestação portista no primeiro dia do ano. É ou não é para quem pode e merece?

Anedota da semana, ou será do ano? Um certo jornal desportivo elegeu Paulo Bento como figura do ano! Hahahahahaha!

domingo, 1 de janeiro de 2012

Entrevista de Defour ao OJOGO

Aqui fica a entrevista do médio belga Defour, vale a pena ler, tem muito que se lhe diga …

“Defour: "Ninguém se atreve a abrir a boca quando o presidente fala"

DEFOUR EM EXCLUSIVO Belga admite que as palavras do presidente após a derrota em Coimbra mexeram com o orgulho dos jogadores. Satisfeito com os primeiros meses de Dragão ao peito, o médio confia numa vitória em Alvalade e na eliminação do Manchester City

CARLOS GOUVEIA/ANTÓNIO M. SOARES

Defour está no FC Porto há cinco meses e talvez por isso ainda fale sem rodeios dos assuntos mais delicados. O belga assumiu o mau momento da equipa e contou, por exemplo, que houve um toque a rebate após a derrota em Coimbra, o momento que marcou uma viragem na época. O treinador falou, os capitães também, e todos assumiram que a equipa estava muito abaixo do que podia render. Mas o clique final foi dado por Pinto da Costa quando desceu ao balneário. Pelo que Defour conta, nesse momento ninguém ousou abrir a boca e a mensagem passou. Os resultados mudaram, a equipa entrou nos trilhos certos ao pondo de o médio estar confiante numa vitória em Alvalade. Assumiu ainda a desilusão do grupo pela eliminação na Liga dos Campeões e admitiu que o Manchester City não é o adversário ideal na Liga Europa. Mas garante que a equipa vai à luta.

Como é que viveu aquela contestação toda no pior período da equipa?

Entre nós não havia muitas dúvidas. Sabíamos que tínhamos de trabalhar mais, unir-nos e lutarmos mais e foi o que aconteceu. Cerrámos fileiras e começámos a enfrentar os jogos com outra atitude.

Ficaram marcados pela manifestação de desagrado do público no aeroporto, no regresso de Chipre?

Não foi um dos nossos melhores momentos. Quando os adeptos vieram ao aeroporto não estavam contentes, esperavam mais de nós e tínhamos a obrigação de não os termos desiludido. Temos de aceitar isso, da mesma forma que aceitamos os aplausos quando as coisas nos correm bem. Eles estavam descontentes e com razão. O futebol é assim mesmo: uns dias as coisas correm bem, no outro podem estar mal.

Ficou surpreendido pela espera às cinco da manhã?

Sim, nunca pensei que se levantassem para nos esperar àquela hora, mas também já tinha passado por situações semelhantes em Liège, com o Standard. Mas esperas no aeroporto nunca me tinha acontecido, confesso.

Quando Vítor Pereira disse que teria de mudar alguma coisa a certa altura, sentiu que o grupo assumiu as suas responsabilidades e reagiu?

Sim, deixámos o Vítor Pereira dizer o que tinha a dizer e depois os jogadores fizeram uma reunião. Os capitães falaram e deram voz a todos os que quiseram falar para apontar o que estava mal e o que achavam que deveria ser feito para darmos a volta à situação. Foi o que fizemos. Todos se puseram em causa, por assim dizer, e redobrámos o trabalho. Conseguimos formar uma equipa e, aos poucos, as coisas começaram a funcionar. Talvez os resultados não tivessem surgido logo como nós queríamos, mas o futebol melhorou.

A certa altura, o técnico foi muito contestado. Considera que ele já conseguiu "agarrar" os jogadores?

Todos acharam que seria uma questão de tempo até as coisas melhorarem, mas não foi isso que aconteceu. Ninguém tem qualquer conflito com o treinador, começámos foi a trabalhar mais afincadamente do que antes, fizemos o que os jogadores de um clube como o FC Porto tinham de fazer: percebemos que teríamos de nos unir mais, o treinador foi conversando connosco e as coisas começaram a mudar e a funcionar. Talvez houvesse uma atitude mais individualista antes, mas as questões foram colocadas em cima da mesa. Percebemos que nem sempre funcionávamos como um grupo e depois entregámo-nos ao trabalho pura e simplesmente.

A derrota do FC Porto em Coimbra, na Taça de Portugal, marcou uma viragem na temporada?

Completamente. Ninguém esperava perder. Toda a gente se sentiu revoltada com o jogo que tinha feito e a partir dali começámos a falar mais. Houve um certo orgulho que tinha sido posto em causa e que o grupo pôs em cima da mesa. Unimo-nos e reagimos como um grupo.

Pode explicar o que aconteceu nesse jogo?

Não saberia como o fazer. Talvez tenha acontecido porque não conseguimos entrar no jogo e a Académica estava supermotivada; talvez tenhamos encarado o jogo de uma forma mais relaxada. Queríamos ganhar, mas estas coisas não se controlam com facilidade.

Depois desse jogo, o presidente foi ao balneário falar. Isso também fez a diferença?

Sim, claro. Ele passa muitas vezes nos balneários sem abrir a boca, mas naquele dia conversou com o grupo e depois desse jogo voltou a falar connosco e não tenham dúvidas de que todos nós o respeitamos muito, porque ninguém se atreve a abrir a boca quando ele fala. Notou-se que aquelas palavras pesaram muito entre nós.

"Ir vivendo cada momento"

O seu empresário disse recentemente que você se sentia muito feliz aqui e que até poderia assinar um contrato de dez anos. É verdade que se sente assim?

(risos) Isso foi ele que disse. Mas efectivamente, gosto muito da vida que tenho em Portugal e ficava com todo o prazer, mas não podemos queimar etapas, é preciso ir vivendo cada momento.

Quer dizer que ainda não desistiu da ideia de poder experimentar outro clube?

Talvez, veremos a evolução das coisas, quem sabe se um dia isso não poderá acontecer, mas se puder continuar no FC Porto serei feliz.

