terça-feira, 3 de abril de 2018

Resultados da Semana Azul e Branca


Futebol:
Equipa Principal – Na segunda o FC Porto deslocou-se ao terreno do Belenenses, em jogo a contar para a 28ª jornada da Liga. No final do encontro verificou-se a derrota dos Dragões por 2-0.
Equipa B – No sábado os B’S portistas deslocaram-se ao terreno do Real, em jogo a contar para a 31ª jornada da II Liga. No final do encontro verificou-se um empate a 0.
Juniores A – No sábado os sub19 deslocaram-se ao terreno do Vitória de Setúbal, em jogo a contar para a 5ª jornada da fase final do campeonato nacional de juniores A. No final do encontro verificou-se a vitória dos Dragões por 0-2, com golos de João Mário e Isah Musa.
Juniores C – No DOMINGO OS SUB15 DESLOCARAM-SE AO TERRENO DO Sporting, em jogo a contar para a 1ª jornada da fase final do campeonato nacional de juniores C. No final do encontro verificou-se um empate a 1, com o golo portista da autoria de Tiago Antunes.

Andebol:
Na quarta o FC Porto deslocou-se ao terreno do Madeira SAD, em jogo a contar para a 2ª jornada da segunda fase do campeonato nacional. No final do encontro verificou-se a vitória dos Dragões por 18-29.

Basquetebol:
No sábado o FC Porto recebeu o Illiabum, em jogo a contar para a 3ª jornada da segunda fase da liga portuguesa de basquetebol. No final do encontro verificou-se a vitória dos Dragões por 111-104.



segunda-feira, 2 de abril de 2018

Crónica e Análise: Belenenses 2 – FC Porto 0


1 – Crónica

No início de noite desta segunda o FC Porto deslocou-se ao terreno do Belenenses, em jogo a contar para a 28ª jornada da Liga. No final do encontro verificou-se a derrota dos Dragões por 2-0.
Para este jogo Sérgio Conceição apostou num onze composto por Casillas; Maxi, Filipe, Osorio e Alex Telles; Herrera, Sérgio Oliveira e Brahimi; Ricardo Pereira, Soares e Aboubakar.
O FC Porto até entrou bem em jogo, decidido a resolvê-lo o mais rápido possível. Contudo, ao minuto 10, na primeira vez que o Belenenses aproximou-se da baliza de Casillas, ativou o marcador. Os Dragões tentaram reagir, mas a bola teimou em não entrar. Brahimi, Ricardo, Aboubakar, Soares, Alex Telles e Sérgio Oliveira tentaram devolver o empate ao marcador antes do fecho da primeira parte, mas uns por falta de pontaria ou porque o guarda-redes ou algum dos defesas não o permitiram, não conseguiram fazer o golo.
No segundo tempo a procura pelo golo continuou, mas nem Soares, Ricardo, Filipe ou Gonçalo Paciência conseguiram ser felizes, já que todos viram o guarda-redes adversário negar-lhes o golo. Quem não marca arrisca-se a sofrer, costuma-se dizer e foi o que se passou ao minuto 70, quando surgiu o segundo golo dos da casa.
Com esta derrota o FC Porto soma 70 pontos e está no segundo lugar da Liga, a 1 ponto da liderança.

