segunda-feira, 15 de julho de 2019

Carta Aberta a Iker Casillas


Caro Iker,
Sou uma adepta do FC Porto que em 2015 foi surpreendida com a notícia “Casillas no FC Porto”. Quando consegui assimilar a grande contratação portista só conseguia sentir grande orgulho por um atleta com um currículo fantástico, que podia ter ido jogar para qualquer lugar do mundo, ter escolhido o meu, nosso, FC Porto para continuar a carreira após sair do seu Real Madrid. Quanto prestígio o FC Porto ganhou com esta opção.
Na altura, caro Casillas, muitos diziam que o FC Porto tinha feito uma má contratação, porque o Iker só vinha para o porto passar o tempo à espera da reforma. Críticas claramente exageradas e rapidamente contrariadas, porque mesmo na primeira época, fase de adaptação a um novo clube e a uma nova cidade, que acredito não tenha sido nada fácil, o Iker mostrou em cada jogo que não estava aqui para passar o tempo e sim para ser uma mais-valia para o FC Porto. Para além disso, com o tempo percebia-se claramente que a cidade do Porto já o tinha conquistado e que já tinha ocupado um cantinho especial na vida de alguém que de repente já defendia o FC Porto como qualquer um de nós.
A cada jogo tranquilizava-me o facto de saber que a baliza do FC Porto estava em boas mãos. E, caro Iker, a cada renovação de contrato crescia o orgulho em continuar a ter na baliza do FC Porto um craque que, acredito, continuava a poder ir jogar para qualquer lugar e que ainda assim preferia continuar a vestir de azul e branco.
Por isso em março fiquei, obviamente, feliz com a renovação de contrato que abria, claramente, a possibilidade de termos guarda-redes até aos 40 anos, enquanto o Diogo Costa poderia crescer tranquilamente até à responsabilidade de defender a baliza portista nos grandes jogos (sei, talvez ambos sabemos, que ele será capaz disso o mais breve possível).
Mas depois veio o dia 1 de maio e aquela notícia: “Casillas sofreu um enfarte”. A notícia que demorei muito tempo a assimilar. Perante esta situação surgia-a questão: irá o Iker continuar a jogar? Confesso que imaginei que não, porque meu caro Casillas, a vida é muito mais importante do que qualquer carreira desportiva ao mais alto nível. Mas também calculei que essa seria uma decisão para tomar com tempo e que o FC Porto respeitaria esse tempo. Até porque, caro Iker, sabia que o meu, nosso, FC Porto iria arranjar uma solução caso a decisão fosse a de não continuar a jogar.
Por isso hoje não foi com surpresa que recebi a notícia de que o FC Porto irá contar com um grande profissional a desempenhar outras funções (assegurar a ligação entre a equipa, a equipa técnica e o clube) enquanto recupera do problema de saúde que, naturalmente, o impede de defender as nossas redes. Estou certa que desempenhará as novas funções com a mesma competência e profissionalismo que defendeu a baliza azul e branca. E mais uma vez fico feliz e orgulhosa por o meu, nosso, FC Porto ter o privilégio de continuar a contar com um profissional experiente que cujos conhecimentos e os conselhos serão, por certo, uma mais-valia para os jogadores, os novos e os que já cá estavam.
Por isso, força Iker e boa sorte neste novo desafio! Seja em que função for, Somos Porto!



