Depois de uma época muito difícil, o FC Porto, qual fénix, renasceu das cinzas, com resiliência, profissionalismo, empenho, rigor, competência e ambição, reconstruiu-se, recuperou a sua identidade, uniu-se, fixou-se nos seus objetivos e juntos, sempre juntos, fez o seu caminho. 2025-2026 não foi uma época fácil, havia muita gente à espera que o FC Porto caísse (há sempre, bem o sabemos), mas a equipa soube manter-se focada, unida, ultrapassou as dificuldades que surgiram e conseguiu alcançar o principal objetivo, ser campeão nacional, conquistando o título com todo o mérito.
A I Liga:
A primeira metade da prova foi quase perfeita, com apenas um empate, em casa frente ao Benfica. O FC Porto sofreu poucos golos, conseguia vencer os jogos com relativa facilidade e tranquilidade. Embora a determinada altura, como esperado, os adversários começaram a perceber a tática de jogo portista e procuravam desmontá-la. O FC Porto estava, claramente, embalado para uma segunda volta ao mesmo estilo, mas não foi bem assim.
A segunda volta teve mais percalços. O FC Porto perdeu pontos, sofreu mais golos e marcou menos, já não vencia os jogos com tanta facilidade e tranquilidade. A lesão do Samu, que obrigou a, não só, substituir o ponta de lança, mas também a fazer com que a equipa tivesse de jogar de forma ligeiramente diferente, fez com que a produtividade na frente fosse menor. Os médios passaram a ter um papel mais relevante, contribuindo com golos quando os jogadores da frente não o conseguiam fazer.
O FC Porto terminou a prova no primeiro lugar, com a defesa menos batida da ILiga e com 88 pontos, mais 6 do que o segundo classificado, o Sporting.
A Liga Europa
Paralelamente ao campeonato, o FC Porto disputou a Liga Europa. Os Dragões caíram nos quartos de final, depois de terem realizado uma prova interessante.
Francesco Farioli, a dado momento da prova, decidiu implementar uma estratégia de rotação da equipa, possibilitando, assim, que jogadores menos utilizados no campeonato nacional tivessem um papel importante na Liga Europa. Esta estratégia, que aparentemente é arriscada, correu bem, com a equipa a dar bons indicadores.
A Taça da Liga:
Pouco há a referir sobre esta competição esta época, pois o FC Porto apenas realizou um jogo, frente ao Vitória de Guimarães, no Estádio do Dragão, o qual perdeu.
A Taça de Portugal:
O FC Porto realizou um trajeto tranquilo na prova até às meias finais, onde defrontou o Sporting. No final do conjunto das duas mãos, os Dragões perderam por 1-0 e viram os leões garantirem a presença na final.
Em suma 2025-2026 foi uma época positiva para o FC Porto, que conseguiu superar as dificuldades esperadas e alcançou o principal objetivo, ser campeão nacional.
Para 2026-2027 não se esperam facilidades, pelo contrário, porque o mais difícil é manter-se no topo e, como é natural, o objetivo de todos será que o FC Porto não consiga revalidar o título de campeão nacional. Mas espera-se que o FC Porto consiga manter o foco, com competência, empenho, rigor, ambição, motivação e paixão, que faça das fraquezas e das críticas forças e que consiga fazer uma boa época. Também sabemos que, naturalmente, haverá entradas e saídas, esperando-se que os que entrarem sejam capazes de perceber rapidamente o que significa a mística portista e que consigam contribuir com o seu talento para melhorar o desempenho coletivo.
Vamos Porto!
portista a cem porcento
Sempre e para sempre portista a cem porcento! Tudo por uma paixão que não se vê, sente-se!
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Sobre a Época 2025-2026
domingo, 31 de maio de 2026
Sobre o Plantel 2025-2026
Após a contratação de Francesco Farioli, houve uma grande aposta da estrutura portista na equipa principal, com a contratação de jogadores que conseguissem fazer a diferença.