"Manchester City é impressionante"

No início da época tinham muitos objectivos, entre os quais fazer uma boa campanha na Champions. No entanto, acabaram por ficar pelo caminho num grupo aparentemente acessível. Foi uma desilusão?

Sim, acho que não ficamos a dever nada às outras equipas. Tínhamos futebol para o Zenit, mas as coisas correram-nos muito mal na Rússia. O cartão vermelho [Fucile] e a lesão [Kléber] desorganizou a equipa. Depois, no Dragão, o guarda-redes deles fez uma exibição de luxo e pronto. Às vezes a sorte pesa demasiado no futebol e desta vez ela esteve contra nós. Éramos favoritos e podíamos ter-nos qualificado, fizemos bons jogos, mas a bola nem sempre entrou quando era preciso.

Agora saiu o Manchester City na Liga Europa, vão saber dar a resposta?

Por mim, preferia uma equipa mais acessível para podermos ter mais certezas de nos apurarmos. Mas é um sorteio de Champions. O Manchester City lidera o campeonato inglês, vi alguns jogos e são impressionantes. É certo que o FC Porto terá de se apresentar no seu máximo, mas podemos apurar-nos. Temos de jogar com o nosso colectivo e todos terão de estar no top.

Quer dizer que o sorteio foi mau?

Sem dúvida. Não tivemos sorte. Serão dois jogos muito difíceis.

Já começaram a pensar nesses jogos?

Não, para já ainda não. Mas teremos tempo para isso até lá.

Aulas de português e muito sol a temperar

Defour fala fluentemente francês, inglês e flamengo, mas em breve vai poder acrescentar mais uma língua ao currículo: o português que considerava "muito complicado" quando chegou ao Porto. "Ando a ter aulas duas vezes por semana. Hoje já percebo quase tudo, mas para falar ainda vai demorar algum tempo. Talvez na próxima entrevista já vos responda em português", prometeu entre sorrisos. Pelas suas palavras percebe-se que foi rapidamente conquistado pelo país que o acolheu em Julho. "Sinto-me em casa aqui. Isto é uma maravilha, temos sol e a vida é boa. Gosto muito da parte mais antiga da cidade, andar perto da ponte D. Luís.", atirou. A alimentação também não é problema. "O peixe é muito bom, apesar de eu não ser um grande apreciador", admitiu.

A revolução de um simples aparelho ortodôntico

A certa altura falou muito do aparelho dentário que passou a usar no FC Porto. Já conseguiu "vender" algum?

Bem, os meus colegas ficaram surpreendidos. Não é que a coisa não fosse conhecida na Bélgica, só que não lhe davam a devida importância. Os meus colegas perceberam que aquilo era útil e quiseram saber como é que isso funcionava e fizeram muitas perguntas. No FC Porto sabem que muito do que nos acontece fisicamente está relacionado com os dentes, enquanto que na Bélgica era um assunto não muito divulgado. Agora, há cada vez mais jogadores a optar por usar um aparelho semelhante. Por exemplo, sei que o Dembelé, em Inglaterra, usa um. A publicidade foi boa porque na Bélgica começaram a procurar esse aparelho dentário. Os fisioterapeutas da federação mostraram-se muito curiosos e os jogadores que estão mais vezes lesionados quiseram saber tudo sobre o assunto.

Biografia será lançada em breve

Atendendo à idade, pode dizer-se que Defour está ainda numa fase inicial da sua carreira de profissional de futebol. O FC Porto até é o primeiro clube que defende fora da Bélgica, mas o médio já tem muitas histórias para contar e pretende partilhá-las com os seus fãs. Por isso, decidiu escreveu uma biografia que estará nas bancas em breve. Numa primeira fase, estará disponível apenas no seu país natal. "O livro foi uma coisa que já estava pensada antes. Estava para ser lançado um pouco antes de o FC Porto aparecer e como as coisas começaram a andar tão depressa acabei por adiar. Depois disso, resolvemos acrescentar-lhe um capítulo sobre as minhas primeiras impressões do clube. É claro que estou muito feliz por estar aqui. As pessoas e as instalações são magníficas, não falta quem queira ajudar-me. São coisas destas que foram acrescentadas", revelou.

"Clássicos vão decidir o campeonato"

Na próxima semana, Defour vai defrontar o amigo Onyewu num jogo que pode ajudar a definir os candidatos ao título. E o FC Porto vai a Alvalade para ganhar, garantiu.

Como viveu o primeiro clássico com o Benfica?

É incrível ver tanta gente a viver os clássicos em Portugal. Desde a saída do hotel até ao estádio só temos manifestações de apoio. No estádio nem se fala do ambiente, foi um megaentusiasmo. É, de facto, um jogo à parte, não tem nada a ver com outros jogos.

Acha que os adeptos do FC Porto são mais exigentes do que os que conheceu na sua carreira?

Sem dúvida. Aqui o 0-0 deixa o público descontente e em casa não basta vencer por 1-0, é preciso marcar dois ou três golos e jogar bem. Caso contrário, manifestam-se logo.

Sente mais pressão aqui?

Quando estamos num clube que se habituou a ganhar e que habituou os seus adeptos a festejar títulos, as expectativas são enormes e isso faz de todos os jogos autênticas finais. A pressão vem a reboque disso tudo e é preciso estarmos sempre no nosso melhor para podermos responder.

Qual é a sensação por terminar o ano na liderança do campeonato?

É sempre importante. É bom para adeptos, dirigentes e jogadores.

No ano passado, o FC Porto venceu o campeonato com 21 pontos de vantagem sobre o Benfica. Desta vez, o equilíbrio é maior...

É natural, o Benfica reforçou-se e formou uma equipa mais competitiva. Conseguiram bons resultados e por isso é que estamos na luta.

O que acha que pode decidir este campeonato?

Os grandes jogos serão fundamentais do meu ponto de vista. Contra as outras equipas não me parece que seja fácil perdermos pontos, mas os jogos contra Braga, Benfica e Sporting podem ser decisivos.

É precisamente o que aí vem. O que é que espera do jogo com o Sporting?