quinta-feira, 6 de junho de 2019

O Que Se Espera Que Aconteça Neste Mercado de Verão


Sérgio Conceição tem pela frente um grande desafio, é que pela primeira vez desde que chegou ao Dragão tem de reconstruir todo um plantel. A avaliar pelas notícias meia equipa vai embora e outra metade dos suplentes também. Vem aí revolução e não será fácil. Nós adeptos teremos de ser pacientes, porque os resultados, exibições, podem não surgir nos primeiros tempos.
Eis o que eu espero que aconteça neste mercado de verão.
Guarda-redes
Fabiano está em final de contrato e, com a situação de Casillas, que tinha renovado em março o seu contrato por mais dois anos e que se encontra a recuperar de um enfarte, tal faz com que o FC Porto necessite recorrer ao mercado de transferências para reforçar a baliza. No entanto, para além de Vaná e Diogo Costa, há ainda João Costa que esteve emprestado. Percebo que os Dragões queiram procurar no mercado alguém que já tenha experiência, mas eu apostaria no Diogo. O miúdo é bom guarda-redes e para que possa ser o guarda-redes de futuro do FC Porto tem de ser aposta para ganhar experiência.
Defesa
Com as já confirmadas saídas de Felipe e Militão, o FC Porto precisa de um central. Naturalmente o ideal seria alguém já com experiência, mas com margem para valorizar-se. Já se sabe que falhou a tentativa de regresso de Mangala, por isso é procurar outro central. Por outro lado, porque não apostar no Diogo Leite ao lado de alguém com experiência? Um dia Jorge Costa ou Ricardo Carvalho também foram jovens inexperientes e alguém apostou neles.
Para além disso, eram bem-vindos um lateral direito e um lateral esquerdo de qualidade. Estou a fazer figas para que Alex Telles fique no Dragão, mas aconteça o que acontecer o FC Porto precisa de ter uma alternativa válida à esquerda, porque não se pode esperar que um lateral esquerdo faça todos os jogos.
Meio campo
A mais do que provável saída de Herrera, faz com que seja necessário reforçar o meio campo. Mesmo que Sérgio Oliveira regresse ao Dragão, será sempre necessário ter mais um médio com características semelhares às de Herrera. Eu sei, não vai ser fácil encontrar.
Avançados
Precisa-se de avançado que não tenha medo de rematar e fazer golos. Este devia ser o mote para um anúncio de procura de avançado disponível e com muita vontade de vir para o FC Porto. Para além de, pelo menos, um ponta de lança goleador, serão necessários, alas, de preferência com alguma qualidade e, já agora se não for pedir muito, com margem de progressão.
PS. Quero aproveitar para deixar aqui registado uma opinião minha… Não sou apologista do regresso de Quaresma.
Em suma, há duas reflexões importantes a fazer:
Por um lado há jovens talentosos na formação do FC Porto, que obviamente, gostávamos de os ver na equipa principal, contudo, é necessário ser cautelosos, porque não podem entrar todos ao mesmo tempo na equipa principal. Seria importante e interessante fazer uma espécie de mistura entre a juventude com a experiência.
Por outro lado, sobra-me uma questão em forma de reflexão: o FC Porto tem esta época mais dinheiro nos bolsos, talvez pode ir buscar um ou outro jogador capaz de fazer a diferença, resta saber é se será fácil convencer um jogador que provavelmente pode ir jogar para qualquer lado a vir jogar para um campeonato que não é, nem de perto nem de longe, verdadeiramente competitivo.

sábado, 1 de junho de 2019

Um Olhar Sobre o Plantel 2018-2019


Suponho que é do conhecimento de todos que o FC Porto está debaixo de olho da UEFA a nível financeiro e que por essa razão não podia exceder o limite de gastos e portanto não foi possível fazer grandes aventuras (compras) no mercado de verão. Por isso ficou com os jogadores com os quais podia ficar e foram feitos os ajustes que foram possíveis fazer perante as saídas que ocorreram no final da época passada. Verdade seja dita que o plantel não é assim tão diferente daquele que Sérgio Conceição tinha ao dispor na época passada, que foi campeão e que o treinador portista herdou de Nuno Espírito Santo. Ou seja, verificaram-se saídas, mas a base da equipa estava lá.

Guarda-redes
Casillas, Vaná e Fabiano todos eles tiveram oportunidade de jogar esta época, já que Sérgio Conceição optou por distribuí-los pelas competições. Casillas, naturalmente, foi quem fez mais jogos, entre campeonato e Liga dos Campeões. Contudo, devido ao grave problema de saúde que sofreu, foi obrigado a parar e a ceder o seu lugar entre os postes nos três jogos finais do campeonato a Vaná.Vaná, a quem coube defender as redes portistas na Taça da Liga. Já fabiano ficou com a missão de guardar a baliza portista na Taça de Portugal e correu bem. No entanto, não foi a opção do treinador na final da Taça, cedendo o seu lugar a Vaná. Quanto a Diogo Costa, parte integrante do plantel da equipa principal e não só, acabou por ser chamado para ficar no banco nos últimos três jogos do campeonato, já que Fabiano estava a recuperar de lesão. Este será, por certo, o guarda-redes de futuro para o FC Porto, por isso, na próxima época, não seria má ideia dar-lhe a responsabilidade de defender as redes azuis e brancas numa das taças.

