sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Topo e Fundo



Como está parado o campeonato, fruto dos jogos das selecções e por isso não passa nada de extremamente relevante, aqui fica a minha actualização dos topos e fundosdos últimos acontecimentos.

Topo:
- A vitória e exibição perante o PSG;
- A vitória perante o Sporting;
- O fantástico golo de Jackson, que abriu o marcador frente aos leões.


Fundo:
- As críticas dos sportinguistas à arbitragem no Dragão;
- A comparação entre o SCP e o FC Porto que alguns adeptos do primeiro fizeram para tentar minimizar o despedimento de mais um treinador. Compararam o incomparável!
- As lesões de Maicon e Alex Sandro, que espera-se que tenham recuperação rápida.



E termino com uma frase famosa daquele ridículo programa de televisão: é tudo, por agora…

domingo, 7 de outubro de 2012

Crónica e Análise: FC Porto 2 – Sporting 0




1 – Crónica:

Dois Golos Colombianos Deram a Vitória aos Dragões Frente Aos Leões

Realizou-se este Domingo, no Estádio do Dragão, o clássico entre FC Porto e Sporting, partida a contar para a sexta jornada da Liga. No final do jogo verificou-se a vitória dos dragões por 2-0.
Para este jogo, Vítor Pereira apostou exactamente nos mesmos onze jogadores que alinharam frente ao PSG, na passada Quarta-Feira. Assim sendo, porque todos os jogos tem a sua história, sem mais demoras vamos à deste.
O FC Porto entrou forte, a mostrar que no Dragão mandam os de casa. E, por duas vezes esteve perto o golo, Moutinho e Jackson não conseguiram marcar. Jackson falhou uma vez, mas não falhou quando Danilo lhe ofereceu o golo. De calcanhar, Jackson estreou-se a marcar em clássicos. Entretanto, Vítor Pereira viu-se obrigado a alterar o xadrez,, devido à lesão de Maicon. Talvez a equipa tenha acusado a saída do defesa, a verdade é que  o FC Porto baixou um pouco a intensidade do jogo e, naturalmente, o Sporting tentou reagir, sem contudo, criar perigo eminente. O intervalo chegava com a vantagem portista.
Pouco tempo após o início do segundo tempo, o FC Porto beneficiou de uma grande penalidade, mas Lucho não a conseguiu converter. Entretanto ambas as equipas ficaram reduzidas a 10, embora por razões diferentes; o Sporting viu ser expulso um jogador e o FC Porto viu Alex Sandro sair lesionado numa altura em que Vítor Pereira já tinha esgotado as alterações. Ao minuto 84, James marcou o segundo golo portista e colombiano da noite, desta feita de grande penalidade. Convém salientar que antes do segundo golo portista, Helton foi forçado a defender a vantagem mínima. E assim se contou a história deste clássico entre dragões e leões.
Com esta vitória o FC Porto soma 14 pontos e mantêm-se na liderança partilhada com o Benfica.



2 – Análise:

O FC Porto venceu, com justiça o primeiro clássico da época. Se eu esperava um jogo mais aguerrido por parte dos dragões? Sim, esperava, mas também sabia que o Sporting não ia facilitar e que, o mais certo, era não acontecer uma exibição repleta de nota artística por parte dos portistas. Gostei do jogo, houve coisas boas a reter e coisas menos boas para melhorar. Jackson estreou-se a marcar em clássicos e que grande golo marcou o colombiano! Será que já lhe contaram a história do calcanhar mágico de Viena? Provavelmente sim. E segundo o treinador, Jackson faz muitos golos assim nos treinos. Que marque mais em jogos é o que nós queremos! Se eu esperava que Vítor Pereira repetisse o onze? Sim, esperava e até podem constatar exactamente isso no meu post de antevisão. Se eu esperava que o FC Porto ia receber um forte apoio? Sim, esperava e foi bonito, principalmente depois do segundo golo.



Vítor Pereira em Antevisão da 6ª Jornada da Liga e Convocados



Aqui está a antevisão de Vítor Pereira do jogo da sexta jornada da liga, frente ao Sporting.

““O Sporting não vai estender a passadeira“

Vítor Pereira limitou as suas considerações sobre o peculiar momento de forma do adversário mas admitiu estar à espera de um Sporting “com vontade de criar dificuldades” aos Dragões no clássico deste domingo. O objectivo do FC Porto, claro está, é contornar os obstáculos e somar mais três pontos, mas, para isso, “a equipa terá de estar ao seu melhor nível”.