Tenho a certeza de que será muito difícil. Joga lá o meu amigo Onyewu. Vai ser complicado, porque o Sporting tem uma excelente equipa, tem feito bons resultados, mas acredito que o FC Porto tem qualidade suficiente para ir ganhar a Alvalade.

Se o FC Porto vencer em Lisboa, o Sporting ficará fora da corrida?

Não é assim tão fácil. Por vezes estamos cá em cima e de um momento para o outro caímos sem saber bem porquê. Mas se vencermos em Alvalade, penso que teremos conquistado uma boa vantagem sobre eles.

"Aqui somos obrigados a pensar mais depressa"

O nível do futebol português surpreendeu-o, ou estava à espera de mais?

É um futebol muito técnico, há muita qualidade nas grandes equipas e nota-se um fosso para as outras.

E no FC Porto?

Estava à espera que fosse muito competitivo e não me admirou o nível que vim encontrar. Informei-me bem primeiro e o que eu posso dizer é que a organização é formidável. Ajudam-nos imenso à margem do futebol e em termos de condições de trabalho também não nos falta nada.

Que diferenças nota entre o futebol belga e o português?

Aqui é mais rápido e mais técnico, como disse. Somos obrigados a pensar mais depressa. Do ponto de vista físico, não me parece que haja muitas diferenças, talvez na Bélgica se jogue mais com o físico e no um contra um.

Foi difícil para si o primeiro jogo?

Tinha feito a preparação com o Standard de Liège, cheguei e tentei adaptar-me. Comecei a trabalhar para ganhar forma física, ao mesmo tempo que me fui ambientando ao clube e aos outros jogadores.

Sentiu-se evoluir desde então?

Sim, acho que melhorei a todos os níveis, mas sobretudo ao nível da velocidade de execução.

Sabendo-se que é um jogador tecnicista, dá-se bem com o futebol que se pratica por cá?

Sim, muito. Aqui há muitos jogadores de qualidade e quando temos características tecnicistas ajuda bastante.

Sente-se à vontade nas novas funções em que passou a jogar?

Sim, jogo um pouco mais à frente. É novo para mim, mas estou a gostar, porque com a minha velocidade ou um passe posso fazer a diferença e isso estava a funcionar bem. Não tenho uma preferência por assim dizer, porque me dou bem a jogar em qualquer posição do meio-campo, por isso estou sempre disponível para jogar mais acima ou mais abaixo, conforme o treinador quiser. Tudo depende dos jogadores e da táctica que o treinador escolher.

O orgulho na carta de Sir Alex Ferguson

Conte-nos a história da carta que recebeu de Alex Ferguson, quando se lesionou?

Tinha sofrido uma lesão grave, fracturei o pé e sabia que o Manchester United andava a seguir-me. Um dia recebi um telefonema de um dirigente do Standard que me disse que tinham recebido uma carta para mim de Alex Ferguson.

Imagino que tenha ficado desconfiado... Não se espera um gesto desses de uma figura tão importante como Alex Ferguson?

Sim, mas foi um gesto que me deu mais alento para trabalhar e recuperar mais rapidamente, foi muito agradável receber uma carta de um treinador como ele.

Acha que ainda vai a tempo de poder trabalhar com ele?

Quem sabe. Se trabalhar bem, evoluir e conseguir bons resultados no FC Porto, penso que tudo é possível. (risos)

Mas ele acabou de fazer 70 anos, não se sabe por quanto tempo mais vai treinar...

Talvez tenha de acelerar um pouco mais as coisas para lá chegar, então.

"No relvado sou um pouco louco"

Defour gosta de desafios, de sentir a adrenalina ao máximo. Em campo, é descrito como um jogador que dá tudo e que não esconde alguma rebeldia própria da idade (23 anos). Por isso, a Red Bull, a famosa marca de bebidas energéticas, encontrou no médio portista o embaixador ideal e Defour tornou-se na "cara" da empresa na Bélgica. "Eles andavam à procura de alguém que encarnasse um pouco o espírito deles, que fosse jovem, com um carácter muito próprio. Enfim, no campo luto do princípio ao fim, sou um pouco louco também... eles estão muito ligados aos desportos radicais e gosto muito de trabalhar com eles", referiu. Não há dinheiro envolvido neste patrocínio, mas o belga tem recebido alguns presentes interessantes. "Já dei umas voltas num caça e num Fórmula 1", contou, revelando um convite que recusou por considerar que era radical demais mesmo para ele. "No ano passado, nos meu aniversário, propuseram-me saltar de avião com um fato com asas (risos), mas cortei-me, tive medo e não saltei", admitiu. Apesar de tudo considera-se uma "pessoa tranquila" fora das quatro linhas. Lá dentro é que tudo muda. "São duas personalidades diferentes. No relvado sou um pouco louco, vou a todas e ando sempre a fundo, entrego-me completamente e trabalho ao máximo", frisou. Ainda assim, diz que em campo é tudo mais calmo em relação às experiências que a Red Bull lhe tem proporcionado.

"Odeio ver os jogos da bancada, sinto-me muito mais nervoso"

Esperava que fosse tão difícil conseguir impor-se nesta equipa?

Sim, porque aqui há muita qualidade, sobretudo no meio-campo, onde a concorrência é muito forte. É preciso estar sempre no máximo para jogar. A questão aqui não é que não tenha os meus argumentos para ser titular, o problema é que os outros também os têm e isso faz com que a concorrência seja muito apertada.

A lesão veio na pior altura, uma vez que estava a ser uma aposta?

Sem dúvida, estava bem, sentia-me a um bom nível e foi pena, mas quero recuperar para voltar a trabalhar forte e depois deixar o treinador decidir.

É difícil ver os jogos da bancada?

Muito, odeio, porque sinto-me muito mais nervoso na bancada do que no relvado. Custa-me muito.

Acha que estará recuperado para defrontar o Sporting?

Penso que sim, porque já corro, remato e já consigo acelerar, por isso está a correr bem.

Já em Liège era um jogador que sofria algumas lesões musculares. Isso tem alguma coisa a ver com o seu estilo de jogo?

