sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Vítor Pereira em Antevisão da 11ª Jornada da Liga e Convocados



Aqui está a antevisão de Vítor Pereira do jogo da décima primeira jornada da liga frente ao Moreirense.

“"Vamos com certeza ganhar"

Ganhar ao Moreirense, sendo fiel ao processo e à intensidade da equipa, é a mensagem de Vítor Pereira para o jogo de sábado, em que o FC Porto volta ao campeonato. O treinador não esqueceu Helton, que diz ser o melhor guarda-redes em Portugal, e o orgulho por dirigir a única equipa portuguesa na Champions.

Que tipo de mensagem é importante passar nesta altura, depois de duas derrotas?
Eu acho que a mensagem fundamental que se tem de passar para o grupo e para os adeptos é uma mensagem para o jogo com o Moreirense, que é um jogo importante, um jogo que temos de ganhar e vamos ganhar com certeza. Temos de apresentar a nossa qualidade de jogo, o nosso foco é o próximo jogo e é nesse jogo que a cabeça tem de estar. Estamos em primeiro lugar no campeonato, com melhor ataque e melhor defesa, somos a única equipa a representar Portugal na Liga dos Campeões. Esses são de facto os grandes objectivos da época e os que queremos perseguir com todas as forças.

O que mudou numa semana, para o FC Porto deixar de ser uma equipa invicta e ter sofrido dois desaires?
A equipa tem sido igual a si própria, jogou três jogos de elevadíssima dificuldade, ganhou o primeiro, depois o sorteio para nós não nos ditou equipas da III ou II Divisão, ditou-nos o Braga, depois Liga dos Campeões, com elevado grau de dificuldade. Apenas os resultados não aconteceram, podiam ter acontecido. Acreditamos nos nossos processos, na nossa qualidade individual e colectiva. Estamos a trabalhar para continuar na frente do campeonato. É preciso estar preparado para momentos destes, tínhamos a certeza que não íamos estar invictos a época toda.

Os jogadores ficaram afectados com estes resultados?
O grupo tem experiência e sente que o jogo de Braga foi disputadíssimo e só perdemos com dez jogadores, podia ter dado para um lado ou outro, deu para o lado deles. O jogo de Paris foi um jogo de nível elevado, em que discutimos o jogo até ao último minuto, podíamos ter saído com outro resultado. Numa equipa experiente e que sabe o que quer só tem que continuar no mesmo caminho, reflectir sobre um ou outro erro que eventualmente possamos melhorar, mas seguir o nosso caminho e acreditar na nossa qualidade.

O FC Porto é agora a única equipa portuguesa na Champions…
Lamento que não estejam mais, porque era bom para o futebol português. Estamos felizes por estar nos oitavos-de-final, estamos entre as melhores equipas da Europa, no ano passado fomos muito criticados por lá não estar.

Faltam mais jogos com esta intensidade, para a equipa evoluir?
Quanto maior o nível do campeonato maior a possibilidade de estarmos a um nível alto. Nós temos o campeonato que temos, que é um bom campeonato, com qualidade, que nos permite estar nesta fase na Liga dos Campeões. Se o campeonato não tivesse qualidade não estávamos lá.

O grupo ficou afectado com as derrotas?
Na cultura de vitória no FC Porto uma derrota afecta toda a gente, duas afectam mais, não estamos habituados a sofrer derrotas, somos clube com cultura de vitória muito vincada. O Moreirense é uma equipa organizada, que nunca perdeu por mais de 1-0 no Dragão, não estamos à Espera de um jogo fácil mas estamos à espera de jogar bem, de apresentar a nossa intensidade de jogo e ganhar. Mas o Moreirense não no vai estender o tapete, de certeza absoluta.

Tem preferência de adversário na Liga dos Campeões?
Queríamos muito o primeiro lugar porque o sorteio podia ditar uma ou outra equipa de um nível não tão alto, mas as equipas que conseguiram o primeiro lugar são todas muito fortes, venha o diabo e escolha. Queremos lá estar e queremos com os nossos argumentos seguir em frente.