O que vai pedir aos seus jogadores para este clássico?
Vou pedir aquilo que peço para todos os jogos: total concentração, qualidade e qualidade colectiva, pois aí a qualidade individual também sobressai. O colectivo tem de vir sempre em primeiro lugar.

Que tipo de Sporting espera ver no Dragão?
Não acredito, sinceramente, num Sporting que tenha dois jogos maus consecutivos e ontem, para a Liga Europa, tiveram um. Acredito que os jogadores do Sporting vêm com o orgulho ferido e vão querer mostrar que estão vivos e que têm capacidade para dar a volta a este tipo de situação. Acredito num Sporting que vem para criar problemas, uma equipa unida que vem fazer o seu jogo e procurar ganhar o jogo e criar dificuldades.

Mas não será o Sporting mais frágil dos últimos anos?
Eu como vejo o futebol como um todo não acredito na responsabilidade única dos treinadores, acredito na responsabilidade conjunta de um clube. Assim como nas vitórias a responsabilidade não é do treinador, nos momentos maus a responsabilidade não é só do treinador mas inclui o treinador. Nas vitórias e nas derrotas, nos bons e maus momentos, a responsabilidade tem de ser assumida por toda a gente, porque nos triunfos também se assumem méritos. O Sporting é um clube grande e, depois de um jogo menos conseguido lá fora, vem ferido, vem a querer dar a vida e a correr, correr, correr pelo resultado positivo.

Ainda assim, preferia um Sporting com Sá Pinto ou sem Sá Pinto?
Sinceramente, é-me indiferente. É-me indiferente porque não é um problema do meu clube nem é um problema meu. O que eu sei é que vem cá a equipa do Sporting e vem para honrar o clube, vêm feridos no seu orgulho e vêm para fazer, com certeza, um grande jogo.

Em relação a Danilo, que disse esta semana que pretendia jogar mais e de preferência no meio-campo, como responde?
Já conversamos. Ainda hoje conversamos sobre isso. Ele sabe bem o que eu pretendo dele e sabe que vai jogar onde a equipa necessitar e onde o seu treinador entender que é mais útil. Como é um jogador com qualidade e humilde, o Danilo compreende isso perfeitamente.

A equipa tem apresentado algumas oscilações de rendimento consoante os adversários e mostrou alguma apatia frente ao Olhanense, Gil Vicente e neste último jogo da liga com o Rio Ave, em contraponto com outros jogos, como o desta quarta-feira. Tem alguma explicação para essas oscilações?
Em primeiro lugar, não concordo com essa apreciação. Falou-me dos jogos com o Olhanense, Gil Vicente e Rio Ave: o Olhanense é um adversário muito agressivo, mas viemos de lá com uma vitória e só ganhamos porque fomos equipa. Não acredito que qualquer um dos ditos
grandes chegue a Olhão e venha de lá com uma grande exibição e sem sentir grandes dificuldades. Quanto aos outros dois jogos, já tenho de concordar porque não fiquei nada satisfeito. Particularmente no encontro com o Rio Ave, considero que a equipa, a ganhar 1-0, não pode gerir o jogo com um resultado tão curto. O 1-0 é um resultado perigoso, que obriga à procura do segundo golo e, aí sim, permite gerir o jogo de outra forma. Em Vila do Conde não o fizemos, baixamos o ritmo e os índices de agressividade. A ganhar 1-0 deitamo-nos à sombra do resultado e fomos penalizados, do meu ponto de vista justamente.

Tem aí um problema de motivação? Nos jogos mais “a doer”, como com o PSG, o comportamento da equipa tem sido totalmente diferente...
Depende. Jogámos com o Beira-Mar e o Vitória de Guimarães e jogámos com qualidade. Se nós treinadores tivéssemos a solução para todos os problemas, se tivéssemos a palavra mágica que os fizesse jogar sempre da forma como jogaram no último jogo, esse seria o melhor treinador do mundo e teria encontrado a poção mágica para que os jogadores entrassem sempre com a mesma abordagem mental. O que eu tento fazer é colocar os jogadores dentro desse chip mental que o jogo vai obrigar, mas por vezes há correspondência e outras vezes acontecem coisas destas, que a mim - e a eles próprios também – não agrada. Temos é de trabalhar no sentido de que isto não volte a acontecer, porque quando estamos agressivos e com um ritmo forte, os adversários têm grandes dificuldades em acompanhar o nosso jogo. Se essa agressividade não for evidente e o ritmo for baixo, estamos a dar trunfos ao adversário para nos contrariar e estamos a colocar-nos a jeito porque, hoje em dia, nesta liga, todas as equipas são organizadas. Se nos colocarmos a jeito acontece o que aconteceu em Vila do Conde, sofremos dois golos de repente, dois golos que surgiram em poucos minutos e sem percebermos bem como, e fomos confrontados com um resultado negativo. Mas aí, tenho de o reforçar também, a equipa soube ser grande, soube ir atrás do resultado e conseguir o empate; mas não é uma situação que nos agrade e temos de evitá-la no futuro.