Talvez. Desta vez sofri uma entrada e por causa disso o músculo rasgou. Foi pena, porque estava bem, mas foi num duelo com um jogador do Zenit e eu não sou jogador de virar a cara a esses duelos, entro sem medo, talvez por isso me lesione mais do que os outros.”

in "ojogo.pt"

Retirada de:

http://www.fcportonoticias-dodragao.blogspot.com

O JN entrevistou o presidente do FC Porto, aqui fica o vídeo da entrevista do Presidente Pinto da Costa. Que também foi transmitida pelo Porto Canal.

http://www.jn.pt/multimedia/video.aspx?content_id=2214272

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Balanço de 2011

Para os portistas, no que ao futebol diz respeito, 2011 foi um ano sem dúvida inesquecível, foi a coroação do sucesso que havia começado em 2010, foi o ano das conquistas numa época de sonho. Aliais, 2011 também foi o ano em que os portistas viram o clube sagrar-se campeão em todas as modalidades, foi um ano de campeões. Mas 2011 também foi o ano de mudanças inesperadas que deixaram os adeptos portistas de nervos à flor da pele.

Em Janeiro os dragões despediram-se da Taça da Liga, competição pouco valorizada pelo clube.

Em Abril, em pleno estádio da Luz, sem luz, ao vencer o rival por 1-2, o FC Porto sagrou-se campeão num campeonato que havia de terminar sem qualquer derrota.

Ainda em Abril, o FC Porto voltou ao estádio da Luz, desta vez em jogo a contar para a segunda mão das meias finais da Taça de Portugal. Na primeira mão das meias-finais os portistas tinham sido derrotados em Fevereiro em casa e os benfiquistas estavam convictos que o jogo seria apenas para cumprir calendário. Mas os dragões viraram a eliminatória a seu favor, vencendo por 1-3 e eliminaram o rival. Em Maio, na final no Jamor, o FC Porto, frente ao Vitória de Guimarães realizou uma exibição incontestável, vencendo por 6-3 e levou a taça para o Dragão.

Pela terceira vez no século XXI, os dragões marcaram presença numa final europeia, desta vez frente a outra equipa portuguesa, o Sporting de Braga. Em Dublin o FC Porto venceu por 1-0 e sagrou-se vencedor da Liga Europa.

Quando todos já sonhavam com a continuação do sonho, eis que o comandante saltou do barco. Villas-Boas, a uma semana de iniciar a pré-época mudou-se para Londres deixando os portistas com os nervos à flor da pele. Perante este cenário, o presidente Pinto da Costa entregou o leme do navio a Vítor Pereira, que assim passou de adjunto a treinador principal.

A época 2011-2012 iniciou-se com uma conquista, os dragões venceram a Supertaça Portuguesa ao derrotar o Vitória de Guimarães por 2-1.

Em Agosto, no Mónaco, FC Porto e Barcelona defrontaram-se na final da Supertaça Europeia, mas os dragões não conseguiram fazer frente ao poderoso futebol dos catalães e saíram derrotados por 2-0.

Como as coisas não estão a ser perfeitas como na época passada e como a exigência dos adeptos portistas é imensa, já houve contestação a Vítor Pereira, em parte porque o FC Porto já está fora da Taça de Portugal e da Liga dos Campeões. Mas há mais provas onde os dragões estão presentes. No campeonato nacional o FC Porto permanece, sem derrotas, no primeiro lugar; na Taça da Liga está na fase de grupos; na Liga Europa ditou o sorteio que em Fevereiro os dragões irão ter um duelo com uma equipa inglesa.

O ano terminou com o presidente Pinto da Costa a receber o prémio carreira no Dubai, prémeo atribuído na segunda edição dos Globe Soccer Awards. O FC Porto estava nomeado na categoria de Melhor Clube do Ano para Transferências de Mercado e Resultados Desportivos,, mas o Barça arrecadou esse título.

2011 foi um ano de sonho para os portistas, um ano inesquecível.

Descrição da época Futebolística:

http://portistaacemporcento.blogspot.com/2011/05/epoca-de-sonho.html

Vídeos da época:

Golos em jogos marcantes:

http://www.youtube.com/watch?v=7aieiWy9ktcfeature=related

e

http://www.youtube.com/watch?v=DqTmvRzDKZgfeature=related

Conquista do campeonato na Luz sem luz:

http://www.youtube.com/watch?v=ZzkKM6wVr4w&feature=player_embedded

Meias finais da Taça de Portugal:

http://www.youtube.com/watch?v=7oU5xAk-V2Q

Final da Taça de Portugal:

http://www.youtube.com/watch?v=F1pPB_XKVZs

Final da Liga Europa:

http://www.youtube.com/watch?v=1X7gvnP2-gk

Festejos da conquista da Liga Europa na Avenida dos Aleados:

http://www.youtube.com/watch?v=NnCHYIgoYRE&feature=related

2012 não se adivinha um ano fácil, pois a crise obriga a poupanças e sacrifícios. Ainda assim, desejo a todos um bom ano, com saúde, amor, paz, alegria e força de vontade para lutar contra a crise, porque o que não nos derruba torna-nos mais fortes.

FELIZ ANO NOVO!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Aniversário do Presidente e FC Porto No Dubai

Já passa da meia-noite, mas hoje não consegui de todo vir publicar mais cedo ao blog, por isso e com atraso, parabéns SR Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, que ontem, quarta, cumpriu 74 anos.

FC Porto e o seu presidente na Globe Soccer Awards no Dubai.

“Secretário-geral da UEFA recomenda exemplo do FC Porto

«Êxito desportivo e negocial são temas que fazem do FC Porto um caso exemplar e de Jorge Nuno Pinto da Costa um perito na matéria, sobre a qual discursou, na qualidade de expert, na manhã desta quarta-feira, no Dubai, na segunda edição da Globe Soccer Awards, que esta noite distingue o clube que melhor conjuga as duas vertentes de sucesso, categoria para a qual os Dragões estão nomeados.