Guarda-redes:
A baliza portista esteve entregue a Diogo Costa, Cláudio Ramos e João Costa. Um trio de guarda-redes portugueses, um trio de capitães. Um trio que deixa-nos tranquilos. Diogo Costa jogou quase todos os jogos, sendo o guarda-redes menos batido da ILiga. Por um lado percebo a opção de Farioli de evitar fazer rotação na baliza, mas por outro lado, seria justo Cláudio Ramos e João Costa terem beneficiado de oportunidades nos jogos das Taças.
O primeiro reforço desta época foi para a baliza, João Costa, um regresso ao FC Porto de alguém da casa, que carrega a mística e que apesar de só ter jogado uns minutos na última jornada, terá tido um papel importante no balneário, sendo um dos capitães de equipa.
Se nada se alterar na baliza para a próxima época, para mim está perfeito.
Defesa:
A defesa foi um setor que sofreu alterações significativas e necessárias, por comparação com a época passada. Martim Fernandes, Zaidu, Nehuén Pérez e Francisco Moura transitaram da época passada. E a estes juntaram-se Jan Bednarek e Jakub Kiwior, que formaram a muralha polaca e que, para mim, representam duas das contratações mais importantes para 2025-2026. A dupla polaca trouxe a estabilidade defensiva que o FC Porto tanto precisava, com Bednarek a assumir a posição de patrão da defesa, sendo capitão sem braçadeira. Alberto Costa foi reforço para a lateral direita e foi um reforço importante para a equipa. Dominik Prpić também foi um reforço para a defesa. Começou bem, mas acabou por, naturalmente, ser a quinta opção no centro da defesa. Ainda precisa amadurecer. Entretanto em janeiro chegou Tiago Silva, que trouxe experiência à equipa. Martim Fernandes alternou com Alberto Costa à direita, jogou algumas vezes à esquerda, foi importante para a equipa e continuou o seu trajeto de evolução. Zaidu, quando foi chamado à equipa titular foi igual a si próprio, deu tudo o que tem, sem nunca desistir da bola. Nehuén Pérez sofreu uma grave lesão numa fase precoce da época que o afastou da equipa. Francisco Moura, teve bons momentos e momentos menos positivos.
Meio campo:
Dos reforços para o meio campo, destacou-se Victor Froholdt. Um jovem dinamarquês que conquistou os portistas com a sua garra, a sua velocidade e a sua capacidade de jogo. Foi uma excelente surpresa e muito importante para a tática de jogo de Farioli. Gabri Veiga foi outro reforço relevante na estratégia de jogo do FC Porto. Importante nos cantos, aumentando consideravelmente a eficácia da equipa neste contexto. Gabri Veiga dividiu a posição com Rodrigo Mora, que com Farioli mudou um pouco a sua forma de jogar, perdendo algum do protagonismo que tinha tido na época passada, mas sem deixar de evoluir. Pablo Rosário foi um reforço importante para a equipa, na medida em que foi capaz de jogar em várias posições, no meio campo, na defesa (ao centro ou à lateral direita), onde havia necessidade. Alan Varela voltou a ser um jogador preponderante, com a qualidade e confiança que já tínhamos visto anteriormente. Em janeiro, saiu Eustáquio e entrou Seko Fofana, que chegou e integrou-se da melhor forma na equipa, sendo logo decisivo frente ao Sporting
Ataque:
Samu, na primeira parte da época foi o ponta de lança da equipa, responsável por vários golos e por abrir caminho para os colegas marcarem outros. Contudo, uma lesão grave afastou-o da equipa. Deniz Gül, esperava-se que, perante a lesão de Samu, conseguisse assumir o protagonismo, no entanto, não foi o que se passou. Luuk de Jong, reforço surpresa e a prova que se um clube quiser, não há como a imprensa saber que uma contratação aconteceu. Esperava-se que fosse uma peça relevante na frente de ataque, marcou um golo importante em Alvalade, mas uma lesão grave deixou-o longe do relvado e da possibilidade de ajudar a equipa. Borja Sainz, começou bem, mas foi perdendo protagonismo, sobretudo na segunda metade da época. Pepê, voltou a ser importante para a equipa. William Gomes, protagonizou momentos importantes na época, como o golo em Alvalade, mas noutros momentos ficou à quem das expetativas. Oskar Pietuszewski, reforço de janeiro, com 17 anos, mas sem medo de arriscar, de ser irreverente e tal foi importante para a equipa. Terem Moffi, veio em janeiro, esperava-se que, perante a lesão de Samu, viesse ajudar na frente de ataque, mas ficou à quem das expetativas.
