sexta-feira, 19 de julho de 2019

Início da Pré-Época 2019-2020


A pré-época portista arrancou no dia 1 de julho e, desde então, já surgiram novidades.
Até ao momento realizaram-se 4 jogos de preparação: Águeda, Varzim e Penafiel, à porta fechada; e Fulham, este já integrado no estágio que a equipa está a realizar desde segunda no Algarve. Todos os jogos terminaram com a vitória dos Dragões, todos sem sofrer golos. É certo que o menos importante nesta fase são os resultados, mas eles ajudam a motivar a equipa.

Entretanto o mercado mexeu no Dragão. Verificaram-se, até ao momento, as saídas de Herrera, Brahimi, Militão, Felipe, Maxi, Hernâni, Fabiano e Óliver.
Sobre o médio espanhol gostaria de dizer o seguinte: Quem segue este blog, ou a página do Facebook, sabe que gosto muito de Oliver Torres. Entendo que sempre que jogou o futebol da equipa ganhou com a sua presença. Por isso nunca percebi bem de cada vez que Sérgio Conceição optava por deixar o médio espanhol no banco. É, por isso, com tristeza que na segunda vi sair um bom jogador do nosso FC Porto, um jogador que, estou certa, poderia ser útil esta época, porque, por certo, teria mais espaço para se afirmar no meio campo portista. Obrigada por tudo Oliver e boa sorte para este novo desafio! Nós portistas sabemos que és um de nós e sabes que aqui terás sempre a tua casa a tua espera. Se voltaste uma vez, quem sabe se não voltas segunda?
No sentido inverso chegaram Sérgio Oliveira (regressado de empréstimo), Saravia, Luis Díaz, Zé Luís, Nakajima e Marcano.
Ainda estarão a faltar alguns reforços, um guarda-redes e, pelo menos, um médio. Mas seria importante que também viesse mais um lateral esquerdo, para que Alex Telles não seja sobrecarregado durante a época, como aconteceu na época passada.
Aguardemos.



segunda-feira, 15 de julho de 2019

Carta Aberta a Iker Casillas


Caro Iker,
Sou uma adepta do FC Porto que em 2015 foi surpreendida com a notícia “Casillas no FC Porto”. Quando consegui assimilar a grande contratação portista só conseguia sentir grande orgulho por um atleta com um currículo fantástico, que podia ter ido jogar para qualquer lugar do mundo, ter escolhido o meu, nosso, FC Porto para continuar a carreira após sair do seu Real Madrid. Quanto prestígio o FC Porto ganhou com esta opção.
Na altura, caro Casillas, muitos diziam que o FC Porto tinha feito uma má contratação, porque o Iker só vinha para o porto passar o tempo à espera da reforma. Críticas claramente exageradas e rapidamente contrariadas, porque mesmo na primeira época, fase de adaptação a um novo clube e a uma nova cidade, que acredito não tenha sido nada fácil, o Iker mostrou em cada jogo que não estava aqui para passar o tempo e sim para ser uma mais-valia para o FC Porto. Para além disso, com o tempo percebia-se claramente que a cidade do Porto já o tinha conquistado e que já tinha ocupado um cantinho especial na vida de alguém que de repente já defendia o FC Porto como qualquer um de nós.
A cada jogo tranquilizava-me o facto de saber que a baliza do FC Porto estava em boas mãos. E, caro Iker, a cada renovação de contrato crescia o orgulho em continuar a ter na baliza do FC Porto um craque que, acredito, continuava a poder ir jogar para qualquer lugar e que ainda assim preferia continuar a vestir de azul e branco.
Por isso em março fiquei, obviamente, feliz com a renovação de contrato que abria, claramente, a possibilidade de termos guarda-redes até aos 40 anos, enquanto o Diogo Costa poderia crescer tranquilamente até à responsabilidade de defender a baliza portista nos grandes jogos (sei, talvez ambos sabemos, que ele será capaz disso o mais breve possível).
Mas depois veio o dia 1 de maio e aquela notícia: “Casillas sofreu um enfarte”. A notícia que demorei muito tempo a assimilar. Perante esta situação surgia-a questão: irá o Iker continuar a jogar? Confesso que imaginei que não, porque meu caro Casillas, a vida é muito mais importante do que qualquer carreira desportiva ao mais alto nível. Mas também calculei que essa seria uma decisão para tomar com tempo e que o FC Porto respeitaria esse tempo. Até porque, caro Iker, sabia que o meu, nosso, FC Porto iria arranjar uma solução caso a decisão fosse a de não continuar a jogar.
Por isso hoje não foi com surpresa que recebi a notícia de que o FC Porto irá contar com um grande profissional a desempenhar outras funções (assegurar a ligação entre a equipa, a equipa técnica e o clube) enquanto recupera do problema de saúde que, naturalmente, o impede de defender as nossas redes. Estou certa que desempenhará as novas funções com a mesma competência e profissionalismo que defendeu a baliza azul e branca. E mais uma vez fico feliz e orgulhosa por o meu, nosso, FC Porto ter o privilégio de continuar a contar com um profissional experiente que cujos conhecimentos e os conselhos serão, por certo, uma mais-valia para os jogadores, os novos e os que já cá estavam.
Por isso, força Iker e boa sorte neste novo desafio! Seja em que função for, Somos Porto!



