1 - Aqui está a antevisão de Francesco Farioli e de Samu da 2ª jornada da fase de liga da UCL, frente ao
"“QUEREMOS TRAZER UMA MEMÓRIA ESPECIAL DE UM ESTÁDIO COM MUITO SIGNIFICADO”
Francesco Farioli lança o Real Betis-FC Porto, da 2.ª jornada da Liga dos Campeões (quarta-feira, 20h00)
O FC Porto viajou até Sevilha para defrontar o Real Betis na segunda jornada da fase de liga da Liga dos Campeões (quarta-feira, 20h00, Sport TV5) e Francesco Farioli perspetiva “um jogo muito exigente” contra um adversário que “está em boa forma, tem feito exibições de grande nível na La Liga, vem de uma sequência impressionante de resultados, é dirigido por um grande treinador, tem grandes individualidades e joga a um ritmo notável”. “Este jogo vai exigir muita atenção e a nossa melhor versão”, reforçou o técnico italiano, desejoso de “levar para casa uma memória especial de um recinto com muito significado" para todos os portistas.
Um adversário à altura
“O Real Betis, tal como nós, é uma equipa que joga cara a cara e que quer vencer. Eles estão em boa forma, têm feito exibições de grande nível na La Liga e vêm de uma sequência impressionante de resultados. Além disso, são dirigidos por um grande treinador, que tem mais de 1.200 jogos enquanto profissional, conhecem-se todos muito bem, jogam juntos há muitos anos, têm muita qualidade em todas as posições, grandes individualidades e um ritmo notável. Este jogo vai exigir muita atenção e a nossa melhor versão.”
Samu e Zaidu
“Tanto o Samu como o Zaidu viajaram connosco para jogar se ou quando for preciso, não vieram apenas para nos fazerem companhia.”
As exigências das noites europeias
“Os jogos da Liga e os da Liga dos Campeões são sempre muito exigentes, especialmente tendo em conta o nível do adversário. Quando jogamos fora temos de conseguir gerir alguns aspetos, como o cansaço da viagem ou as condições do relvado, e amanhã infelizmente vamos jogar num relvado que não está em bom estado, tal como aconteceu na Madeira. Todas estas condicionantes geram algum stress que pode ter impacto físico ou mental nos jogadores. Esta é a razão pela qual trabalhamos tanto para recuperar os jogadores de forma a que eles se apresentem nas suas melhores versões para competirem tantas vezes em poucos dias. Antes do jogo de amanhã ainda é preciso fazer algumas avaliações a nível físico. Amanhã de manhã já saberei quem são os jogadores que vão começar e os que vão entrar. Todos juntos vamos tentar levar para casa uma memória especial de um estádio com muito significado para o FC Porto.”
A ausência de Jan Bednarek
“A ausência do Bednarek é muito relevante pelo impacto que ele tem na equipa, não só desportivamente, mas como líder. Contudo, o Nehuén Pérez está de volta, ele treinou a semana toda connosco e está disponível para jogar. Além disso, há outras possibilidades e opções para explorar. Acima de tudo, o mais importante é a confiança que tenho neste grupo. Não importa quem vai jogar, esta equipa encontra sempre soluções. Independentemente de quem vai jogar amanhã, eu sei que eles vão dar o melhor para fazer os adeptos felizes e para honrar as memórias vividas neste estádio há uns anos.”
As condicionantes do futebol
“Do nosso lado sempre houve uma clara intenção de ter esse perfil com mais posse de bola, apesar de sermos camaleónicos e de nos conseguirmos adaptar ao que o jogo nos exige. O jogo contra o CS Marítimo é um bom exemplo da forma como conseguimos atacar pelo meio e pelas laterais durante 85 minutos e ter a capacidade de fazer o que é preciso, como aconteceu nos últimos cinco minutos. É algo que me deixa orgulhoso. No futebol não jogamos sozinhos e não decidimos tudo, por isso temos de ser capazes de reagir ao que o adversário nos exige e amanhã vamos defrontar um adversário forte com a bola, letal nas transições e que vai exigir muita atenção à perda de bola. Eles são a equipa mais forte nas bolas paradas da La Liga. Como podem imaginar, tanto individual como coletivamente, têm uma equipa forte e que vai exigir a nossa melhor versão.”