Vai estar atento ao Sporting-Benfica e espera beneficiar da jornada?
As expectativas da jornada são ganhar ao Moreirense. Isso é que conta para nós e para os nossos adeptos. Temos de estar concentrados em torno desse jogo, porque é esse jogo que podemos controlar e que nos interessa directamente. Depois, o que acontecer acontece, mas não temos a ver com os jogos dos outros.

Como analisa o erro de Helton, no jogo com o Paris-SG?
Com orgulho trabalho num clube em que os erros individuais não existem. Aqui assume-se tudo colectivamente, assumem-se as vitórias, as grandes conquistas e as derrotas e os momentos menos felizes. Os erros acontecem porque a equipa não conseguiu impedi-los. Há em muita especulação em torno do golo que sofremos, mas devo dizer que o Helton é o melhor guarda-redes a defender neste país e está num lote muito restrito dos grandes guarda-redes. Tem-nos dado muitos pontos. Só falo nisto porque estou mesmo a ver que durante a semana a tecla vai ser o golo que sofremos em Paris, ou em Braga, no caso do Danilo. Queria que se concentrassem também no facto de o FC Porto lidera o campeonato e ser a única equipa portuguesa na Champions.

Vai poder contar com Fernando no jogo de sábado?
O Fernando está neste momento entregue ao departamento clínico, vamos ver. Isso deixo para o departamento clínico.”

Em




Aqui está a lista de convocados do treinador portista

Helton, Danilo, Lucho, Iturbe, João Moutinho, Jackson Martínez, James, Kleber, Miguel Lopes, Varela, Mangala, Abdoulaye, Fabiano, Alex Sandro, Atsu, Kelvin, Otamendi e Defour.



O meu palpite para a equipa titular é:

Helton; Danilo, Mangala, Otamendi e Alex Sandro; Defour, João Moutinho e Lucho; James, Jackson e Varela

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Crónica e Análise: PSG 2 - FC Porto 1



1 – Crónica

Para os Oitavos, Mas em Segundo

No início de noite desta Terça, o PSG recebeu o FC Porto em jogo a contar para a sexta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. No final do encontro verificou-se a vitória da equipa parisiense por 2-1.
Depois da eliminação da Taça de Portugal, o FC Porto tinha o objectivo de terminar a fase de grupos da Liga dos Campeões em primeiro lugar do grupo, algo que estava à distância de um empate. Para tal, Vítor Pereira voltou a apostar nos habituais titulares.
Como já seria de esperar, o PSG entrou a pressionar e dessa forma deu o primeiro aviso. O FC Porto reagiu à pressão inicial e respondeu à mesma criando perigo junto da área adversária. O primeiro golo da noite surgiu ao minuto 29 e pertenceu ao PSG. Os dragões reagiram da melhor forma ao golo e apenas quatro minutos depois estava reposta a igualdade no marcador, através de um golo de Jackson. Ainda no primeiro tempo os dragões podiam ter chegado à vantagem por intermédio de James. Assim, o jogo foi para intervalo com um empate a 1.
No segundo tempo os da casa voltaram a entrar fortes e, fruto de um lance infeliz de Helton, chegaram à vantagem ao minuto 61. O FC Porto, mais uma vez, tentou reagir ao golo, Jackson, Lucho e Otamendi estiveram perto de marcar, mas tal não foi possível.
Desta forma os dragões seguem para os Oitavos de Final em segundo lugar do grupo A, com 13 pontos.




2 – Análise

O PSG era, sem dúvida, o adversário mais difícil do grupo e, por consequência, a deslocação ao Parque dos Príncipes era a mais complicada. Sabendo que a presença nos oitavos era uma certeza, o FC Porto queria vencer para ficar em primeiro lugar do grupo A e para somar mais um milhão de euros. Contudo tal não foi possível e os dragões seguem em segundo lugar num grupo que sempre lideraram. Na minha opinião o FC Porto esteve bem no jogo, mas, do outro lado, os franceses também estiveram bem. Os dragões reagiram bem ao primeiro golo da equipa parisiense, empatando poucos minutos depois. Foi pena o segundo golo do PSG ter sido uma tremenda falha de Helton. O FC Porto tentou reagir e repor o empate, mas tal não foi possível. E, na minha opinião, o empate seria um resultado justo, sobretudo porque permitiria ao FC Porto passar em primeiro lugar. Em suma, estavam de facto duas boas equipas em campo, ambas pretendiam agarrar o primeiro lugar, o PSG conseguiu, o FC Porto não. Resta esperar para ver o que dita o sorteio dos Oitavos de Final.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Vítor Pereira em Antevisão da 6ª Jornada da Fase de Grupos da Liga dos Campeões e Convocados