O Sporting ainda só conseguiu vencer dois jogos esta época. O FC Porto apresenta-se como claro favorito para este clássico?
Nunca vi um clássico em que houvesse um claro favorito. Clássico é clássico e as equipas motivam-se por isso e é sempre uma incógnita o que o jogo vai dar. O que eu quero ver no domingo é a minha equipa fiel a si própria, percebendo claramente quais são os seus argumentos, o seu padrão de jogo, Com as nossas ferramentas, com o nosso modelo bem definido, vamos procurar impor o nosso jogo com agressividade, defensiva e ofensivamente, e um ritmo forte. É para isso que trabalhamos neste ano e alguns meses, para jogarmos com qualidade e segundo a nossa identidade. O Sporting não vai de certeza estender a passadeira para os jogadores do FC Porto passarem alegremente. Vai ser um jogo duro, um jogo difícil e para estarmos ao nosso melhor nível para vencer.
 Depois da exibição que rubricou com o PSG, James Rodríguez está numa fase de maturidade óptima?
O James, independentemente da sua qualidade, que é muita, e do seu talento – que todos podem avaliar, porque é evidente -, não joga sozinho. Gostava que fossem evidenciados, para além do James, todos os outros jogadores que contribuíram para um grande jogo. Apesar do James ter feito um golo de excelência, vi comportamentos de excelência da maioria, se não de todos os jogadores que estiveram em campo e gostava de vos ver [jornalistas] a salientar mais a equipa e outros jogadores e não o começarem a criar, como criaram com o Hulk, uma falsa dependência. Dizia-se que sem o Hulk o FC Porto não andava, não tinha pernas, não tinha qualidade e, muitas vezes, foi dessa forma que fomos buscar forças. O FC Porto não era só o Hulk nem é só o James, é uma equipa, uma equipa forte, que tem, de facto, talentos individuais que sobressaem num ou noutro jogo. Não comecem a criar uma onda, senão começo a ouvir que o FC Porto depende do James e isso é totalmente falso.

Com o PSG, o Fernando já jogou a tempo inteiro. De que forma isso foi importante para a grande exibição conseguida?
Tivemos o Fernando a tempo inteiro porque temos um departamento médico que, se não for o melhor da Europa, é, seguramente, um dos três melhores da Europa, com profissionais de grande nível. Por isso tivemos um Fernando de grande nível, que nos ajudou bastante com toda a sua qualidade.

Voltando ao Sporting, que tem menos 24 horas de descanso do que o FC Porto. Acha que isso pode influenciar o resultado do clássico?
Não, porque há mais do que tempo para preparar o jogo. Aqui, são os níveis motivacionais que vão fazer a diferença. Nenhuma equipa vai ter problemas do ponto de vista físico, porque estão habituadas a este ritmo e jogar a meio da semana, ao fim-de-semana, a meio da semana. Isso é que permite impor um ritmo mais forte nos próprios jogos e dá aos jogadores 90 minutos de ritmo elevado.

Jorge Sousa é o árbitro designado para o encontro. Que comentário lhe merece?
Eu acredito plenamente em todos os árbitros e na competência das pessoas e não acredito que um árbitro vá mal intencionado para um jogo. Agora, como eu às vezes tenho boas opções ou opções que não saem como eu pretendo, como a equipa faz grandes jogos ou jogos menos conseguidos, e é natural que o meu trabalho, o da equipa e dos jogadores seja avaliado, também é natural que eu pontualmente sinta necessidade – e espero bem que não e quanto menos, melhor – de avaliar o trabalho do árbitro, com respeito e sem colocar em causa a personalidade do homem e a honestidade da pessoa. Aí farei os meus reparos e a minha avaliação. Acho isso totalmente justo, porque é assim que eu sou avaliado vejo o meu trabalho julgado todas as semanas. Não sendo necessário fazê-lo, melhor, porque quer dizer que o árbitro foi competente e que passou à margem do protagonismo, já que o protagonismo é para os jogadores, não para os árbitros nem para os treinadores.”

