sábado, 3 de novembro de 2018

Crónica e Análise: Marítimo 0 – FC Porto 2


1 – Crónica

No final de tarde deste sábado o FC Porto deslocou-se ao terreno do Marítimo, em jogo a contar para a 9ª jornada da I Liga. No final do encontro verificou-se a vitória dos Dragões por 0-2.
Para este jogo Sérgio Conceição apostou num onze composto por Casillas; Maxi, Felipe, Éder Militão e Alex Telles; Danilo, Óliver, Brahimi e Corona; Soares e Marega.
No primeiro tempo o FC Porto teve mais posse de bola, deu trabalho a defesa do Marítimo, sem contudo ter criado real perigo. Do outro lado do campo, ao minuto 28, o Marítimo beneficiou da única verdadeira ocasião de golo do primeiro tempo, estava lá Casillas para brilhar e travar os festejos dos da casa.
No segundo tempo o jogo parecia fotocópia da primeira parte, ou seja, o FC Porto a procurar ter iniciativa e os da casa a impedirem que os portistas fossem felizes. Ao minuto 62 os Dragões beneficiaram de uma grande penalidade, sofrida por Soares. Marega teve nos pés a oportunidade de inaugurar o marcador, mas viu o guarda-redes adversário negar-lhe os festejos. Pouco depois Sérgio Conceição fez entrar Otávio e o brasileiro, ao minuto 70, deu a melhor sequência a uma jogada desenhada por Soares e Marega. Em vantagem no marcador e empurrados pelo mar azul, os Dragões galvanizaram-se e ao minuto 73 Marega fez o 0-2, não permitindo assim qualquer tipo de reação dos insolares. Até ao final, Felipe, Marega e Otávio ficaram perto do terceiro golo, mas não conseguiram ser felizes.
Com esta vitória o FC Porto soma 21 pontos e isola-se no topo da classificação à espera do resultado do jogo do Sporting de Braga.

2 – Análise

Jogar nos Barreiros nunca é fácil, os Dragões sabiam o e comprovaram mais uma vez. O FC Porto teve mais bola na primeira parte, contudo, teve dificuldades em ser eficaz, apesar de ter beneficiado de alguns cantos que poderiam ter sido aproveitados de melhor forma, faltou objetividade. A segunda parte foi melhor, não só porque os portistas conseguiram ser, na minha perspetiva, mais objetivos, mas sobretudo porque conseguiram ser eficazes, razão pela qual destaco Otávio e Marega.
Em suma, foi uma vitória justa e incontestável num terreno tradicionalmente difícil. Vamos Porto!


PS. Os portistas da Madeira, que só tem oportunidade de ver a sua equipa ao vivo na ilha duas vezes por época, fizeram, mais uma vez, o #MarAzul brilhar no Estádio do Marítimo. Somos Porto!




sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Antevisão da 9ª Jornada da I Liga


1 – Aqui está a antevisão de Sérgio Conceição da 9ª jornada da I Liga, frente ao Marítimo.