Em suma, foi com um plantel com mais soluções que o FC Porto encarou uma época que se esperava muito difícil e foi com este plantel que o FC Porto conquistou o principal objetivo da época, ser campeão.
quinta-feira, 28 de maio de 2026
Sobre Francesco Farioli
Depois de uma época difícil, em que o FC Porto teve três treinadores, em julho chegou Francesco Farioli, para iniciar um novo capítulo na história do clube.
Eu não conhecia o trabalho de Farioli, mas reconheço que foi a melhor opção para o FC Porto. E não o digo só porque o FC Porto foi campeão, digo-o porque houve uma mudança clara na equipa, na forma de jogar, mas também na entrega. Farioli conseguiu implementar as suas ideias; o FC Porto voltou a jogar futebol; os jogos deixaram de ser o que foram na época passada um sofrimento e um constante foco de ansiedade (ainda que na segunda volta alguns jogos tenham sido menos tranquilos); a equipa voltou a não ter medo do adversário, seja ele quem for; mesmo nos jogos menos conseguidos, sentia-se que não faltou empenho, rigor, competência, ambição, garra, crença e atitude. E isso foi mérito de Francesco Farioli.
Ficou bem patente que Francesco Farioli ficou a conhecer a história do FC Porto. E que conseguiu absorver a cultura de exigência que durante anos foi incutida aos Portistas e da qual não queremos abdicar, porque foi essa cultura de exigência que fez do FC Porto um clube grande e ganhador em Portugal e além fronteiras. Para tal, acredito que deve ter sido fundamental a inclusão de Lucho Gonzalez e André Castro na equipa técnica, porque para além de conhecerem bem o FC Porto, conhecem bem o futebol português. E como foi importante Farioli estar preparado para lidar com o tanto que acontece nos bastidores do futebol português, seja nos programas de comentários futebolísticos, seja pelas perguntas que surgem nas conferências de imprensa que tantas vezes tem rasteiras.
Francesco Farioli assumiu uma responsabilidade grande ao aceitar o desafio de ser treinador do FC Porto, mas com as peças que colocaram ao seu dispor, conseguiu fazer um bom trabalho esta época. E nós portistas só temos de agradecer-lhe a sua entrega, dedicação, o seu trabalho.
Não sabemos como será a próxima época, acredito que será tão ou mais difícil do que a que agora terminou, porque mais difícil do que conseguir chegar ao topo, é manter-se no topo. Todos sabemos que na próxima época o FC Porto é o alvo a abater e os adversários assumirão o objetivo de afastar o FC Porto da revalidação do título. Terá de ser contra tudo e contra todos, como sempre é. Teremos que confiar no trabalho que será feito, sabendo-se que nem sempre tudo correrá bem. Mas aí o importante é não cair no erro de atacar o trabalho de equipa técnica e plantel, criticar construtivamente sim, mas sem cair no erro de faltar ao respeito. Queremos que o FC Porto que esta época voltou, continue a evoluir na próxima época, com confiança, competência, empenho, rigor, ambição.
sábado, 23 de maio de 2026
Diogo Costa Com a Camisola 2?