Aqui está a antevisão de Vítor Pereira e de Jackson Martínez do jogo da sexta jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões frente aos franceses do PSG

“"Queremos vencer"

Vítor Pereira não regateia elogios ao Paris-SG, mas também não os disfarça quando fala da própria equipa. Vencer em Paris, proporcionar um bom espectáculo aos emigrantes e terminar em primeiro lugar no Grupo é o objectivo do FC Porto, segundo afirmou esta segunda-feira o treinador, em conferência de imprensa.

Como é que o FC Porto vai jogar, depois de ter sofrido a primeira derrota da época, em Braga?
Em primeiro lugar, não creio que o jogo de Braga tenha qualquer relação com este jogo da Liga dos Campeões. Relativamente ao jogo de amanhã, independentemente daquilo que o Paris-SG quiser fazer, independentemente da qualidade individual e colectiva ao Paris-SG, nós temos a nossa identidade, sabemos bem o que queremos, somos uma equipa que tem determinado padrão de jogo, que gosta de ter bola, gosta de ter iniciativa, gosta de ser agressiva, portanto amanhã vão de certeza ver um FC Porto igual a si próprio.

Que avaliação faz do Paris-SG, que começou a época com muitas aspirações, mas nos últimos jogos tem fraquejado.
Esta equipa do Paris-SG está recheada de valores individuais, que formam um conjunto forte. Há dois meses, quando os defrontámos, estavam claramente em crescendo e falava-se de uma das melhores equipas da Europa, com aspirações a ganhar a Liga do Campeões. E na Champions tem sido uma equipa, de facto, muito forte, por isso acredito numa equipa com qualidade, numa equipa muito para além do Zlatan [Ibrahimovic], mas acredito fundamentalmente na nossa equipa e estou focado no nosso jogo, no nosso padrão de jogo, na nossa ambição. Sinto claramente uma equipa que pensa o jogo colectivamente e age colectivamente e que sente colectivamente e isso transmite-me confiança para o jogo.

Acha que o Paris-SG vai estar muito pressionado por causa dos últimos resultados?
Não sei como é que a equipa responde a este tipo de pressão, as grandes equipas estão habituadas à pressão, vivem com ela todos os dias. Nós vivemos com a pressão dos resultados todos os dias. É o nosso dia-a-dia, acredito que o Paris-SG viva também assim. Sob pressão as grandes equipas reagem, não estou à espera de facilidades no jogo de amanhã. Estou à espera de um jogo difícil, mas como já disse, acredito claramente numa vitória amanhã e é para isso que vamos jogar, com o objectivo claro de ganhar o jogo.

De quem é a maior responsabilidade neste jogo, do FC Porto ou do Paris-SG?
A responsabilidade do FC Porto, aqui, em casa, em qualquer lado, é ganhar os jogos. Essa é a nossa responsabilidade e assumimo-la em qualquer lado, temos a responsabilidade de ganhar os jogos. Amanhã estamos focados em vencer o jogo, depois logo se verá, com o sorteio. Para já, queremos vencer, proporcionar à nossa massa associativa e aos emigrantes de uma maneira geral, um bom espectáculo e é nisso que vamos insistir.

Tem algum receio especial de Zlatan Ibrahimovic?
Eu acredito no futebol como equipa. Se o Zlatan não tem uma equipa que lhe proporcione boas ocasiões, a exploração das suas qualidades individuais. Não acredito que ganhe o jogo sozinho, acredito num jogo colectivo, é assim que eu vejo a minha equipa, é assim que eu vejo o futebol. As individualidades podem de facto fazer a diferença se o colectivo estiver forte, porque não acredito que façam a diferença sem o colectivo forte a sustentar toda a sua qualidade individual.

