sexta-feira, 22 de maio de 2015

Crónica e Análise: FC Porto 2 – Penafiel 0



1 – Crónica

Jogo Murcho No relvado e na Bancada

No início de noite desta Sexta o FC Porto recebeu o Penafiel em jogo a contar para a 34ª jornada da Liga. No final do encontro verificou-se a vitória dos dragões por 2-0.
Para este jogo Lopetegui apostou num onze composto por: Helton; Danilo, Reyes, Martins Indi e José Ángel; Casemiro, Ruben Neves e Quintero; Quaresma, Jackson e  Brahimi.
Num jogo em que as claques portistas fizeram um protesto, o FC Porto entrou em campo a procurar o golo, mas com pouca intensidade. Jackson esteve algumas vezes perto de o conseguir, e mais perto ainda esteve Brahimi. Mas nem o argelino, nem o colombiano acertaram nas redes adversárias. E, por essa razão, o intervalo chegou com um nulo no marcador.
O segundo tempo foi muito parecido com o primeiro, sendo a diferença os golos marcados. Já perto do final, minuto 81, Aboubakar ativou o marcador. e, já nos instantes finais, Danilo fez o segundo golo, o seu último com a camisola portista.
Com esta vitória os dragões somam mais três pontos e terminam a prova  com 82 pontos.


2 – Análise

Não esperava muito deste jogo, por ser um jogo de fim de época, em que já nada havia para decidir. Mas esperava a vitória, se possível com golos de Jackson. O primeiro ponto foi atingido, o segundo não. O jogo não foi muito bom, a equipa fez uma exibição meio apagada – em sintonia com o ambiente nas bancadas. Danilo marcou no seu último jogo com a camisola portista – boa sorte campeão, vais fazer  falta por cá. Enquanto que Jackson, apesar de ter beneficiado de oportunidades de golo, não conseguiu alargar a vantagem de três golos para o segundo melhor marcador.
E esta época terminou, agora é hora de fazer um balanço, perceber o que de bom foi feito para repetir e perceber o que falhou para que não se repita. Lá para Agosto há mais jogos no Dragão.


PS. Até percebo o protesto das claques, mas...

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Antevisão da 34ª Jornada da Liga e Convocados



1 – Aqui está a lista de convocados do treinador portista para o derradeiro jogo da Liga, frente ao Penafiel.

Helton, Andrés Fernández, Danilo, Martins Indi, Casemiro, Quaresma, Brahimi, Jackson Martínez, Quintero, Reyes, José Ángel, Evandro, Herrera, Hernâni, Ricardo, Alex Sandro, Rúben Neves e Aboubakar.


2 – O meu palpite para a equipa titular é:

Helton; Danilo, Reyes, Martins Indi e Alex Sandro; Casemiro, Herrera e Evandro; Quaresma, Jackson e  Brahimi.


3 – Sobre o jogo.
Este jogo não vem alterar absolutamente nada nas contas, mas espera-se que os comandados de Lopetegui façam tudo para que no final os três pontos fiquem no Dragão. Para tal espera-se um FC Porto concentrado; competente; solidário; e eficaz tanto a defender como a atacar.

Força FC Porto!

PS. Eu vou lá estar. Que melhor lugar para sarar as feridas do que no palco de sonhos azul e branco?



quarta-feira, 20 de maio de 2015

Somos Porto!



“Adeptos cortaram estrada junto ao Olival com pás e picaretas
O treino do F. C. Porto foi, esta terça-feira, perturbado por cerca de 100 adeptos, que cortaram a estrada junto ao centro de estágios e impediram os jogadores de chegar ao Olival. Munidos de pás e picaretas, deixaram mensagem à equipa portista.
GNR foi chamada ao local para serenar os ânimos e ficou colocada junto à porta e nas zonas circundantes ao Olival 
O protesto ocorreu cerca das 9 horas da manhã, a hora a que os jogadores portistas costumam apresentar-se no Olival para o treino.
Perto de 100 adeptos ocuparam a estrada no cruzamento junto ao centro de estágios e não deixaram os jogadores seguirem para o treino. Perante a falta de forças policiais, os futebolistas decidiram voltar para trás.
Teve de ser pedido um reforço policial e, largos minutos depois, vários agentes policiais deslocaram-se ao local para serenar os ânimos.
O JN apurou, junto de fonte de claque portista, que alguns dos que foram ao Olival para protestar estavam munidos de sacholas, picaretas e pás, retiradas de uma carrinha do serviço de manutenção dos relvados que se dirigia para o centro de estágio. A intenção não era a violência, antes deixar uma mensagem irónica: os adeptos não queriam que os jogadores fossem treinar, mas sim que fossem trabalhar. "Para o que jogam não precisam de treinar. Vão mas é trabalhar para o campo", ouviu-se. (…)”
Em
Parece que esta é a notícia que melhor relata o que se passou, é que pelos vistos muitos órgãos de comunicação contaram o sucedido com contornos diferentes… Nenhuma novidade, portanto. Mas vamos ao que interessa.
Posso ou não concordar com o protesto ordeiro, protagonizado pelos Super Dragões, na manhã de ontem; posso ou não achar que o fizeram na melhor altura. Mas não concordo, de todo, com esta resposta dada pelo Dragões Diário:
A época está no fim, não correu como desejávamos e os adeptos têm direito a manifestar o seu descontentamento. Já não têm, porém, o direito de interferir com a planificação da equipa, mesmo numa altura em que se joga para cumprir calendário. Até o bloqueio a Cuba está no fim, há coisas que já não se usam.”
E não concordo por uma simples razão, porque todos nós adeptos, membros de claques ou não, somos Porto. Que seria do FC Porto sem os adeptos? O que seria do clube sem as claques que acompanham a equipa para todo o lado? Todos nós adeptos somos a alma do FC Porto. Muitos são os jogadores que vestem a camisola do clube e acabam por sair, tal como os treinadores; mas nós não, nós adeptos estamos sempre aqui tanto nos bons momentos, como nos maus, nós não vamos a lado algum e sem nós o clube não vive. Nós somos Porto. Por isso seria bom que não se esquecessem disso…