Boas memórias de Sevilha
“Falei com o presidente sobre a final de Sevilha, não agora, mas há uns tempos. Ainda temos o jantar de hoje e o almoço de amanhã para partilhar algumas memórias e para acender a faísca, apesar de não ser necessário, porque a atmosfera que vamos sentir no estádio e a força que os nossos adeptos nos vão transmitir vai deixar toda a equipa no nível certo. De qualquer das formas, é sempre bom ouvir estas memórias do passado e transportá-las para o presente.”
Estado do relvado
“Fiquei surpreendido, porque esperava encontrar um relvado em melhor estado num estádio de uma equipa da Liga dos Campeões, mas sabemos que o Real Betis tem a capacidade de fazer com que o relvado pareça bom o suficiente para jogar um bom futebol. Temos de nos adaptar no aquecimento, ganhar confiança e familiarizar-nos com este relvado. Temos de ser inteligentes e jogar com intensidade.”
Oskar Pietuszewski
“Foi bom tê-lo de volta. Ele só jogou alguns minutos, mas teve um papel importante na vitória, por causa do golo e de outras ações que evidenciaram a sua qualidade. O jogo não se resumiu a uma individualidade, a vitória surgiu de um esforço coletivo. Temos vários jogadores a regressar de lesões. Além do Oskar, temos o Samu, que treinou todo o verão para voltar o mais depressa possível e graças ao seu esforço amanhã vai estrear-se na Liga dos Campeões.”
Isco
“Não há apenas um jogador bom no Betis. Estamos a falar de um jogador que traz criatividade ao jogo e que contribui para o jogo com bola, mas o Real Betis tem três ou quatro extremos de elite, muito fortes no um contra um e na finalização. Independentemente de quem jogar, eles têm uma grande capacidade de se conectarem. Não podes ter um dos melhores ataques da La Liga se não tiveres qualidade. Esta junção entre as qualidades individuais e a organização coletiva é que tornam este adversário tão especial, muito graças ao trabalho de um treinador que trouxe de volta o clube à Liga dos Campeões tantos anos depois.”"
"“VIEMOS CÁ COM UM OBJETIVO, QUE É GANHAR O JOGO”
Samu antecipia o Real Betis-FC Porto, da 2.ª jornada da Liga dos Campeões (quarta-feira, 20h00)
A 2.ª jornada da fase de liga da Liga dos Campeões promove o regresso do FC Porto ao Estádio de La Cartuja, em Sevilha, o palco do duelo com o Real Betis. Ao lado de Francesco Farioli na conferência de imprensa de projeção do encontro, Samu não escondeu que “é um jogo especial” por ter passado “a maior parte” da vida ali perto, em Nervión, mas o mais importante “é ganhar” e “ajudar a equipa, seja com golos ou com trabalho”. Depois do regresso oficial à competição, o camisola 9 acredita que o primeiro golo está para breve: “O caminho que me vai levar àquilo que mais gosto, que é marcar golos, não tardará em chegar”.
A vitória é o que mais importa
“É um jogo especial para mim, mas o mais importante é ganhar. Vimos aqui com um propósito, que é ganhar o jogo. O mais importante é ajudar a equipa, seja com golos ou com trabalho.”
O Real Betis
“O Real Betis está a crescer muito e nos últimos anos tem desempenhado um papel importante na Liga espanhola. Não vai ser um jogo fácil porque tem muitos jogadores de qualidade, mas o mais importante é focarmo-nos em nós e fazermos o que sabemos. A rivalidade entre o Real Betis e o Sevilha é-me indiferente, defendo o FC Porto e luto pelo meu Clube.”
Um regresso especial
“Já disse que voltar a Sevilha é sempre especial para mim, passei a maior parte da minha vida aqui perto, em Nervión. Poder estrear-me na Liga dos Campeões aqui é uma coincidência da vida. Espero que amanhã seja um grande dia para mim e para a equipa, porque o mais importante é ganhar.”