Antes de começar a publicar as minhas reflexões sobre a época 2025-2026, gostaria de abordar este tema
Ainda antes da época terminar, foi público que André Villas-Boas lançou o desafio a Diogo Costa de na próxima época jogar com a camisola 2. Entretanto, também é público que Diogo Costa disse precisar de refletir sobre o tema.
A minha opinião:
Percebo o desafio lançado por Villas-Boas, mas também percebo a necessidade de Diogo Costa refletir sobre o mesmo.
A camisola 2 carrega um simbolismo relevante no FC Porto, não só por ser o 2 de Jorge Costa, mas também de João Pinto. É uma camisola que carrega mística, liderança e responsabilidade. Mas a 99 que Diogo Costa enverga e que herdou de Vítor Baía, também é um símbolo importante na história do FC Porto, sobretudo na posição de guarda-redes, porque Vítor Baía deixou uma marca com peso, mística, liderança, responsabilidade e história no FC Porto. Tal como Diogo Costa está a construir a sua marca com peso, mística, liderança, responsabilidade e relevância no clube.
Seja qual for a decisão de Diogo Costa, manter a 99 ou trocar para a 2, espero que a sua decisão não seja mal interpretada pelos adeptos ou opinião pública.
Na minha perspectiva, pelo simbolismo que carrega, faz sentido que Diogo Costa continue com o 99 nas costas. Mas independentemente da minha opinião, o importante é Diogo Costa continuar de Dragão ao Peito, seja com a 99, que lhe assenta muito bem, ou com a 2 que, se escolher vestir, honrará da melhor forma.
Sinceramente, gostava de ver a 2 com Jan Bednarek, o nosso patrão da defesa, líder dentro de campo sem a braçadeira de capitão.
sábado, 16 de maio de 2026
Crónica e Análise: FC Porto 1 - Santa Clara 0
1 - Crónica
Na tarde deste sábado, o FC Porto recebeu o Santa Clara, em jogo a contar para a 34ª jornada da ILiga. No final do encontro verificou-se a vitória dos Dragões por 1-0.
Para este jogo Francesco Farioli apostou num onze composto por: Diogo Costa; Alberto Costa, Jan Bednarek, Jakub Kiwior, Francisco Moura, Alan Varela, Victor Froholdt, Rodrigo Mora, Borja Sainz, William Gomes e Deniz Gül.
Rodrigo Mora foi o primeiro a tentar criar perigo, mas o guarda-redes contrário levou a melhor. Pouco depois, do outro lado do campo, o Santa Clara procurou responder, com a bola a ir por cima da baliza à guarda de Diogo Costa. Mais tarde, por duas vezes, o guarda-redes do Santa Clara voltou a levar a melhor, primeiro num livre de Kiwior, e depois num remate de Alan Varela.
No segundo tempo, já depois de algumas alterações que alteraram a forma da equipa atacar, Rodrigo Mora esteve perto de marcar, mas atirou por cima. Ao minuto 70, Froholdt cruzou e um jogador contrário colocou a bola na própria baliza. Até ao final do jogo, ainda houve tempo para Diogo Costa ceder o seu lugar a João Costa, que assim sagrou-se oficialmente campeão e o regresso à competição de Nehuén Pérez, após uma lesão grave. E já quase no final, Nehuén Pérez ficou perto de aumentar a vantagem portista no marcador.
Com este resultado o FC Porto fecha o campeonato com 85 pontos.
2 - Análise
Dia de festa que tinha de começar com uma vitória do FC Porto. Não se esperava um jogo fácil e, de facto, não o foi. O Santa Clara não quis ser um adereço da festa, quis complicar a vida aos Dragões. E, a verdade é que os dos Açores deram trabalho à defesa portista. Do outro lado do campo, o ataque portista teve algumas dificuldades em tomar a melhor decisão no último passe e em transpor a muralha defensiva do Santa Clara. O golo dos Dragões surgiu de um golo na própria baliza.