Em



Aqui está a lista de convocados do treinador Portista.

Helton, Danilo, Lucho, Maicon, Castro, João Moutinho, Jackson Martínez, James, Kleber, Varela, Mangala, Fabiano, Fernando, Alex Sandro, Atsu, Kelvin, Otamendi e Defour.


O meu palpite para a equipa titular é:

Helton; Danilo, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Fernando, Moutinho e Lucho; James, Jackson e Varela.


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Crónica e Análise: FC Porto 1 – PSG 0






O FC Porto Marcou Um Golo, Mas Podia Ter Marcado Muito Mais …

No início da noite desta Quarta-Feira, o FC Porto recebeu no Estádio do Dragão o PSG, em partida a contar para a segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. No final do encontro verificou-se a vitória dos dragões por 1-0.
Para o segundo jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões - o primeiro da competição realizado no dragão, esta época claro está – Vítor pereira promoveu algumas alterações no onze titular. Tendo como termo de comparação o jogo para o campeonato nacional do passado fim-de-semana, Miguel Lopes, Defour e Atsu cederam os seus lugares a Danilo, Fernando e Varela, respectivamente. Posto isto, vamos à história deste jogo, que poderia ter terminado com uma vantagem mais larga…
No primeiro tempo o FC Porto controlou, dominou e só não concretizou as oportunidades de golo de que dispôs. Os dragões entraram fortes e a praticar um futebol muito agradável, ficou a faltar o tal golo que James, Moutinho ou Jackson estiveram tão perto de marcar.  Por esta altura os franceses andavam arredados da área portista, aliais apenas por duas vezes aproximaram-se com real perigo da baliza de Helton, numa delas o guarda-redes portista afastou o perigo e na outra a bola foi ao lado. E, por isso, o intervalo chegou com um nulo no marcador.
No segundo tempo, os dragões entraram com a mesma filosofia e voltaram a dispor de oportunidades de golo, James, Jackson ou Varela voltaram a estar próximos de concretizar. O tento tardou mas chegou bem a tempo, James conseguiu activar o marcador ao minuto 83 e dar a vitória ao conjunto azul e branco.
Com esta vitória o FC Porto soma seis pontos e está na liderança do grupo A.



2 – Análise

É verdade que não se perspectivava um jogo fácil, mas como dentro do campo não jogam os milhões, o FC Porto mostrou que no futebol não são só os clubes ricos que jogam bem. E, mesmo sabendo que do outro lado estava uma equipa em que foi investido muitos milhões que estão à espera de serem justificados, o FC Porto não teve receio e entrou a jogar à porto, neutralizando os franceses. Gostei do jogo, o FC Porto, principalmente no primeiro tempo, praticou um futebol muito agradável, ficou, apenas, a faltar o golo que acabou por chegar quase no final do encontro. Diria que ficou a saber a pouco… Não queria individualizar, mas James, pelo golo que marcou, merece o meu destaque. Ainda que, mais uma vez, a exibição, para mim, tenha valido pelo colectivo. Os milhões não jogam futebol. Isto nós já sabíamos, mas hoje ficou, mais uma vez, provado. E já cá cantam seis pontos e a liderança no grupo A. Ainda é cedo para fazer contas, mas são, sem dúvida, pontos importantíssimos.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Vítor Pereira em Antevisão da Segunda Jornada da Fase de Grupos da Liga dos Campeões e Convocados



Aqui está a antevisão de Vítor Pereira do jogo da segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, jogo frente ao PSG.



““Temos argumentos para ganhar o jogo”

Vítor Pereira acredita nas virtudes da equipa do FC Porto e é com base no trabalho que quer uma equipa com posse, equilibrada e criativa para vencer o Paris-SG e aproximar-se do objectivo, que é passar aos oitavos-de-final.

Vítor Pereira dizia que esta semana era importante e que quem marcasse passo podia perder o comboio. Como reagiu ao semi-desaire de Vila do Conde?
Tenho referência muito positiva do último jogo em Zagreb, em que fomos equipa concentrada e equilibrada, com maturidade táctica e é essa a minha referência é é nesse jogo, da mesma competição, que me reporto e vou buscar a identidade da equipa e ganhámos muito bem, com mérito.