O francês Mangala tem sido muito utilizado, que análise faz ao rendimento do jogador?
Mangala é um jogador com qualidade, não gosto muito de individualizar, como temos muitos no plantel. Um jogador à procura de afirmação em Portugal, na equipa, agora é um jogador com uma mentalidade muito forte, que eu acredito sinceramente e por isso mesmo tenho apostado nele ultimamente.

O objectivo é terminar em primeiro lugar a fase de grupos?
Temos como objectivo terminar em primeiro lugar. A partir do momento em que conseguimos a passagem à próxima fase passamos a ter como objectivo terminar em primeiro lugar no grupo. Relativamente à defesa menos batida, eu continuo a achar que se a linha defensiva é importante na manobra ofensiva, também considero que toda a equipa, que todos os atacantes e os médios são muito importantes no processo defensivo e muito mais no processo defensivo que nós normalmente procuramos apresentar. É um registo, se isso acontecer fico satisfeito, mas o que eu quero é que a mina equipa apresente níveis de competência que tem apresentado, com qualidade ofensiva, com qualidade defensiva, com espírito de entreajuda, com espírito colectivo forte, porque tem sido essa a nossa matriz este ano e são essas as nossas armas para defrontar qualquer adversário, em qualquer ambiente. E a experiência também, porque temos jogadores com muita experiência de Liga dos Campeões.



Jackson Martínez
"Mentalidade para ganhar"

O avançado Jackson Martínez destacou mentalidade do FC Porto e a forma
como foi acolhido pelos companheiros. No resto, vencer é a palavra de ordem.

Chegou esta época à equipa e à Europa e as coisas estão a correr-lhe bem...
A adaptação ajudou-me, foi rápida. Um grupo maravilhoso, que me acolheu muito bem e está-se a trabalhar para que os resultados sejam os que pretendemos para esta temporada.

Em que patamar coloca o FC Porto pelo que já viu da Liga dos Campeões?
O FC Porto não vou comparar com nenhuma outra equipa, porque cada uma tem o seu nível de jogo. Do FC Porto o que se pode dizer é que tem uma mentalidade de jogar sempre para ganhar.

O Paris-SG está a passar uma fase conturbado, acredita que o FC Porto pode tirar partido dessa instabilidade?
Para nós é um jogo importante e não nos interessam os outros. O Paris-SG é uma grande equipa, formada por grandes jogadores, e que vai querer ser primeiro, conquistar os três pontos, mas nós estamos a pensar como podemos causar-lhes problemas e atingir os nossos objectivos.

Como lhe estão a correr os primeiros meses na Europa, está satisfeito com o seu rendimento individual?
Quando cheguei ao FC Porto percebi logo que existe uma mentalidade colectiva muito por cima do que é individual e quando as coisas funcionam bem colectivamente também funcionam individualmente.”

Em




Aqui está a lista de convocados do treinador portista

Helton, Danilo, Lucho, Castro, João Moutinho, Jackson Martínez, James, Kleber, Miguel Lopes, Varela, Mangala, Abdoulaye, Fabiano, Fernando, Alex Sandro, Atsu, Otamendi e Defour.



O meu palpite para a equipa titular é:

Helton; Danilo, Mangala, Otamendi e Alex Sandro; Fernando/Defour, João Moutinho e Lucho; James, Jackson e Varela