"O FC Porto é o clube com mais títulos conquistados no século XXI, tendo ganho, neste período, quatro troféus internacionais", observou Jorge Nuno Pinto da Costa, que, na companhia de Sandro Rosell, presidente do Barcelona, Gianni Infantino, secretário-geral da UEFA, e Giovanni Branchini, presidente da associação italiana de agentes de futebol, compôs o primeiro painel de debate do evento, sob o título "View from the top".

Prospecção e vendas foram temas igualmente abordados pelo presidente dos Dragões, que falou em rigor de gestão e enumerou exemplos de contratações e vendas altamente promissoras e rentáveis, nomeando, entre outros, os casos de Hulk, James, Iturbe e "a quantidade de ex-jogadores do FC Porto agora a representar as mais competitivas equipas da Europa".

O tema exportação justificou, inclusive, o alargamento da análise a treinadores de qualidade, como "José Mourinho, André Villas-Boas e até Jesualdo Ferreira e Fernando Santos, que nunca tinham sido campeões antes de chegar ao FC Porto e que apresentam agora carreiras que muito nos honram."

Já depois de Pinto da Costa se mostrar seguro de que "os grandes da Europa olham para o FC Porto reconhecendo-lhe qualidades", Gianni Infantino, secretário-geral da UEFA, aconselhou os clubes a concentrar atenções nos exemplos do Barcelona, hábil no merchandising, e do FC Porto, a propósito da sua capacidade de selecção e desenvolvimento de jogadores.

Com a concorrência de Barcelona (campeão espanhol e europeu) e Borussia de Dortmund (campeão alemão), o FC Porto é um dos candidatos ao galardão de Melhor Clube do Ano para Transferências de Mercado e Resultados Desportivos, cujo vencedor será conhecido durante a gala dos Globe Soccer Awards, a realizar esta noite (quarta-feira), no Dubai.»”

Retirado de:

www.dragaodoente.blogspot.com

“Pinto da Costa recebe prémio internacional

Pinto da Costa, que está no Dubai no âmbito dos Globe Soccer Awards, foi esta quarta-feira distinguido com o Prémio Carreira, entregue por Fabio Capello.

Recorde-se que Pinto da Costa é o presidente mais titulado da história do futebol mundial, contando no seu currículo com 55 troféus, sete deles internacionais.

O FC Porto também era candidato ao prémio de Melhor Clube do Ano, juntamente com Barcelona e Dortmund, mas o galardão acabou por ser entregue aos catalães.”

Em

www.ojogo.pt

Grande FC Porto! Grande Presidente! Só lá estão os melhores, não é para quem quer, é para quem pode e merece. Mesmo que o prémio de melhor clube não tenha sido para os dragões, o facto de marcar presença na gala é um motivo de orgulho para nós portistas. Também o devia ser para os portugueses, mas não podemos pedir mundos e fundos a quem não sabe dar o valor.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Entrevista de Fernando Ao OJOGO

Em dia de Natal, deixo aqui uma entrevista de Fernando.

“"Tenho de matar um leão por dia"

André Viana

FERNANDO NA PRIMEIRA ENTREVISTA EM MAIS DE QUATRO ANOS»» É uma das estrelas do F.C.Porto, mas resguarda-ser fora do campo. Assume que está na melhor fase da carreira porque Vítor Pereira lhe dá liberdade, mas é incisivo na autocrítica e revela a obsessão de ser mais jogador.

A dias do clássico com o Sporting, a expressão de Fernando não é uma declaração de guerra. Em conversa com O JOGO, a primeira desde que está em Portugal, o médio falou sem pruridos sobre a imagem que tem de si próprio e sobre o que quer para a sua carreira. É desse auto-retrato que extraímos o título desta entrevista, um ditado brasileiro que reflecte a sua inquietação e a sua ânsia de ser mais jogador. Um objectivo que está finalmente a cumprir com Vítor Pereira, o treinador que lhe deu liberdade para se desvincular da imagem de um trinco convencional.

Está em Portugal há mais de quatro anos. Sabe quantas entrevistas deu desde que chegou?

Assim sentado como estou agora? É a primeira vez.

Há alguma explicação para isso?

Não sei. Vocês convidaram-me e aqui estou eu...

Mas não acha estranho? Prefere passar despercebido?

Sinceramente, prefiro passar despercebido sim. Não sou de querer aparecer, gosto de estar na minha, sou reservado e preservo isso.

Porquê?

Porque eu sou assim. Desta vez sinto-me à vontade, mas na maioria das vezes não é algo que aprecie muito. Sou reservado, tímido e um pouco envergonhado.

É uma personalidade que corresponde àquilo que o Fernando é em campo?

Não, é totalmente diferente. Quem me conhece e convive comigo diz que eu sou totalmente diferente quando estou em campo. No campo fico chateado facilmente, seja por alguma decisão do árbitro, por alguma situação de jogo que me leve a falar alto com um companheiro. Fora de campo eu não sou assim, sou calado e envergonhado, quase não falo com ninguém.

Com quem é que costuma falar mais alto em campo?

Com todos. Quando sinto que algo está errado nem olho a nomes.

Tem noção de que é um dos jogadores mais difíceis de substituir neste FC Porto?

Acho que é difícil adaptar alguém à minha posição. É uma posição muito complicada e foi muito difícil a minha adaptação. Fazer o que o FC Porto exige para esta forma de jogar é muito difícil, requer tempo.

Desde que cá está, foram testados vários jogadores nessa posição e nenhum ganhou raízes. Isso não reforça o seu estatuto de insubstituível?

Fico feliz porque o meu trabalho é reconhecido. Antes de mim, também o Paulo Assunção era insubstituível. Todos diziam, quando ele saiu, que o FC Porto não conseguiria encontrar outro jogador assim. A verdade é que eu cheguei e dei conta do recado. O mesmo acontecerá comigo, daqui a um ano, ou dois, ou cinco ou dez. Quando eu sair, vai chegar alguém igual ou melhor. É sempre assim no FC Porto.

Falou no Paulo Assunção. Jesualdo Ferreira chegou a dizer, numa entrevista, que o Fernando seria melhor jogador do que o Paulo Assunção alguma vez foi. Acha que já cumpriu essa previsão?