Defesas
Maxi, esta foi a época que o Uruguaio fez menos jogos. Felipe, assumiu a liderança da defesa, umas vezes ao lado de Militão, outras com a companhia de Pepe. Já todos sabemos que vai mudar-se para Madrid, onde vai jogar no Atlético, vai deixar saudades. Éder Militão, chegou, viu, convenceu, jogou a central e a lateral direito, cumpriu (na minha opinião melhor a central) e foi vendido ao Real Madrid ainda a época não tinha terminado. Diogo Leite, jovem promessa da formação do FC Porto, fez parte do plantel da equipa principal, mas não só, teve forte concorrência e por isso não foi utilizado muitas vezes. Mbemba, lesionou-se mal chegou e, talvez por isso, acabou por perder espaço e não foi utilizado muitas vezes. Alex Telles, é o motor da lateral esquerda; jogou quase todos os jogos (de repente só me lembro de ter sido substituído em dois jogos); responsável por bater cantos, livres e grandes penalidades; voltou a ser importante nas assistências. De cada vez que Alex apresentava problemas físicos, crescia a preocupação da nação portista, porque não havia substituto direto no plantel. Jorge, não se adaptou. Pepe, que me desculpem a franqueza, acho que não veio trazer nada de novo. Seja coincidência ou não, a verdade é que a equipa até começou a sofrer mais golos com ele em campo, pelo que na minha perspetiva a sua contratação não foi uma mais valia para o plantel. Manafá revelou-se um jogador com margem que poderá, iniciando a época no Olival, ser útil.

Médios
Danilo, depois da grave lesão que sofreu na época passada, procurou atingir a sua melhor forma esta época, foi um jogador importante para a equipa. Herrera, passamos toda a época na expetativa de um acordo entre mexicano e o FC Porto para renovar o contrato, mas tal não aconteceu e tudo indica que o capitão portista vai mesmo sair a custo 0. Seja como for, não há nada a apontar a Herrera, cumpriu a sua função exemplarmente. Vai fazer falta a equipa. Óliver, tal como aconteceu na época passada, nem sempre foi opção do treinador. Contudo, sobrou sempre a sensação que de cada vez que jogava a equipa ganhava com isso. Otávio, mereceu a confiança do treinador muitas vezes, mas sobra-me a sensação que o brasileiro tem mais para dar. Sérgio Oliveira, não foi muito utilizado na primeira metade da época e acabou por ser emprestado. Bruno Costa, fez parte do plantel da equipa principal, mas não só, foi opção de Sérgio Conceição algumas vezes. É um médio para o futuro. Bazoer, foi muito pouco utilizado e acabou por sair em Janeiro. Loum, chegou em janeiro e foi pouco utilizado.

Avançados
Corona, esta deve ter sido a melhor época que o mexicano fez de Dragão ao peito. Foi lateral direito quando a equipa precisou que o fosse, foi avançado quando a lateral direita estava entregue a quem de direito. Cumpriu bem os dois papeis e acabou por renovar contrato. Brahimi, tal como aconteceu com Herrera, passamos a época com a expetativa de um acordo entre o argelino e o FC Porto, tal não aconteceu e Brahimi, tudo indica, deverá deixar o Dragão a custo 0. Se tal acontecer, vai fazer falta a equipa, pela sua capacidade de arrancar lances de génio que, muitas vezes, ajudavam a resolver jogos. Esta época o argelino foi igual a si mesmo: capaz de lances geniais; ou de perder lances por não ter soltado a bola. Em suma, Brahimi foi Brahimi. Marega, foi um jogador decisivo, mais na Liga dos Campeões do que no campeonato, onde teve largos meses sem conseguir marcar apesar de ser opção do treinador. Aboubakar, sofreu uma grave lesão e, por essa razão, não jogou grande parte da época. Fez falta ao ataque portista. Soares, fico sempre à espera que o brasileiro aumente o seu acerto com as balizas, mas Soares fica aquém das minhas expetativas. Adrián López, foi “resgatado” por Sérgio Conceição para integrar o plantel, podia ter sido mais um caso de sucesso. O espanhol marcou, um dos golos importantes para os azuis e brancos (em Roma), mas se calhar podia ter sido mais aproveitado o seu contributo para a equipa, sobretudo perante a grave lesão de Aboubakar. Hernâni, não foi utilizado com muita frequência, ainda assim, marcou um golo importante esta época, frente ao Boavista. André Pereira, não teve muitas oportunidades. Fernando Andrade, veio em janeiro para procurar colmatar a lesão de Aboubakar, mas sejamos realistas, ficou longe das expetativas e não conseguiu fazer a diferença.

Em suma, não creio que este plantel portista era fraco, mas talvez não tinha verdadeiras alternativas para cada posição em campo.