“SÉRGIO CONCEIÇÃO: "PENSAMOS NUM JOGO DE CADA VEZ"
Treinador do FC Porto perspetivou o jogo com o Marítimo, na Madeira, da 9.ª jornada da Liga (sábado, 18h00)
Depois da reviravolta frente ao Varzim (4-2), para a Taça da Liga, o FC Porto volta a apontar o foco à Liga NOS, até porque a 9.ª jornada reserva uma sempre difícil deslocação à Madeira, onde os Dragões defrontam o Marítimo (sábado, 18h00, Sport TV 1). Na antevisão da partida, Sérgio Conceição afirmou que os resultados não demonstram a qualidade
dos madeirenses e deixou a garantia de que o foco portista está exclusivamente neste jogo, mesmo com Lokomotiv Moscovo (Liga dos Campeões) e Sporting de
Braga (Liga NOS) no horizonte. O FC Porto divide a liderança do campeonato com os bracarenses, ambos com 18 pontos somados, enquanto o Marítimo segue na
11.ª posição, com dez.
As dificuldades de sempre
“O jogo da época passada foi muito importante, tal como outros, mas já passou. É uma saída historicamente difícil para o FC Porto, frente a uma equipa
que nos habituou a lutar sempre pelos oito primeiros lugares. Vamos encontrar uma equipa com qualidade individual, mas que não tem sido tão constante como
no ano passado. É sempre um campo difícil, por isso temos que fazer o que nos compete para conseguirmos o nosso objetivo, que é vencer. Pensamos num jogo
de cada vez e o mais importante, neste momento, é o jogo com o Marítimo.”
Qualidade individual
“O Marítimo é uma equipa com qualidade individual, e é quase a mesma do ano passado. É uma equipa cujos resultados não demonstram a qualidade individual
que existe. Coletivamente não posso dizer que tenha estado como no ano passado, pois tem mais dificuldades em ganhar, mas será com certeza um jogo difícil. Todos os jogos são diferentes e têm a sua história. Desconfio sempre do mau momento de uma equipa e, contra os grandes, galvanizam-se sempre. Já tivemos
exemplos disso este ano. Dentro daquilo que tem sido o Marítimo, mas procurar explorar as suas fragilidades e estar preparados para os seus pontos fortes.”
Meio-campo rico em soluções
“Temos cinco ou seis soluções interessantes para o meio-campo. Cabe-me a mim escolher em função do momento de forma, do adversário e da estratégia delineada.
Deixa-me satisfeito haver estas boas dores de cabeça.”
A conversa com Sérgio Oliveira no fim do FC Porto-Varzim
“Fiquei estupefacto, nomeadamente com um jornal e com o jornalista Octávio Ribeiro, que falou sem saber. Aquilo que fiz foi o que faço noutros casos, talvez
não com tanta visibilidade. Nos momentos difíceis, estou sempre com os meus jogadores. O que disse ao Sérgio foi que aquilo aconteceu porque ele esteve
com um espírito menos positivo nas últimas duas ou três semanas, mas também lhe disse que confio plenamente nele e que gosto dele. E dei-lhe um abraço.
Ele foi-me respondendo e a certa altura estávamos ali em amena cavaqueira, mas eu vivo o momento sem pensar nas câmeras. Foi algo intuitivo, mas senti
que tinha de lhe dar mão e dizer calma, isto acontece. Disse-lhe que tem o meu apoio, que é um jogador que conta para mim e que gosto dele. Penso em todos
os jogadores, mas o jogador que mais me preocupa chama-se equipa.”
A equipa que defrontou o Varzim
“Para assumir aquele onze, com jogadores menos utilizados, é porque tinha uma grande confiança neles. Era um jogo decisivo: ou ganhávamos ou ganhávamos.
Já disse anteriormente que não são 90 minutos que definem o que é um jogador. Tenho confiança em todos e esse é o discurso que tenho no balneário e cá fora.”
Campeonato mais difícil e competitivo
“O início de campeonato foi mais difícil. No fim do jogo com o Feirense disse que as equipas não iam acabar com uma pontuação tão alta como no ano passado. Está a ser mais difícil conquistar os três pontos porque o campeonato está mais competitivo, e as equipas que normalmente lutam pelo título não estão no nível que apresentaram no ano passado.”
A saída de José Peseiro do Sporting
“Cada vez as pessoas olham mais para os resultados e para o momento. Tive oportunidade de enviar uma mensagem ao José Peseiro para lhe demonstrar que estou com ele neste momento difícil. Ele fez o mesmo comigo num momento difícil para mim e fiquei sensibilizado com isso, pois nunca tinha tido muito contacto com ele e ele telefonou-me. Estivemos 15 minutos ao telefone e não esqueço isso. Enviei-lhe uma mensagem porque acho o despedimento dele extremamente injusto, mas não tenho de me meter na vida dos outros clubes. Estou completamente solidário com ele.””