Temos características diferentes. Não me posso colocar acima dele, porque ensinou-me muito. No Brasil não jogava assim, não fazia ideia do que era jogar assim e aprendi com ele. Está acima de mim pela sua maturidade em campo.

Se pudesse mudar algo no seu jogo, o que acrescentava?

Quando vejo os meus vídeos, penso que estou na forma que sempre ambicionei. Estou muito feliz, antes eu achava que ficava muito recuado, que não tinha hipóteses de chegar à área, fazer um remate. Sempre fui feliz, mas aquilo que faço neste FC Porto permite-me dizer que este é o melhor momento que estou a viver neste clube.

Não respondeu à minha pergunta. Ainda tem margem de progressão?

Sim, preciso de melhorar. Eu cobro algo de mim a cada treino que faço. O futebol é assim, sei que tenho de matar um leão por dia.

Disse que vê os seus vídeos. Quais? De épocas anteriores? Dos jogos que acaba de fazer?

Vejo sempre o que faço de bom e de mau. Sempre fiz isso. Às vezes sou elogiado, as pessoas dizem-me que estive muito bem, mas chego a casa a pensar que podia ter dado um pouquinho mais. Sempre me cobro muito.

Tem dificuldade em desligar quando sai de um jogo?

Depois de um jogo adormeço sempre muito tarde, é a adrenalina. Penso sempre no jogo, no que fiz de bom e de mau. Se tenho um jogo às 21 horas só adormeço às 4 da manhã. Fico com o jogo na cabeça.

Auto avaliação:

"O meu jogo defensivo é muito bom"

Uma vez o Hulk disse que o Fernando era o jogador mais difícil de defrontar e que, por azar, o apanhava quase todos os dias. É também essa a visão que tem de si?

Ele pode achar isso, mas eu penso que difícil, difícil é ter que marcá-lo a ele. Tem força, é rápido e é hábil. Nos treinos o campo é curto e isso facilita a minha vida, mas num campo largo ele vai perceber que eu não sou tão complicado assim...

Tem fama de ser um tampão no jogo do FC Porto. Sente-se um jogador que intimida os adversários?

Acho que o meu jogo defensivo é muito bom, mas olho para aquilo que sou capaz de fazer ofensivamente e penso que tenho de melhorar bastante. Quando o FC Porto jogava só com um trinco, eu não tinha como melhorar, porque não podia ir além daquilo que era a minha função. Hoje, olhando para a forma como jogamos, acho que vou crescer muito.

Ansiedade para finalizar

"Às vezes queremos resolver sozinhos"

Zenit e Marítimo testaram os nervos dos adeptos no Dragão. Os números do ataque são bons, mas há margem de progresso.

"Temos tido muitas oportunidades, mas é preciso paciência. Às vezes podemos dar um passe ao lado e queremos resolver sozinhos", alerta Fernando, que avalia os reforços do FC Porto que menos têm jogado, mas que demonstram valor de futuro. "Alex Sandro e Iturbe precisam de tempo, mas são jogadores de grande qualidade. É difícil entrar numa equipa como o FC Porto", lembra quem também teve de cumprir uma temporada de empréstimo antes de agarrar o lugar no Dragão.

Central disse a o Jogo que levaria Fernando para Madrid

"Pepe é um entendido e gosta do meu futebol"

Pepe disse a O JOGO que o Fernando seria um dos jogadores a actuar em Portugal que ele levaria para o Real Madrid. Como recebeu essas palavras?

É uma visão pessoal. São coisas do Pepe, acho que ele gosta do meu futebol. O Pepe foi bastante meu amigo ao ter dito isso.

Acha que só o referiu por amizade?

Disse-o pelo pouco que eu estou jogando. Ainda preciso de melhorar muito, mas ele está a reconhecer o pouquinho que eu jogo.

Não é estranho ele apontar um trinco? Quando se faz uma lista de jogadores que podem dar o salto, o mais normal é pensar-se em avançados, em jogadores que decidam jogos...

Fico feliz por ter sido o Pepe a dizê-lo, é um entendido e um grande jogador. Dá-me motivação para mostrar o meu trabalho, fico feliz por me ter citado, porque poderia perfeitamente citar o Hulk ou o João Moutinho, que são grandes jogadores. Espero que um dia fale ainda melhor de mim.

Se quiserem fico mais 10 anos

ACEITA RENOVAR - Explica declarações no Jamor, mas dzi que tem provado em campo que está de corpo e alma

Em Junho disse que queria sair. Ainda pensa nisso?

Sempre estive feliz no FC Porto, mas neste ano, não sei o que aconteceu. A verdade é que estou muito feliz com a forma como jogamos e encontrei o meu bem-estar pessoal. Está a ser um ano maravilhoso.

Tanto o presidente como o treinador já disseram que em Janeiro não sai nenhum jogador considerado insubstituível. Suponho que o Fernando se inclua nesse lote...

Certamente. Não penso nisso, penso no meu trabalho e em fazer uma grande época, cheia de títulos.

Volto atrás. Disse na final da Taça de Portugal que estava na hora de sair. Em Setembro mostrou-se arrependido e voltou à equipa, mas ficou por esclarecer em que pensou quando vincou uma posição tão forte. Quer explicar esse capítulo?

Toda a gente passa por momentos difíceis. Eu estava num momento difícil, tanto a nível pessoal como profissional. Não devia ter dito o que disse. Mais valia ter dito isso em privado, mas como falei com a Imprensa isso acabou por ser pior para mim. Arrependi-me, pedi desculpa a todos, aos adeptos, ao presidente, a toda a estrutura. Isso é passado e sei que não voltará a acontecer. Não adianta falar, importa é fazer, dentro de campo, mostrar que estou aqui com cabeça e com alma. É em campo que mostro que estou feliz.

Admite que foi o que disse no Jamor que lhe custou a titularidade no início da época?

Estava abaixo daquilo que posso render no início da época. Isso pode acontecer a qualquer jogador, já aconteceu com o João Moutinho. Não estava bem, fui para o banco e tive uma aprendizagem boa. Espero que não aconteça novamente.