Em suma, o FC Porto venceu pela margem mínima um jogo que poderia ter tido mais golos. Fechou assim uma época vitoriosa, com a conquista do principal objetivo, o título de campeão nacional, quatro anos depois. Obrigada FC Porto!
PS. Nos próximos dias irei publicar uma série de textos sobre esta época.
sexta-feira, 15 de maio de 2026
Antevisão da 34ª Jornada da ILiga
1 - Aqui está a antevisão de Francesco Farioli da 34ª jornada da ILiga, frente ao Santa Clara.
"“NINGUÉM SENTE QUE O TRABALHO TERMINOU. HÁ MAIS PARA FAZER E QUEREMOS FAZÊ-LO JUNTOS”
Francesco Farioli perspetiva o FC Porto-Santa Clara da 34.ª jornada da Liga (sábado, 15h30)
Vai cair o pano sobre 2025/26 para o Campeão Nacional FC Porto, que recebe o Santa Clara num Estádio do Dragão já com lotação esgotada na 34.ª e derradeira jornada da Liga (sábado, 15h30, Sport TV). Reconhecendo que o dia de amanhã será “especial”, Francesco Farioli abordou diversos temos relacionados com esta época e com a próxima, mas a verdade é que o foco está em “acabar a época com uma grande exibição e ter o melhor resultado possível”. Afinal de contas, “queremos chegar aos Aliados depois de uma vitória. Se queremos desfrutar da festa, só há uma maneira de o fazer”, reforçou o treinador italiano. À entrada para esta ronda, os detentores do título somam 85 pontos, mais seis do que o Sporting e mais oito do que o Benfica, enquanto o Santa Clara segue na 12.ª posição, com 36.
Somar os três pontos é a prioridade
“Amanhã vai ser um dia especial, mas temos de o tornar ainda mais especial a partir das 15h30, isso é o mais importante. Essa foi a nossa prioridade e o nosso foco esta semana. Esta semana foi desapontante depois de uma performance que não foi boa, mas que deveria ter sido suficiente para ganhar. Por vezes há pequenos detalhes que fazem uma grande diferença. Amanhã temos de fazer tudo para termos um bom dia de manhã à noite. A nossa prioridade é acabar a época com uma grande exibição e ter o melhor resultado possível. As substituições ou quem vai entrar de início irão ver amanhã.”
Nehuén Pérez entre os convocados
“O Nehuén vai estar no banco, vai estar de volta com a equipa. Nos últimos tempos tem ficado cada vez mais perto de estar a 100% e agora está perto de voltar. Está nos convocados para amanhã.”
A situação pessoal de Luuk de Jong
“Não vou entrar nos assuntos pessoais, mas acho que houve um mal-entendido em relação à gravidade da situação do Luuk de Jong e é tudo o que posso dizer. Não tem a gravidade que foi descrita, não é o caso, e é importante dizer isto para que toda a gente que adora o Luuk esteja confortável e em paz.”
A evolução de Rodrigo Mora
“Há uma grande diferença entre as obrigações defensivas e ofensivas. Se me perguntarem se o sistema põe o Rodrigo na sua posição ideal, sou honesto para responder que não, mas penso que o trabalho, a dedicação e a curiosidade em se desenvolver, fazem com que se esteja a tornar um jogador de equipa. Na época passada teve números melhores em golos e contribuições para golo, mas acho que agora é um jogador mais completo do que era antes. O Rodrigo nunca vai perder o seu talento e as suas qualidades, mas este ano foi um jogador que fez parte de uma equipa que teve sucesso e que escreveu uma página inesquecível na história deste Clube. A grande lição que tiramos desta época é que tirámos uns 5% de cada jogador em termos individuais, mas aquilo que conseguimos a nível coletivo faz com que toda a gente abdique desses 5% para o conseguir outra vez. Se perguntarem a todos os jogadores qual foi a base do nosso sucesso, eles dirão que foi a equipa e o espírito deste grupo.”