2 – Análise

Depois de uma paragem para os jogos das seleções, regressou o campeonato com um clássico frente ao Belenenses, um jogo que não se esperava fácil. E, de facto, não o foi. A vida do FC Porto começou a complicar ao minuto 10, quando os da casa inauguraram o marcador. Basicamente o jogo não correu nada bem ao FC Porto, que nunca foi capaz de transformar as dificuldades em facilidades. É certo que tentativas para marcar não faltaram, mas a bola não entrou. Talvez a ansiedade tenha pesado mais do que a razão e, assim, nada costuma acertar. Por mais que tente ser racional, é difícil perceber que nesta altura do campeonato a ansiedade está a ser mais um adversário e este está dentro da nossa própria equipa. É hora de resolver este problema, a equipa tem de voltar a acreditar em si, porque não há tempo para ter tempo e não pode ser a ansiedade a por tudo a perder agora. É que são duas derrotas consecutivas fora. É preciso resolver esse problema, do mesmo modo que é necessário resolver o problema da falta de golos por parte dos avançados, o bloqueio tem de terminar, porque sem golos não se costumam ganhar jogos.
Pior ainda é que, no decorrer do jogo, só conseguia pensar que das duas uma: ou eu não percebo nada de futebol; ou percebo muito e quem lá está não percebe nada. Como é possível que depois do que se passou em Paços de Ferreira, a equipa tenha um comportamento semelhante hoje? Ou será que não foi nada disto que se passou e eu não percebo nada disto. Como é que se explica que uma equipa pareça durante toda uma primeira parte completamente sem ideias e o jogador capaz de pensar o jogo continue no banco? Eu sei que depois do jogo é fácil fazer prognósticos, mas preocupa-me perceber que há coisas que não mudam…
Em suma, o FC Porto perdeu o jogo, porque faltou a eficácia no ataque. E com esta derrota foi a liderança do campeonato. Confesso que no final da primeira parte fui assaltada por uma memória não muito feliz: o jogo da época passada entre FC Porto e Vitória de Setúbal no Dragão… jogo que não teve um desfecho feliz, apesar das várias tentativas para marcar… um jogo a partir do qual as nossas esperanças perderam-se… que a equipa do FC Porto seja capaz de escrever outro desfecho para esta história é o que se deseja. Nada está perdido, de facto, mas não estamos numa posição confortável e perdeu-se, completamente, a margem de erro que, com dois pontos de vantagem, já era pequena. Por isso não há outra solução que não seja ganhar as 6 finais que faltam jogar. Para tal precisamos do FC Porto guerreiro do início da época… aquele que na Feira, perante um campo inclinado, conseguiu dar a volta a todas as dificuldades e venceu contra tudo e todos. Vamos Porto!



domingo, 1 de abril de 2018

Antevisão da 28ª Jornada da Liga


1 – Aqui está a antevisão de Sérgio Conceição do jogo da 28ª jornada da Liga, frente ao Belenenses.