Correspondendo a essa sintonia com o clube, já houve contactos no sentido de uma renovação de contrato? Creio que o seu vínculo termina em 2014...

Não depende só de mim. O FC Porto ainda não me procurou, mas falamos sempre. Há mais dois anos e meio de contrato e ficarei feliz se me chamarem para conversar. De qualquer forma, estou feliz.

Mas está disponível para renovar?

Sou bem tratado e estou numa cidade maravilhosa. Se quiserem que fique cá 10 anos, fico. Sou muito feliz aqui dentro.

Soluções há muitas

"Há sempre alguém que resolve"

Fernando está rendido ao momento de João Moutinho, mas admite que Hulk é o jogador de quem mais se espera que desequilibre. "Tem feito a diferença", regista, salientando que o que não falta são soluções: "É uma questão de momentos. Há sempre alguém que faz a diferença. Sabemos que o grupo é grande e se alguém estiver mal, há-de sempre haver alguém que resolva", afirma quem ainda procura ganhar dimensão ofensiva para ajudar a equipa com golos ou assistências.

Reforços

Conhecemos a nossa força, mas sabemos que temos de melhorar. Vão chegar reforços agora em Janeiro e isso vai ser bom para a equipa.

"Vaidade": a palavra que explica a crise

QUESTÃO DE ATITUDE - Médio põe o dedo na ferida na hora de analisar o momento mais difícil da época. Uma lição para não esquecer...

É incontornável o mau momento que a equipa atravessou em determinada fase desta época. O que aconteceu nesse período?

Esse momento deveu-se a um pouco de vaidade nossa pela época que tivemos. Sabemos que ficámos vaidosos, achávamos que podíamos ganhar a qualquer hora, da forma que quiséssemos. Passámos por algo que nos ensinou que é preciso ter os pés no chão e ser humilde para chegar às vitórias. Estamos cientes disso e não vamos voltar a errar.

O que é que vos trouxe de volta à terra? Foi o que o presidente vos disse em Coimbra?

Foram os maus resultados. Os resultados despertam qualquer um e nós sabemos que não foram bons. Acabámos por reflectir sobre isso e sabemos que no FC Porto temos de vencer. Vimos que era preciso pôr os pezinhos no chão.

Prepotência

Achamos que podíamos ganhar a qualquer hora, da forma. Passámos por algo que nos ensinou que é preciso ter os pés no chão.

Jogos de Janeiro vão ser decisivos

AS CONTAS DA TEMPORADA - Luta psicológica com o Benfica dura há nove jornadas e dragões não querem ceder vantagem. Clássico de Alvalade com pressão máxima.

É o Sporting quem tenta recuperar a desvantagem pontual na Liga, mas o FC Porto não desarma no braço-de-ferro com o Benfica e Fernando assume que é obrigatório ganhar em Alvalade.

Como avalia este campeonato?

Está muito nivelado. Vai ser uma luta muito complicada e para definir nos detalhes. Os jogos de Janeiro vão ser fundamentais para decidir o campeonato e teremos de estar muito fortes depois desta paragem.

Que impacto terá o clássico? Sabendo-se que será um jogo decisivo para o Sporting, é justo dizer-se que será importante para o FC Porto?

Eles não têm margem de erro e vão entrar muito fortes. Vão querer ganhar o jogo de qualquer jeito, mas para nós não será diferente. Temos de ganhar, porque o nosso objectivo é o título.

Como é que vê a luta com o Benfica? Estão colados há nove jornadas, pergunto-lhe que importância terá a escorregadela de uma equipa e a vantagem que a outra consiga?

Acho que ganhar vantagem será importante, porque isso mexe com a cabeça dos jogadores. Mas confio que o FC Porto vai ter mais de um ano de títulos. Estamos muito bem entrosados e confiantes.

Quem tem mais argumentos para enfrentar o que resta da temporada?

Conhecemos a nossa força. Sabemos que temos de melhorar, vão chegar reforços agora em Janeiro e isso vai ser bom para a equipa.

De que reforços precisa a equipa?

Estamos bem, mas quantos mais jogadores de qualidade tivermos, melhor.

Como encaram a Taça da Liga? Ganhou outro peso depois do afastamento da Taça de Portugal?

Também. Depois do afastamento, vamos lutar muito pela Taça da Liga. Temos três objectivos, temos de fazer tudo para os alcançar.

Creio que estavam juntos quando souberam do sorteio da Liga Europa. Qual foi a primeira reacção do balnéario?

Queríamos um adversário mais tranquilo, mas é importante jogar contra os melhores, isso aumenta a nossa motivação e permite-nos testar as nossas qualidades. Se queremos chegar ao título, temos de jogar contra os mais fortes. Sabemos que estaremos à altura.

Não era suposto que o FC Porto tivesse passado naquele grupo da Liga dos Campeões?

Acho que foi um pouquinho de azar também. Estávamos a fazer bons jogos e contra o Zenit tivemos muitas oportunidades. Enfim, é passado, nem vale a pena pensar nisso porque queremos é reconquistar a Liga Europa.

Nesse sentido, eliminar o Manchester City seria recuperar a honra perdida?

A Liga Europa está muito forte, está mais difícil do que na época passada. Isso deixa-nos felizes, porque testa a nossa capacidade. Esperamos estar à altura.

Selecção? Um dia vai ter de acontecer

Hulk é exemplo.

A selecção do Brasil está a passar por uma renovação com Mano Menezes, mas o Fernando nunca foi cogitado e não parece entrar nas opções. Isso magoa-o?

Procuro lá chegar, sabendo que é uma das melhores selecções do mundo. Estou no FC Porto há quatro anos, sempre a jogar e a fazer boas épocas. Acho que um dia vai ter de acontecer, vou ser observado e ter a minha oportunidade. É só isso que eu peço, uma oportunidade para poder mostrar o meu trabalho, sabendo que até o Hulk teve de fazer muito para lá chegar. É um sonho e eu espero que um dia seja possível.

Está fora de questão naturalizar-se e jogar por Portugal?