Entradas para todos
“Os meus amigos foram os primeiros a quem enviei mensagens, pois a maior parte deles são adeptos e disse-lhes que iam dormir mal. Também enviei mensagens à minha família e é muito especial poderem ver-me a estrear nesta competição incrível. Pedi alguns bilhetes, mas acho que há para todos.”
À procura do primeiro golo da época
“O mais importante para mim é ganhar boas sensações e ritmo, que é o que mais custa, mas tenho-me sentido bem nos treinos e nos jogos. O caminho que me vai levar àquilo que mais gosto, que é marcar golos, não tardará em chegar.”
O longo calvário da lesão
“Durante esse período trabalhei mais do que nunca. Graças ao trabalho que fiz no verão, sacrificando tudo, posso dizer que agora sinto-me melhor do que antes. Não tenho nenhum medo, a lesão é passado e estou preparado para o que vier. Sinto-me muito bem e muito confortável a jogar.”
O reencontro com Isco
“Tive a sorte de coincidir com ele na seleção, é um jogador com muita qualidade, mas também temos uma equipa muito boa e temos de nos focar em nós e em fazer o nosso jogo.”
Espanha Campeã do Mundo
“O teu país ser Campeão Mundial é o máximo, mas foi uma pena não poder ter lá estado. Há que olhar em frente, ajudar o meu Clube e, quem sabe, também a seleção.”"
Retirado do site oficial do FC Porto
2 - O meu palpite para a equipa titular é:
Diogo Costa; Alberto Costa, Nehuén Pérez, Jakub Kiwior, Francisco Moura, Pablo Rosário, Victor Froholdt, Gabri Veiga, Pietuszewski, Pepê e André Silva.
3 - Sobre o jogo
Não se espera um jogo fácil, mas espera-se que os comandados de Francesco Farioli transformem as dificuldades em facilidades. Para tal espera-se um FC Porto competente; concentrado; coeso; confiante; determinado; empenhado; rigoroso; motivado; ambicioso; sólido; solidário; unido; e eficaz tanto a defender como a atacar.
Força FC Porto!
portista a cem porcento
Sempre e para sempre portista a cem porcento! Tudo por uma paixão que não se vê, sente-se!
terça-feira, 13 de outubro de 2026
Antevisão da 2ª Jornada da Fase de Liga da UCL
sábado, 10 de outubro de 2026
Crónica e Análise: Marítimo 1 - FC Porto 2
1 - Crónica
No final de tarde deste sábado, o FC Porto deslocou-se ao terreno do Marítimo, em jogo a contar para a 8ª jornada da ILiga. No final do encontro verificou-se a vitória dos Dragões por 1-2.
Para este jogo, Francesco Farioli apostou num onze composto por: Diogo Costa; Alberto Costa, Jan Bednarek, Jakub Kiwior, Francisco Moura, Alan Varela, Victor Froholdt, Inbeom Hwang, William Gomes, Pepê e André Silva.
O FC Porto entrou a pressionar. Mas foi o Marítimo quem colocou-se em vantagem ao minuto 16. Do outro lado do campo, Alberto Costa e André silva tentaram marcar, mas o primeiro viu o guarda-redes levar a melhor e o segundo viu um jogador do Marítimo desviar a bola. Ao minuto 42 Francisco Moura ficou perto de marcar, com o guarda-redes a travar o remate e na recarga, Victor Froholdt repôs a igualdade no marcador.
No segundo tempo, Francisco Moura foi o primeiro a tentar marcar. Minutos depois, André Silva atirou por cima. Depois Victor Froholdt, Alberto Costa e Gabri Veiga também ficaram perto de marcar, mas com o guarda-redes contrário a levar a melhor. E ao minuto 86 Pietuszewski, desfez o empate completando assim a reviravolta no marcador.
Com este resultado o FC Porto soma 24 pontos e lidera o campeonato isolado.
2 - Análise
Depois de uma longa paragem para jogos das seleções, regressou o campeonato com o FC Porto a ter uma deslocação sempre difícil ao terreno do Marítimo. E, portanto, não se esperava que este jogo fosse fácil. E não foi. O Marítimo marcou primeiro e o FC Porto foi obrigado a correr atrás do resultado. Antes do intervalo chegou o empate e o segundo golo dos Dragões já na segunda parte. Na minha perspectiva o FC Porto não fez um jogo brilhante, mas foi eficaz na medida em que conseguiu dar a volta a um resultado menos positivo. Deste jogo destaco e pelos golos.