sábado, 1 de dezembro de 2012

A Eliminação da Taça de Portugal



Ponto prévio. Para mim, a prioridade é e será sempre o campeonato, depois, chegar o mais longe possível na Liga dos Campeões e só depois vem a Taça de Portugal. Não quero com isto dizer que não fiquei triste com o resultado do jogo de ontem, pelo contrário. Fiquei triste e de certa forma revoltada com o desfecho. Todos nós portistas aprendemos a gostar de ganhar e como é tão bom ganhar ficamos cada vez mais exigentes. A culpa é do FC Porto que nos habituou assim. Estamos mal habituados? Não, estamos viciados em vitórias. E por isso a derrota frente ao Sporting de Braga, porque significou a impossibilidade de ganhar mais um troféu é algo triste para nós, algo revoltante.
Vou, então, dissertar sobre esta derrota, expondo os meus pontos de vista sobre o assunto.
E começo por dizer que até ontem o FC Porto era a única equipa europeia que ainda não tinha derrotas em provas oficiais.
Posto isto. O que se passou ontem? Pois bem, na semana passada falou-se tanto de sorte, concretamente da sorte que o FC Porto tinha em Braga, ora, ontem a sorte tirou folga e mandou no seu lugar o azar.
Sim, eu já sei que nesta fase alguns já estão a dizer «que o treinador foi parte integrante do azar». E então eu pergunto será? E também que provavelmente os mesmos estão a pensar: «claro, se ele não tivesse feito tantas alterações provavelmente nada daquilo teria acontecido». E eu contraponho: isso é algo que não sabemos, nunca saberemos, afinal de contas o jogo do passado domingo também não foi fácil, mas aí houve a sorte que hoje folgou.
Vou, então, expor o meu ponto de vista no que às opções de Vítor Pereira diz respeito. No meu post, referente à crónica e análise desta partida, referi que eu não faria tantas alterações, aliais, provam tal coisa no meu post de antevisão no onze que lá deixei como sendo o meu palpite. No entanto, percebo que Vítor Pereira as tenha feito. Afinal de contas todos fazem parte do plantel, todos tem de estar preparados para, a qualquer momento, ajudar a equipa e a verdade é que se não jogarem, nunca estarão preparados para tal. Mas afinal estes jogadores nunca tinham jogado juntos? Esta é a questão que um leigo que por aqui passe deverá estar a colocar. E a resposta é, estes jogadores já jogaram juntos, se bem que com algumas nuances. Se não vejamos.
O FC Porto atuou com: Fabiano; Miguel Lopes, Abdoulaye, Otamendi e Mangala; Fernando, Castro e Defour; James, Kleber e Atsu.
Vou então analisar sector a sector.
Comecemos, pois claro, pela defesa. Abdoulaye, Otamendi e Mangala jogaram juntos alguns jogos e as coisas correram bem. Certo, a completar o quarteto normalmente estava Danilo e ontem foi, parte do jogo, Miguel Lopes. E vendo bem, o brasileiro até entrou azarado, visto que foi ele o marcador do primeiro golo do braga.
Passando à linha intermédia: Fernando, Castro e Defour. Tirando o português, que dos três é o que tem menos minutos. Já o brasileiro é, em circunstâncias normais titular. Quanto ao belga, normalmente é titular quando um dos elementos do meio campo está indisponível, isto é, foi titular até ao anterior jogo frente ao Braga. Então o que faltou aqui? Faltou Moutinho e Lucho. Simples, a resposta não é outra, no entanto, estes dois jogadores são homens, não máquinas e, por isso, precisam de não jogar todos os jogos. E se vítor Pereira não poupa um deles, ou os dois, num jogo de Taça vai poupar quando? E por conseguinte, se não poupa estes dois, quando é que Defour e Castro serão titulares?
Finalmente, o trio de ataque, que foi composto por James, Kleber e Atsu. Bom, de James nem vale a pena falar, uma vez que tem sido titular. Quanto a Atsu, este tem sido muito utilizado por Vítor Pereira, normalmente para substituir Varela. O ganês na eliminatória anterior até fez um jogo fantástico. Finalmente, em relação ao Kleber. Gostava que Kleber tivesse marcado um golo, gostava que Kleber tivesse feito uma fantástica exibição, mas nada disso. Sendo realista, é verdade que preferíamos que Jackson tivesse jogado, mas uma vez que o colombiano esteve com um problema físico no início da semana, parece-me que o treinador poupou-o para Terça, como fez com os outros todos, é verdade.
Aquele momento do jogo entre a expulsão de Castro e o segundo golo do Braga foi fatídico. E principalmente se constatarmos que nesse espaço de tempo Moutinho estava fora das quatro linhas, que podia ter entrado mais cedo e talvez as coisas tivessem sido diferentes, ou não.
Posto isto, concluo que a sorte não cai do céu, que nenhuma equipa é imune à derrota, infelizmente, e que Vítor Pereira, seguindo a lógica dos anteriores jogos para a Taça rodou o plantel para dar oportunidade aos menos utilizados. Se tivesse corrido bem o treinador seria apelidado de corajoso, como isso não aconteceu, o mais certo é ser criticado durante muito tempo.
E para finalizar, que o post já vai longo, digo que a Taça de Portugal já era, mas ainda há tanto que se pode conquistar esta época.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Crónica e Análise: Sporting de Braga 2 – FC Porto 1