Acho que não posso, porque já joguei pelos sub-20 do Brasil. Nunca pensei nisso, é certo que estou grato a Portugal por tudo o que aqui tenho vivido, mas nunca pensei nisso.

Moutinho está numa forma incrível

O MELHOR DA EQUIPA - Fernando aprova o recuo e a nova parceria, admitindo que também ele está mais vistoso

Concorda que esta temporada está um jogador mais vistoso?

Talvez pela forma de o FC Porto jogar. O treinador mexeu no sistema e na minha forma de jogar, tal como acontece com o João Moutinho. Acho que isso nos coloca mais em evidência.

Não é mau sinal quando o Fernando se destaca muito?

Acho que não. Porquê?

É preconceito pensar-se que um trinco não pode dar nas vistas?

Sim, reconheço que não é normal, porque os trincos fazem o trabalho sujo, mas acho que a história do futebol está cheia de trincos que deram muito nas vistas.

A posição que ocupa não está a cair em desuso?

Ainda há equipas que jogam assim. O Busquets joga nessa posição e muito bem. As grandes equipas estão a acabar com os trincos, mas é fundamental ter um jogador de marcação. É difícil jogar sem um jogador que equilibra a equipa.

Falou do João Moutinho, que ultimamente tem actuado mais perto de si. De que forma isso influenciou a subida de rendimento da equipa?

O João Moutinho é um grande jogador. De há 5 ou 6 jogos para cá, ele está numa forma incrível. É um dos melhores da equipa, está bem e confiante. Isso ajuda e eu às vezes roubo uma bola e sinto a confiança dele. Dou-lhe logo a bola porque eu sei que ele vai construir alguma coisa.

Mas essa é a intenção do treinador, certo? Ter o Moutinho a pegar no jogo...

Sim, pelas qualidades que ele tem, facilita muito a minha vida.

Moutinho aquece-lhe as costas?

Conversamos bastante. Quando eu subo, ele cobre-me e isso facilita muito.

Vítor Pereira tem algum dedo no bom momento que diz estar a atravessar?

Claro. A forma de jogar dita tudo. Ele está a dar-me liberdade para subir, só pede que eu dê equilíbrio e não saia de qualquer forma. Ele ajuda-me e estou muito feliz com ele aqui no FC Porto.

Título

Ganhar vantagem na Liga será importante, porque mexe com a cabeça dos jogadores.

Sorteio

City? É importante jogar contra os melhores, isso aumenta a nossa motivação e permite-nos testar as nossas qualidades Temos de jogar contra os mais fortes

Análise

A Liga Europa está muito forte, mais difícil que na época passada. Isso deixa-nos felizes, porque nos testa...

Créditos

Estou no F.C.Porto há quatro anos, sempre a jogar e a fazer boas épocas (...) Só peço uma oportunidade para poder mostrar o meu trabalho”

In OJOGO

Retirada de:

www.dragaodoente.blogspot.com

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

Mesmo com a crise a obrigar a poupanças na hora de comprar os presentes, desejo a todos os portistas e não só um feliz Natal repleto de coisas boas, saúde, partilha, paz, amor e alegria.

http://www.youtube.com/watch?v=UMm2Mr98P3c&list=UUQegzQwEExHgXvm_yHptzQg&feature=plcp

Feliz Natal!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Vários Assuntos da Semana!

Tanta coisa para falar por aqui e eu com tão pouco tempo para o blog…

No passado sábado o Presidente portista falou e falou de vários assuntos. Começou por criticar, com razão, a arbitragem deplorável de Duarte Gomes, que não viu uma grande penalidade demasiado evidente, aliais nem viu ele nem o seu competente assistente. No dia seguinte, Domingo, o árbitro Duarte Gomes, no seu facebook, assumiu o erro. Mas de que serve ele assumir, não mudou nada. O engraçado é que o árbitro Duarte Gomes, esta época, já foi capaz de assinalar três grandes penalidades contra o Guimarães na luz. Grandes penalidades essas que não merecem comentários. E se puxarmos o filme um pouco mais para trás, aparece-nos o jogo do título, aquele em que o FC Porto apagou a luz da Luz, curiosamente com o mesmo senhor ao apito, foi assinalada uma grande penalidade contra os dragões muito duvidosa. Coincidências? Como a arbitragem portuguesa está cada vez melhor e como o campo fica inclinado sempre para o mesmo lado … enfim ... adiante. O presidente portista sugeriu que a nova direcção da Federação, tratasse da profissionalização dos árbitros, para que não haja conflito de interesses entre a profissão do senhor do apito e a arbitragem. Segundo consta, estas palavras parece que incomodaram algumas pessoas no reino do leão. Pinto da Costa falou ainda da reabertura de mercado e salientou o que Vítor Pereira já tinha dito, não sairá nenhum dos jogadores considerados imprescindíveis. Pois presidente, vamos ver como gira a “roleta”, é que por vezes é difícil segurá-los. Eu não duvido que Pinto da Costa queira realmente segurar as jóias da coroa, só tenho dúvidas que o mercado permita. Aguardemos. É verdade, ontem ouvi uma grande verdade dita por Luís Freitas Lobo, o comentador disse que não concordava com a reabertura de mercado agora em Janeiro, que a mesma causa instabilidade nos jogadores e os treinadores tem de continuar a treinar da mesma forma. Não podia estar mais de acordo com tal coisa. Vai reabrir o mercado e vai recomeçar as dores de cabeça. Logo agora que a equipa estava a começar a carburar. Aguardemos.

Mas há mais temas. O Barça sagrou-se campeão do mundo – final frente aos brasileiros do Santos, final que os catalãs venceram por 4-0. Ora, o Barça soma 18 títulos neste século XXI, sabem quem é a equipa, na Europa, com mais títulos que os catalãs? Não, não é uma equipa inglesa, nem alemã, nem italiana tão pouco francesa. Pois é, é o FC Porto, os dragões somam 24 títulos. Quem é o mais maior grande clube português? Pois, ao contrário daquilo que muita gente diz e gostava que fosse, é o FC Porto!

Fico por aqui, amanhã ou depois há mais!