Em suma, foi uma vitória importante e justa, num terreno sempre difícil. Segue-se a Liga dos Campeões. Vamos Porto!
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Antevisão da 8ª Jornada da ILiga
1 - Aqui está a antevisão de Francesco Farioli da 8ª jornada da ILiga, frente ao Marítimo.
"“ESTE É UM JOGO HISTORICAMENTE COMPLICADO”
Francesco Farioli perspetiva o CS Marítimo-FC Porto da 8.ª jornada da Liga (sábado, 18h00)
Terminada a pausa FIFA, é tempo de voltar à competição, nomeadamente à Liga, pois a 8.ª jornada reserva uma sempre complicada viagem à Madeira, onde os Campeões Nacionais defrontam o CS Marítimo (sábado, 18h00, Sport TV). Perante um adversário que “historicamente sempre criou problemas ao FC Porto”, Francesco Farioli falou de “um jogo desafiante” e nestas contas também entra o estado do relvado, mas os jogadores querem continuar “a trabalhar juntos e a lutar juntos”. “Espero que possam replicar o nosso treino de ontem, que para mim foi um dos nossos melhores treinos de sempre. Falo sempre bem da forma como eles trabalham. Ontem tive de acabar o treino, mas queria continuar pois eles treinaram de forma fantástica. Existe vontade, a mentalidade certa e o desejo de competir com a melhor atitude”, acrescentou o técnico italiano. À entrada para esta ronda, o FC Porto é líder isolado com 21 pontos, mais cinco do que o Benfica e mais seis do que o Sporting, enquanto o CS Marítimo segue na 11.ª posição, com oito.
Jogar em casa do CS Marítimo nunca é fácil
“Para nós é claro. É uma equipa que historicamente sempre criou problemas ao FC Porto e as estatísticas dizem isso, que é um dos campos a jogar fora mais difíceis de se conseguir resultados. São números e estatísticas que temos na nossa cabeça, mas essencialmente é uma equipa que tem estado bem desde que regressou à Liga graças ao trabalho do treinador e ao que fazem campo. É uma equipa que nunca desiste e já recuperou três vezes o resultado nos últimos minutos. Vai ser um jogo desafiante por vários motivos e já se falou várias vezes sobre o estado do relvado. Espero que durante esta paragem tenham feito o que pudessem para o relvado estar nas melhores condições possíveis. Eles também querem ter um bom relvado para jogar, mas se não estiver, teremos de encontrar ferramentas diferentes para ultrapassar isso.”
Vem aí um novo ciclo de jogos
“Acabámos o primeiro ciclo da época com bons sentimentos e boas sensações. Esta pausa internacional parou essa dinâmica em termos de resultados, mas não em termos de desejo de trabalhar e melhorar. O jogo na Corunha ajudou-nos a manter um certo ritmo e tentar coisas diferentes, a desenvolver a equipa coletivamente e a tentar melhor algumas coisas em termos individuais, mas a verdade é que todos os jogadores trabalharam muito bem. Só temos a equipa completa desde ontem, à exceção do Santiago Gimenez, e desta vez foi um desafio porque não foram duas semanas, foram mais de 20 dias com jogadores espalhados pelo mundo. Agora eles têm de esquecer as obrigações internacionais e reconectarem-se com as nossas dinâmicas e os nossos princípios. Espero que possam replicar o nosso treino de ontem, que para mim foi um dos nossos melhores treinos de sempre. Falo sempre bem da forma como eles trabalham. Ontem tive de acabar o treino, mas queria continuar pois eles treinaram de forma fantástica. Existe vontade, a mentalidade certa e o desejo de competir com a melhor atitude. Vamos ter oito jogos oficiais para três competições diferentes, há muito para jogar.”