Em

2 – O meu palpite para a equipa titular é:
Casillas; Maxi, Felipe, Éder Militão e Alex Telles; Danilo, Sérgio Oliveira/Herrera e Óliver; Brahimi, Marega e Soares.

3 – Sobre o jogo
Não se espera um jogo fácil, nos Barreiros nunca o é, mas espera-se que os comandados de Sérgio Conceição transformem as dificuldades em facilidades. Para tal espera-se um FC Porto competente; concentrado; coeso; confiante; determinado; ambicioso; unido; sólido; solidário; motivado; e eficaz tanto a defender como a atacar.
Força FC Porto!




quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Crónica e Análise: FC Porto 4 – Varzim 2


1 – Crónica

No final de tarde desta quarta o FC Porto recebeu o Varzim, em jogo a contar para a 2ª jornada da fase de grupos, grupo C, da Taça da Liga. No final do encontro verificou-se a vitória dos Dragões por 4-2.
Para este jogo Sérgio Conceição apostou num onze composto por Vaná; João Pedro, Chidozie, Mbemba e Jorge; Bazoer, Sérgio Oliveira e Otávio; Hernâni, André Pereira e Adrián López
O FC Porto teve dificuldades em impor o seu jogo e contrariar a estratégia que o Varzim trouxe para o Dragão. Ao minuto 28 Hernâni tentou ativar o marcador, mas viu, por duas vezes, o guarda-redes adversário negar-lhe os festejos. Não marcou o FC Porto, fê-lo o Varzim pouco depois, minuto 30. Os Dragões procuraram reagir a desvantagem e, por duas vezes ficaram perto do empate: primeiro por intermédio de João Pedro, minuto 35; e depois, minuto 38, por André Pereira. O golo portista viria mesmo a surgir ao minuto 42, por intermédio de Bazoer.
No segundo tempo Sérgio Conceição fez entrar Corona para o lugar de Jorge e o mexicano, por duas vezes ficou perto do golo, tal como aconteceu com Sérgio Oliveira e André Pereira. Coube a Soares, ao minuto 73, fazer o golo que, nesse momento, permitia aos Dragões colocarem-se em vantagem no marcador. No entanto, a vantagem durou pouco, já que ao minuto 75, os Poveiros reestabeleceram o empate no marcador. O FC Porto viu-se, novamente obrigado a reagir para desfazer o empate e forçaram a defesa contrária. O terceiro golo portista surgiu através de um autogolo ao minuto 82. E, para garantir a vitória, ao minuto 86, Corona arrancou de forma incrível para oferecer o golo a André Pereira.
Com esta vitória o FC Porto soma 4 pontos e lidera o grupo C.

2 – Análise

Foi um jogo de Taça da Liga em que Sérgio Conceição optou por dar oportunidade e minutos a jogadores menos utilizados e nesse sentido remodelou, totalmente, o onze, comparativamente ao que havia alinhado no domingo. Foi uma aposta arriscada, é certo, mas estou certa que o treinador sabia que o podia fazer. Quanto a mim, parece-me um procedimento necessário, tendo em conta todos os jogadores que compõe o plantel e que necessitam de competir. Na primeira parte não foi um jogo muito interessante, ficando evidente a falta de entrosamento entre os elementos, algo natural pelo já referido anteriormente. Por isso o empate que se verificou ao intervalo foi aceitável. O FC Porto melhorou no segundo tempo, sobre tudo com a entrada de jogadores que habitualmente são titulares: Corona e Soares; mais tarde entrou Óliver. E os golos portistas surgiram naturalmente. De destacar Bazoer, Soares e André Pereira pelos golos – o outro golo foi um autogolo.
Em suma, foi uma vitória difícil, mas justa. Vamos Porto!