Decisões para tomar a partir de segunda-feira
“Todas as avaliações e situações são finalizadas a partir de segunda-feira. A partir daí vamos ter tempo para digerir uma época longa e é o momento de tomar as decisões finais. Nestes dias, já tive conversas com todos eles para receber as últimas informações que preciso para tirar as minhas conclusões e partilhá-las com o Clube. A partir daí tomaremos as melhores decisões para o futuro do Clube e da equipa.”
Os Campeões chamam a atenção
“Depois da época que fizemos, é normal que os nossos jogadores tenham a atenção e o interesse de outros clubes, mas a mensagem interna é muito clara. Queremos manter os nossos melhores jogadores porque aquilo que fizemos esta época foi reconstruir e criar as condições para o Clube se voltar a estabelecer no nível em que tem de estar. Acelerámos tudo em termos de resultados, em particular com a conquista do título nacional. Limpámos algumas coisas e criámos as bases de um grupo jovem e que vai precisar de ajustes no verão para ser competitivo outra vez. Não estamos a oferecer jogadores de borla e os números que os protegem são importantes. Não vamos baixar a qualidade e já estamos a trabalhar há vários meses com o presidente e com a estrutura para o desenvolvimento dos jogadores, mas também estamos ativos no mercado. A nossa prioridade é desenvolvermo-nos em termos de estrutura, organização e infraestruturas. Esta época foi muito positiva, mas o nível de exigência que temos de ter na próxima época tem de ser maior. Queremos gente com requisitos específicos, com desejo de trabalhar e fome de melhorar. A competição na próxima época vai ser mais complicada, os desafios serão diferentes, e não falo apenas pela Liga dos Campeões, mas também nas provas domésticas. Amanhã a celebração do título vai ter uma pausa de algumas horas, pois estamos focados no Santa Clara e em fechar a época da forma que toda a gente merece.”
A festa nos Aliados
“Gosto de surpresas, sobretudo quando sei que serão boas. Não gosto é de surpresas como a do fim de semana passado, pois não dormi durante dois dias. Não acredito que haja segredos e detalhes em particular. Estamos aqui para trabalhar, para jogar e para entregar. O meu trabalho como líder deste grupo é definir os padrões e mantê-los. No fim de semana passado estivemos bem, mas fomos demasiado macios e não tivemos o mesmo nível de competitividade e de fome. Amanhã não há qualquer tipo de possibilidade de não jogarmos ao nível a que jogámos durante 51 jogos. É o que vamos fazer porque queremos chegar aos Aliados depois de uma vitória. Se queremos desfrutar da festa, só há uma maneira de o fazer.”
O telefonema de José Mourinho
“Por vezes, aquilo que conseguimos e a dimensão do nosso sucesso também tem a ver com a dimensão dos nossos adversários. Ganhámos a dois clubes gigantes. Conquistámos o título num sábado à noite e no dia seguinte, quando acordei, a primeira chamada que recebi foi do mister Mourinho para me dar os parabéns. Podemos lutar e competir em campo, mas entre pessoas com valores, reconhecemo-nos com clareza. Para mim foi um prazer ouvir essas palavras dele, tenho muito respeito por ele. Se ficar, será um opositor duro de defrontar, mas se não ficar, teremos outro para defrontar. Foi um privilégio defrontarmo-nos e ganhar a uma equipa que não perdeu nenhum jogo no campeonato, o que diz muito do que fizemos.”