1 Crónica

FC Porto Fora da Taça

No início de noite desta Sexta, o Sporting de Braga recebeu o FC Porto em jogo a contar para os oitavos de final da Taça de Portugal. No final do encontro verificou-se a vitória dos bracarenses por 2-1.
Passados apenas cinco dias depois do último Sporting de Braga FC Porto, eis que as equipas voltaram a jogo. Vítor Pereira decidiu fazer alterações no onze inicial, aproveitando assim para, mais uma vez, dar oportunidade e minutos de jogo aos jogadores menos rodados.
O jogo começou com um FC Porto um tanto ou quanto retraído e um Braga disposto a subir no terreno. Com o passar dos minutos, o equilíbrio foi sendo uma constante. O primeiro remate do jogo deu golo. Foi ao minuto 13, minuto de sorte para os portistas, Mangala, de cabeça inaugurou o marcador. De resto, no primeiro tempo houve poucas oportunidades de golo para ambos os conjuntos.
No segundo tempo a história mudou completamente. Mas antes de mudar, Defour e Kleber estiveram perto de ampliar a vantagem. Entretanto, Vítor Pereira fez entrar Danilo e Lucho para os lugares de Miguel Lopes – que tinha visto cartão e esteve em risco de ver segundo; e Fernando – que tinha cometido falta dentro da área. O jogo começou a tornar-se mais interessante, mas eis que  as complicações apareceriam pouco tempo depois. Primeiro, Castro viu o segundo amarelo e deixou a equipa reduzida a 10. Vítor Pereira demorou algum tempo a fazer entrar Moutinho e o Braga aproximava-se mais. Até que chegou a segunda complicação, quando Danilo colocou a bola na própria baliza, fazendo-a entrar quando não ia em direcção da mesma. Empate na partida, Braga motivado e Moutinho ainda fora das quatro linhas. E foi com esse cenário que os bracarenses chegaram ao segundo golo. Os dragões, por intermédio de Lucho e de Kleber ainda tentaram empatar a partida, mas não foi possível.
Acabou assim, a invencibilidade do FC Porto, que era, até hoje, a única equipa europeia que ainda não tinha conhecido o amargo sabor da derrota esta época. Desta forma, os dragões estão fora da Taça de Portugal, eliminado pelo Sporting de Braga.



2 – Análise

Tendo por termo de comparação o jogo do passado Domingo para o campeonato nacional, não se perspectivava um jogo fácil, mas esperava-se que o FC Porto fosse capaz de dar a volta às dificuldades. Contudo e ao contrário do que sucedeu no Domingo, hoje as coisas não correram bem. Será que se pode falar em azar? Talvez, mas afinal o que hoje não correu bem? Vítor Pereira promoveu significativas alterações na equipa. Sinceramente, eu não faria tantas alterações, no entanto, percebo que Vítor Pereira as tenha feito. Afinal de contas todos fazem parte do plantel, todos tem de estar preparados para, a qualquer momento, ajudar a equipa e a verdade é que se não jogarem, nunca estarão preparados para tal. De qualquer forma, a defesa jogou uma quantidade de jogos e não houve problemas por causa disso. O azar chegou na segunda parte, quando Castro foi expulso e o treinador portista demorou a fazer entrar João Moutinho. Depois veio a infelicidade de Danilo ao introduzir a bola na própria baliza. Azar. Mas não podia haver dois males sem três. Ainda sem Moutinho em campo, o Braga chegou a vantagem. Logo, parte do azar está na demora da terceira alteração. Tanto falaram na sorte que o FC Porto tinha em braga, tanto falaram dos jogos que o FC Porto não perdia que chegou o azar e com ele a derrota. Conclusão, a sorte não cai do céu e ninguém é imune nem ao azar nem a derrota. Agora é olhar para o futuro e o futuro é  já na Terça, frente ao PSG, onde está em jogo o primeiro lugar do grupo na fase de grupos da Liga dos Campeões.