quinta-feira, 6 de junho de 2019

O Que Se Espera Que Aconteça Neste Mercado de Verão


Sérgio Conceição tem pela frente um grande desafio, é que pela primeira vez desde que chegou ao Dragão tem de reconstruir todo um plantel. A avaliar pelas notícias meia equipa vai embora e outra metade dos suplentes também. Vem aí revolução e não será fácil. Nós adeptos teremos de ser pacientes, porque os resultados, exibições, podem não surgir nos primeiros tempos.
Eis o que eu espero que aconteça neste mercado de verão.
Guarda-redes
Fabiano está em final de contrato e, com a situação de Casillas, que tinha renovado em março o seu contrato por mais dois anos e que se encontra a recuperar de um enfarte, tal faz com que o FC Porto necessite recorrer ao mercado de transferências para reforçar a baliza. No entanto, para além de Vaná e Diogo Costa, há ainda João Costa que esteve emprestado. Percebo que os Dragões queiram procurar no mercado alguém que já tenha experiência, mas eu apostaria no Diogo. O miúdo é bom guarda-redes e para que possa ser o guarda-redes de futuro do FC Porto tem de ser aposta para ganhar experiência.
Defesa
Com as já confirmadas saídas de Felipe e Militão, o FC Porto precisa de um central. Naturalmente o ideal seria alguém já com experiência, mas com margem para valorizar-se. Já se sabe que falhou a tentativa de regresso de Mangala, por isso é procurar outro central. Por outro lado, porque não apostar no Diogo Leite ao lado de alguém com experiência? Um dia Jorge Costa ou Ricardo Carvalho também foram jovens inexperientes e alguém apostou neles.
Para além disso, eram bem-vindos um lateral direito e um lateral esquerdo de qualidade. Estou a fazer figas para que Alex Telles fique no Dragão, mas aconteça o que acontecer o FC Porto precisa de ter uma alternativa válida à esquerda, porque não se pode esperar que um lateral esquerdo faça todos os jogos.
Meio campo
A mais do que provável saída de Herrera, faz com que seja necessário reforçar o meio campo. Mesmo que Sérgio Oliveira regresse ao Dragão, será sempre necessário ter mais um médio com características semelhares às de Herrera. Eu sei, não vai ser fácil encontrar.
Avançados
Precisa-se de avançado que não tenha medo de rematar e fazer golos. Este devia ser o mote para um anúncio de procura de avançado disponível e com muita vontade de vir para o FC Porto. Para além de, pelo menos, um ponta de lança goleador, serão necessários, alas, de preferência com alguma qualidade e, já agora se não for pedir muito, com margem de progressão.
PS. Quero aproveitar para deixar aqui registado uma opinião minha… Não sou apologista do regresso de Quaresma.
Em suma, há duas reflexões importantes a fazer:
Por um lado há jovens talentosos na formação do FC Porto, que obviamente, gostávamos de os ver na equipa principal, contudo, é necessário ser cautelosos, porque não podem entrar todos ao mesmo tempo na equipa principal. Seria importante e interessante fazer uma espécie de mistura entre a juventude com a experiência.
Por outro lado, sobra-me uma questão em forma de reflexão: o FC Porto tem esta época mais dinheiro nos bolsos, talvez pode ir buscar um ou outro jogador capaz de fazer a diferença, resta saber é se será fácil convencer um jogador que provavelmente pode ir jogar para qualquer lado a vir jogar para um campeonato que não é, nem de perto nem de longe, verdadeiramente competitivo.