A Liga portuguesa
“Ainda não tirei as minhas conclusões, mas o que me agradou foi o nível da competição e dos adversários. Temos 85 pontos e, se possível, teremos mais três. O que sinto é que preparámos todos os jogos com muita atenção, muito trabalho e muita dedicação pois defrontámos boas equipas com jogadores interessantes. Todos os treinadores apresentaram desafios diferentes e, para mim, o nível é muito alto. Claro que há coisas a melhorar e seria bom que a competição fosse justa, é uma ambição que todos temos. O nosso sentimento é que o esforço que se coloca em campo e as respetivas exibições terão um prémio natural através dos resultados. Esta época tivemos muitas batalhas para lutar e fizemo-lo com um grande espírito e uma grande atitude, mesmo em momentos e situações difíceis. Muitas vezes sentíamos que tínhamos de nos esforçar a dobrar para conseguirmos o que queríamos. Foi uma época exigente e a gratidão que tenho pelos jogadores e por toda a gente que trabalha no Olival é imensa. Estes resultados são fruto de muitos fatores.”
Diogo Costa com o número 2?
“É uma conversa pessoal entre o presidente e o Diogo e será uma decisão a ser tomada. O gesto do Clube é importante, mas o Diogo tem o direito de decidir o que fazer. Usar o 99 já é uma grande responsabilidade, mas sobretudo usar a braçadeira. Ele é um símbolo lendário deste Clube e se pensarmos em todas as pessoas que já a usaram, ele decididamente é alguém que merece e que o faz de forma fantástica. De preferência durante muitos anos.”
2025/26 já está em andamento
“Olhamos para a próxima época da mesma forma que olhámos para esta. Podemos projetar e ter expetativas quando planeamos uma época, saber para onde queremos ir, o mercado, o tipo de investimento e de análise interna, mas tudo ter de estar alinhado com o Clube. O Clube já deu provas no verão e em janeiro e a mim dá-me provas diárias sobre o nível do trabalho. Esta semana o foco esteve no Santa Clara, mas tivemos momentos para investir a nossa atenção em coisas que acredito que são importantes para dar passos em frente. Agora vamos fazer uma análise ao plantel, ao staff e a tudo o que for preciso pois a exigência tem de subir. O que fizemos foi brilhante e agora temos de ter cabeça fria para tomar as melhores decisões possíveis. Não podemos viver no passado e no que fizemos. Quando voltarmos a passar o portão do Olival, temos de ter o estômago vazio, a mesma fome e o mesmo desejo de melhorar.”
O ataque ao mercado
“Há coisas que temos de fazer e há semanas que estamos a trabalhar em potenciais alvos. Por outro lado, podemos estar muito bem preparados para o mercado, mas não controlamos tudo. Perante alguém que chega e bate 100 milhões de euros por uma cláusula de um jogador, o teu controlo já não está lá. Temos um plano claro e as nossas intenções e também temos cenários preparados para algo que aconteça. A boa parte é que todos os jogadores querem ficar, isso é o mais importante. O trabalho não está feito e o sentimento é de que queremos continuar a fazê-lo juntos. Ninguém sente que o trabalho terminou. Há mais para fazer e queremos fazê-lo juntos. A partir de segunda-feira, começamos a mover a nossa atenção para o mercado. A mais recente entrevista do Victor Froholdt é um bom exemplo de como toda a gente se sente. Este grupo merece um momento de respeito pelo último jogo de amanhã. Este grupo será este grupo pela última vez amanhã e a minha atenção está em preparar bem a equipa para chegarmos ao jogo com a energia certa e a competitividade certa para conseguirmos o que queremos todos juntos. Depois, todos sabem o que significa os Aliados.”
Vem aí o Mundial 2026
“Vou olhar para o Mundial como alguém que se quer desenvolver, que quer conhecer mais sobre o jogo e sobre os jogadores, até para ver se há algum que possa ser interessante para nós. Vou estar atento a novas ideias, pois os treinadores têm de preparar a competição em pouco tempo. Por outro lado, será normal apoiar os meus jogadores nas suas seleções. Se duas seleções com jogadores nossos chegarem à final é fácil, vou estar feliz de qualquer maneira.”"