Eis a resposta dos Super Dragões

“Diariamente pensamos no FC Porto!
Diariamente levantamo-nos a pensar no nosso Porto!
Diariamente deitamo-nos a pensar no nosso Porto!
Não sofremos semanalmente com os insucessos!
Não festejamos semanalmente as vitórias!
Não, a nossa rotina diária é mesmo pensar no clube 24h por dia!
O nosso único interesse, a nossa única motivação é ver um clube que vence desde 1893 continuar a fazê-lo!
Se quem o faz fala em português, brasileiro, espanhol ou basco, pouco interessa...a nossa nacionalidade é o FC Porto!
Os deveres que temos perante o nosso clube são também acompanhados pelos direitos. Não perceber isso é pensar que só servimos para aplaudir.
É por isso que hoje vamos voltar a bloquear uma via de acesso, neste caso a A1 rumo ao pavilhão de Odivelas....é assim o nosso estilo diário.
Se aqueles que não gostam de bloqueios quiserem perceber como se faz...venham connosco!
Sim, nós sabemos que o portismo de hoje é diferente.
Sim, nós sabemos que agora há um portismo diário que só aparece nas derrotas.
Sim, nós sabemos que sofrer, ficar incomodado, não dormir quando as coisas correm mal, é um portismo fora de moda....mas esta vai continuar a ser a nossa rotina diária.
Como para nós a verdade só tem um lado, e como achamos que quem mente uma vez pode mentir mais vezes, não damos credibilidade aqueles aquém ainda recentemente o nosso presidente virou costas.
Tudo o que esses digam sobre nós...é de desconfiar!
Os nossos alvos são aqueles que não defendem e honram o nosso clube até á última gota do seu suor e do seu sangue.
Já aqueles que o sentem, aqueles que lutam por ele, aqueles que nunca viram as costas mesmo perante um chorrilho de críticas externas, esses têm o nosso respeito e terão que ter sempre espaço num clube guerreiro como o nosso sempre foi.
Dos fracos não reza a história....Sofremos por te amar, connosco nunca estarás só!
Super Dragões 1986”

Retirado de:


terça-feira, 19 de maio de 2015

2ª Carta Aberta ao Plantel Portista e a Lopetegui



Caros jogadores da principal equipa do FC Porto, caro mister.
Escrevo-vos numa altura em que confesso, ainda estou muito triste e pior, ainda estou com muita raiva. E estou com raiva de tudo o que vocês fizeram, ou melhor, de tudo o que não fizeram Domingo. Bolas como é que é possível estar a vencer e a poucos minutos do final deixar fugir a vitória, sabendo que o Benfica estava empatado em Guimarães? Porque raio não lutaram pelo segundo golo com afinco? Porque entregaram o título quando podíamos ter ficado com a hipótese de o disputar até ao fim? Sim, eu sei que mesmo que o FC Porto vencesse, eles empatassem, não significaria que seríamos campeões, mas a verdade é que assim dava para manter o sonho vivo até ao final. E não sobrava a sensação de que não tinha sido feito tudo para alcançar o objetivo. Não conseguimos manter o sonho vivo, porque vocês não seguraram uma vitória que era mais do que obrigatório segurar.
Não, desta vez não consigo perceber, não consigo desculpar e não consigo esquecer que depois de tudo foram vocês quem lhes pôs o título nas mãos. Já não bastava o colinho que eles beneficiaram toda a época ainda tínhamos de ser nós a facilitar quando não o podíamos fazer? Estou com um melão que nem vos passa pela cabeça… Mas por outro lado, ainda bem que me sinto assim, sabem, se não me sentisse assim ficaria muito preocupada.
Mister, defendi-o muitas vezes durante esta época – e não me arrependo de o ter feito – mas mister, infelizmente Domingo faltou crença a esta equipa. Sim, eu sei que motivar as tropas nesta altura é complicado, mas só se pedia que vencessem o jogo, que fizessem o que tinha de ser feito. Sabe mister, defender uma vantagem mínima raramente dá bom resultado. Você deve saber melhor do que eu que a equipa devia ter procurado o segundo golo custasse o que custasse. Por isso é que você procurou refrescar o ataque. Acho que fez muito bem em ter assumido as responsabilidades, mas para além disso espero um balanço no final da época. E não mister, não utilize o argumento de que foram muitos jogadores novos, tanto no tempo no clube, como na idade, esse argumento já o ouvi eu vezes sem conta noutras latitudes e confesso, nunca percebi porque raio esse era um bom argumento para justificar o que quer que seja. Sim, é verdade que foram muitos jogadores novos, mas esses jogadores novos foram capazes de fazer muita coisa boa esta época. Tal como você recordou.
Mister, agora todos lamentamos o facto de termos perdido um campeonato que parecia já estar decidido à muitas jornadas, mas que cabia ao FC Porto lutar por ele enquanto a matemática permitisse. Mas não, o FC Porto acabou por dar o empurrãozinho final. E isto, pois claro, independentemente de tudo o resto, porque esse resto é muito e nós não vamos esquecer.
Mister, gostava tanto que as coisas hoje fossem diferentes, gostava tanto que esta equipa não tivesse falhado em momentos em que claramente não o podia fazer. Faltou raça e verdadeiro espírito de campeão. Espero, sinceramente, que no próximo ano, tenha você os jogadores que tiver – sim, porque se o apoiei sempre, não é agora que vou mudar de ideias e dizer que o melhor será você ir embora - que as coisas possam ser diferentes.
Cabe a vocês e a todos nós, no final da próxima jornada, - sim porque ainda há um jogo para ganhar e não quero saber de desculpas – fazer um balanço, refletir em tudo o que se passou, retirar os bons exemplos do que de bom foi feito e procurar soluções para os erros que surgiram.
E por fim digo-vos com todo o orgulho, não, eu não tenho nem nunca tive vergonha de ser portista, defendo e defenderei sempre o meu FC Porto seja onde for e contra quem for. Mas não podemos ser só nós adeptos a ter esta atitude. Cabe aos jogadores e equipa técnica transportar essa garra, esse querer para dentro do campo e nunca desistir de nada. Não quero que banalizem a expressão “somos porto”, quero que a concretizem. Não quero que tentem lutar pelos objetivos, quero que lutem com coragem e raça de dragão. No fundo, quero o meu FC Porto guerreiro e vencedor de volta.



segunda-feira, 18 de maio de 2015

Não, Não vou Felicitar Os Campeões



E pronto, já está entregue o título de campeão nacional 2014-2015. E o pior é que o FC Porto é que deu o empurrãozinho final. Não, eu não vou felicitar os campeões. Não se trata de falta de desportivismo, trata-se de não ser falsa. Como iria eu felicitar a conquista de algo que se tratou de um roubo? Algo que durante toda a época constatei vezes sem conta? Não, nem pensar.
Primeiro este foi o campeonato mais roubado dos últimos tempos – benfiquistas, não me venham falar de apitos dourados, porque os dois jogos em que supostamente esse processo afirma que o FC Porto foi beneficiado ao lado deste campeonato é uma brincadeira de crianças – em que aconteceu de tudo: jogadores amarelados no jogo imediatamente antes de defrontarem o Benfica; jogadores adversários expulsos em jogos em que a coisa estava preta; foras de jogo mal assinalados aos adversários do Benfica; jogadores que nem ligação tem ao clube encarnado impedidos de jogar… enfim, uma panóplia de coisas que se transformaram num andor que conduziram o Benfica ao título.
Segundo não posso esquecer as declarações de Bruno de Carvalho, em que este denunciava a liga aliança. E ficamos à espera que se investigasse algo que parece que nunca se vai investigar.
E por fim, o FC Porto teve responsabilidade e culpa. Teve culpa, porque perdeu pontos em jogos que não deveria tê-los perdido, sendo os maiores exemplos o jogo na Madeira frente ao Nacional, depois de saber que o Benfica tinha perdido pontos em Vila do Conde; o clássico na Luz, sabendo que vencendo ficaria em igualdade pontual e outro galo cantaria; e a machadada final, o jogo de ontem no restelo. Por amor de deus, ainda me custa a acreditar que o FC Porto entregou o título de bandeja ao adversário por incompetência. O FC Porto foi derrotado, porque desistiu de lutar. E isso é o que mais me custa.
Por isso não, não vou dar os parabéns a quem venceu a Liga.


PS. Ó Rui Gomes da Silva, vai dar banho ao cão, ok?