““O CLÁSSICO QUE IMPORTA É COM O BELENENSES”
Treinador fez a antevisão da “difícil” deslocação do FC Porto ao Estádio do Restelo, para a 28.ª jornada da Liga NOS
O FC Porto vai fechar as contas da jornada 28 da Liga NOS esta segunda-feira (20h00), no Estádio do Restelo, num jogo que Sérgio Conceição considera de elevado grau de dificuldade frente a um Belenenses que “encontrou alguma estabilidade defensiva, que tem qualidade individual” e que por isso “vai criar muitas dificuldades” à sua equipa. O treinador portista desvalorizou ainda o facto de os Dragões voltarem a jogar depois dos rivais, até porque, lembrou, isso “tem sido uma constante” ao longo do campeonato, “umas vezes compreensível, outras vezes nem tanto”, como é o cenário que se aproxima no calendário.
O boletim clínico
“Alguns jogadores estão a trabalhar de forma condicionada e alguns a fazer gestão de esforço. Vamos ver amanhã, temos mais de 24 horas pela frente para decidir os jogadores que estão em melhores condições para este difícil encontro. Tenho a certeza de que nalguns pontos foi positiva esta paragem, noutros nem tanto.”
Mais pressão por entrar em segundo?
“Tirando as provas europeias, acho que isso foi uma constante ao longo da época. Umas vezes compreensível, outras vezes nem tanto, mas nos jogos que estão marcados até agora, vamos jogar sempre depois dos adversários. Se me perguntarem porquê, não sei, normalmente a operadora tem um peso grande nessas decisões. Se houve reuniões? Houve. Se houve a pretensão de ter jogos mais cedo? Houve. O clássico que importa agora é com o Belenenses. Passadas 72 horas depois do clássico com o Benfica estamos a jogar com o Sporting, para a Taça de Portugal. Poderia esse jogo com o Benfica ser no sábado? Poderia. Poderíamos jogar na quinta-feira com o Sporting? Poderíamos. É uma questão de bom senso, é preciso que as pessoas metam a tal mão na consciência.”
O jogo em Belém
“Será um jogo extremamente difícil, historicamente é um jogo difícil. Esta equipa do Silas depois de uma fase menos boa, encontrou alguma estabilidade defensiva que lhe permitiu amealhar alguns pontos importantes e, em alguns jogos, não sofrer golos. Penso que será um jogo com uma equipa que tem qualidade individual e que coletivamente tem jogado de forma um pouco diferente daquelea que temos encontrado habitualmente na nossa Liga e que, com certeza, nos vai criar dificuldades. Estou a lembrar-me do jogo com o Benfica, em que fizeram uma excelente primeira parte, e nós temos que estar preparados, porque estamos a lutar por um objetivo claro - que é conseguirmos manter o primeiro lugar -, e conscientes dessas mesmas dificuldades.”
Sporting e Braga na corrida ao título
“Depois de ver uma equipa aos 75 minutos estar a ganhar por 3-0 e depois perder por 4-3, tudo é possível no futebol. Não há impossíveis desde que matematicamente haja essa possibilidade de se chegar ao primeiro lugar. O Braga-Sporting foi um bom jogo, entre duas equipas de muita qualidade, um jogo muito competitivo e que aproximou o Braga, que está também a fazer um excelente campeonato, do Sporting. Como disse há uns meses, afinal sempre é verdade que o Braga é uma das equipas a lutar pelo título.”
VAR a complicar
“Muitas coisas têm corrido mal neste primeiro ano. O VAR tem que ser uma ajuda, não pode complicar. O VAR vem complicar quando devia servir para descomplicar. Tem sido o contrário. Cria alguma indefinição no resultado e no juízo final do árbitro.”
Clima de suspeição
“O futebol precisa de ser falado dentro das quatro linhas. Nós também cometemos erros. Eu até gosto que me critiquem por uma má opção, por uma substituição mal feita. Já estamos a entrar na melhor coisa que existe nesta indústria do futebol, que são os jogadores. Fico triste e desiludido, porque fui jogador durante 20 anos e sei qual é o sentimento que há no balneário. É muito mau ver situações como a do Vagner no fim dos jogos. Se o jogador não acerta é porque estava comprado... Isto começa a ser insuportável. Tudo o que for para defender o bom nome dos principais intervenientes do jogo, sou completamente a favor.”
Seleções e recados
“Os clubes normalmente são prejudicados pelas seleções. Os três jogadores mexicanos foram para a seleção em condições perfeitas para disputar um jogo de futebol, mas recebemos os três com mazelas. Para o resto do campeonato, como vai ser? Ele está a defender os jogadores para o Mundial, que é daqui a mês e meio, mas quem paga o ordenado dos jogadores é o FC Porto. Não entendo. Sinceramente, acho que era bom por vezes abrir um bocadinho mais aquilo que é dinâmica da vida de um clube. No caso do FC Porto, é quase comparado aos mecânicos da Fórmula 1. Preparamos tudo ao pormenor: temos preocupação com o sono, a recuperação, com todas as variantes que possam ser importantes para que um jogador esteja fisicamente no máximo…. Passamos todo o ano com os jogadores, temos um conhecimento profundo de cada um e não me acredito que uma equipa técnica estando três dias com o jogador conheça-o também quanto nós. Não recebemos recados de ninguém, até porque tem havido uma boa comunicação entre o departamento médico da seleção do México e o nosso.””

Em

2 – O meu palpite para a equipa titular é:
Casillas; Ricardo Pereira, Filipe, Osorio  e Diogo Dalot; Herrera, Sérgio Oliveira e Óliver; Brahimi, Aboubakar e Gonçalo Paciência.

3 – Sobre o jogo
Depois da pausa no campeonato vem um clássico do futebol português que não será nada fácil. Mas espera-se que os comandados de Sérgio Conceição transformem as dificuldades em facilidades. Para tal espera-se um FC Porto competente; concentrado; coeso; confiante; determinado; rigoroso; aguerrido; sólido; solidário; unido; ambicioso; motivado; e eficaz tanto a defender como a atacar.
Força FC Porto!