Retirado do site oficial do FC Porto
2 - O meu palpite para a equipa titular é:
João Costa; Alberto Costa, Jan Bednarek, Jakub Kiwior, Zaidu, Pablo Rosario, Victor Froholdt, Gabri Veiga, Pepê, Oskar Pietuszewski e Deniz Gül.
3 - Sobre o jogo
Não se espera um jogo fácil, mas espera-se que os comandados de Francesco Farioli transformem as dificuldades em facilidades. Para tal espera-se um FC Porto competente; concentrado; coeso; confiante; empenhado; rigoroso; motivado; ambicioso; sólido; solidário; unido; e eficaz tanto a defender como a atacar.
Força FC Porto!
domingo, 10 de maio de 2026
Crónica e Análise: AFS 3 - FC Porto 1
1 - Crónica
No final de tarde deste domingo, o FC Porto deslocou-se ao terreno do AFS, em jogo a contar para a 33ª jornada da ILiga. No final do encontro verificou-se a derrota dos Dragões por 3-1.
Para este jogo Francesco Farioli apostou num onze composto por: Cláudio Ramos; Alberto Costa, Thiago Silva, Dominik Prpić, Francisco Moura, Alan Varela, Seko Fofana, Rodrigo Mora, Pepê, Borja Sainz e Deniz Gül.
Logo ao minuto 4, Borja Sainz dispôs da primeira oportunidade, mas atirou por cima. Mas mais tarde, minuto 23, o AFS colocou-se em vantagem no marcador. Do outro lado do campo, os Dragões procuraram reagir à desvantagem e, em duas ocasiões, Seko Fofana e Borja Sainz viram adversários levar a melhor.
No segundo tempo, Rodrigo Mora não acertou no alvo. E, ao minuto 54, Deniz Gül repôs a igualdade no marcador. Mas o pouco depois, minuto 58, o AFS voltou a colocar-se em vantagem no marcador. Do outro lado do campo, em duas ocasiões, Gül e Alberto Costa tentaram a sorte, mas ambos viram o guarda-redes adversário levar a melhor. William Gomes chegou a fazer o empate, mas o golo foi anulado por fora de jogo. Ao minuto 80 os da casa dilataram a vantagem no marcador.
Com este resultado o FC Porto mantém-se com 85 pontos.
2 - Análise
O FC Porto campeão entrou em campo com o objetivo de, nas duas jornadas que faltam até ao final, somar os 91 pontos e igualar o recorde de pontos que lhe pertence. Francesco Farioli decidiu, e bem na minha perspectiva, promover uma série de alterações no onze inicial, com o objetivo de, por um lado dar minutos a jogadores menos utilizados, alguns mesmo com a rotação promovida pelo treinador nesta segunda metade da época e, simultaneamente, fazer com que os menos utilizados mostrem o seu valor. Contudo este jogo não correu bem aos Dragões. Se é verdade que não se esperava um jogo fácil, mesmo que o AFS já tenha descido, mas provou nos últimos jogos que tem capacidade para criar dificuldades. E, de facto, não foi um jogo fácil. O FC Porto até conseguiu criar ocasiões, mas mais uma vez, como aconteceu em tantos outros jogos ao longo da época, teve dificuldade em decidir melhor no último passe e finalizar as jogadas. Mas, ao contrário de outros jogos, a defesa hoje não conseguiu ser eficaz e os Dragões sofreram 3 golos. Não é um resultado interessante perder no terreno do último classificado, já despromovido, mesmo que o título já esteja garantido, não gostei nem um bocadinho deste resultado. Mas também acho que não é esta derrota que mancha todo o percurso do FC Porto no campeonato esta época.
Em suma, o FC Porto perdeu no terreno do último classificado, num jogo que sobrou a sensação que poderia ter feito mais e melhor. Agora foco no último jogo do campeonato, em casa, frente aos adeptos, onde se exige uma vitória para a festa ter o brilho certo. Vamos Porto!