Lucho Gonzalez conhece 14 dos jogadores do plantel do Paris-SG, isso é uma vantagem?
Acho que não, o jogo é colectivo, nem sequer tinha essa informação. Preparamos este jogo, fazendo a nossa observação normal, como fazemos com todos os adversários, identificamos muito bem as características do adversário e passamos isso à equipa.

Como vai lidar o FC Porto com a eficácia de Ibrahimovic?
Vai lidar como equipa, fiel à sua identidade, fiel às suas ideias, no seu jogo de posse, querendo controlar o jogo, gerir a bola, como gosta de fazer, colocando problemas ao adversário no seu todo e não individualmente, apesar de reconhecer qualidade ao Ibrahimovic.

Este é o teste mais importante às capacidades do FC Porto?
Vamos defrontar um adversário de qualidade, individual e colectiva, mas o Paris-SG vai defrontar igualmente um adversário de qualidade, que os nossos adeptos nos ajudem e com o entusiasmo de uma competição com estas características julgo termos argumentos para discutir e ganhar o jogo.

Qual é a sua visão relativamente ao Paris-SG, tendo em conta que o FC Porto compra jogadores para formar e depois vender e o Paris-SG compra jogadores já feitos?
O FC Porto é um clube em que normalmente o scounting se dirige para jogadores jovens, de qualidade e quando atingem um nível elevado há necessidade de os vender, ir renovando a equipa e ganhando títulos. Este tem sido o trajecto do clube. O Paris-SG tem pressa de conquistar títulos e muito dinheiro, duas perspectivas diferentes de querer chegar a títulos, nós de uma forma sustentada, de uma forma mais organizada, o Paris-SG com uma capacidade financeira grande, indo buscar jogadores já formados, mas no fim o objectivo é conquistar títulos e é isso que o nosso clube tem feito nos últimos anos.

A saída de Lucho do Marselha foi triste para o futebol francês, como está ele no FC Porto?
Está bem, está muito bem, é um jogador de grande qualidade, com muita maturidade, com experiência, veio acrescentar, ajudar-nos, já identificado com o clube. É uma mais-valia para o nosso clube.

Está impressionado com a força do Paris-SG, acha que é favorito?
A experiência do ano passado diz-nos claramente o favoritismo tem de se confirmar com qualidade dentro do campo, com resultados. As contas não se fazem por antecipação, nós queremos fazer Liga dos Campeões ao nível dos pergaminhos do clube, indo somando pontos. Cada ponto é importante, uma vitória amanhã será importante, acreditamos na qualidade do nosso jogo, acreditamos que temos argumentos mais do que suficientes para bater o Paris-SG.

Até que ponto o mediatismo do Paris-SG pode ser favorável ao FC Porto?
Não sei se o impacto mediático de uma vitória sobre o Paris-SG será grande, mas para nós é mais um adversário, um adversário que queremos vencer. Fundamental é sermos fieis ao nosso jogo, jogá-lo da forma que o sabemos jogar, trabalhamos para uma ideia de jogo há muito tempo. Espero que a minha equipa seja igual a si própria, com argumentos colectivos e individuais. O impacto é muitas vezes muito maior para fora do que para nós próprios. Queremos é somar mais três pontos, para nos aproximarmos do nosso objectivo, que é passar à próxima fase.

Carlos Ancelotti dizia que estava curioso para ver este FC Porto sem Hulk…
Há algum tempo disse que sem o Hulk, independentemente de ser um jogador que nos ajudou, o FC Porto continuaria a jogar com qualidade, a ganhar títulos, a ter uma identidade muito própria. Construímos uma ideia de jogo que não é de agora, que não era sustentada no que o Hulk veio trazer. Somos uma equipa que sabe o que quer e que tem qualidade e que quer já amanhã somar mais três pontos.”

Em:



Aqui está a lista de convocados do treinador portista

Helton, Fabiano, Danilo, Lucho, Maicon, Castro, João Moutinho, Jackson, James, Kleber, Miguel Lopes, Varela, Mangala, Fernando, Alex Sandro, Atsu, Otamendi e Defour.



O meu palpite para a equipa titular é:

Helton; Miguel Lopes, Maicon, Otamendi e Alex Sandro; Defour, João Moutinho e Lucho; Varela, Jackson e James.