Um grupo de amigos que se reencontrou
“É um desafio diferente porque estivemos aqui com poucos jogadores e muitos deles espalhados pelo mundo. O que me dá fé e confiança é que temos um grupo maduro e muito comprometido. Na Gala dos Dragões de Ouro sentiu-se o prazer dos jogadores por estaremos de volta e a felicidade deles por voltarem a estar juntos. O treino de ontem foi o de um grupo de amigos que se voltou a encontrar, queriam trabalhar juntos e lutar juntos. O desafio está lá e este é importante. No ano passado tivemos dificuldades nos jogos após as pausas internacionais e há tópicos claros aos quais temos de estar atentos, mas a maturidade do grupo está lá e acredito que nesta parte não teremos problemas. Vamos encontrar uma equipa bem organizada e que nunca desiste, por isso temos de jogar bola após bola em todos os minutos do jogo. Temos de estar alerta porque o jogo não termina até estar terminado.”
André Silva, Samu e Santiago Gimenez
“É um bom problema para ter como treinador, ter três avançados prontos para jogar. O André neste momento é o mais fiável pelo facto de ter feito a pré-época e de estar num grande momento a nível físico e mental. O Samu é muito enérgico com o desejo de voltar, veio de uma lesão longa, mas trabalho muito para voltar e antecipar alguns passos. Foi fantástico poder utilizá-lo alguns minutos no clássico e poder jogar 45 contra o RC Deportivo, mas é um momento em que o entusiasmo de o ter de volta não pode superar as etapas da recuperação dele. Vamos tentar utilizá-lo o máximo possível sem nunca esquecer as limitações das cargas que lhe podemos dar. O Santi veio muito tarde depois de um verão complicado e agora esteve na seleção e teve bons minutos, foi positivo ter jogado. Agora vai ter tempo para estar connosco, para ter impacto e para ajudar quando precisarmos dele. É um jogador que tem de reencontrar o seu nível de confiança porque a qualidade está lá. Existe alguma pressão dos media, sobretudo na América do Sul, e agora é importante colocá-lo numa bolha. A época vai ser longa e com a experiência que temos da época passada, o importante é termos toda a gente preparada para depois podermos tomar decisões.”
O boletim clínico
“Esta paragem foi benéfica do ponto de vista da recuperação da maioria dos jogadores. Ainda temos alguns que estão limitados, temos e ver o que poderão fazer hoje e como se vão sentir. Hoje teremos de esperar pela sessão da tarde, mas no geral, o processo tem sido positivo, muito graças ao Departamento Médico e ao Departamento de Performance. Depois de muito tempo, estamos quase com a equipa toda na máxima força.”
O mais recente Relatório e Contas
“Na matemática nunca fui muito bem, mas a explicação do Clube é clara. O Clube está definitivamente num lugar melhor do que estava quando esta Direção tomou posse e no último verão foi feito um forte investimento para melhorar a qualidade da equipa, nomeadamente com jogadores jovens que estão a gerar um grande valor ao Clube.”
A renovação de William Gomes até 2031
“Antes de eu chegar, o William teve os seus meses para se adaptar. Na última época foi um jogador que percebeu a sua qualidade, brilhou em muitos jogos, mas faltava consistência. Agora falamos de um jogador diferente, que manteve a qualidade, mas tornou-se mais maduro, não só a competir, mas na forma como se prepara para competir. Estamos a falar de um jogador que está diferente, com mais qualidade, mais maduro, não um jogador apenas para competir, mas também a forma como se prepara para competir. Ele exige sempre mais dele, sempre pronto para competir. Os números da cláusula de rescisão deixam-me mais tranquilo, se alguém o quiser vir cá buscar, tem de pagar muito. Se alguém chegar tem de pagar até ao último euro, mas espero que ninguém venha e que fique connosco muito tempo.”
A contratação de Chris Smalling
“Foi uma discussão que tivemos durante a lesão de Nehuén Pérez. Até recuperou um pouco mais cedo do que esperávamos, por isso ele vai estar no banco, vendo como correrá o treino de hoje, mas acredito que nos próximos dias estará completamente reintegrado. Quisemos acrescentar um jogador com aquela experiência e continuarmos sempre fortes ao longo da temporada. Com ele ficamos mais completos no setor defensivo. Chegou em excelente forma física, o que demonstra o seu nível de profissionalismo. Acho que vai ter um papel muito importante esta temporada. É dominador pelo ar, tem um impacto físico nos duelos. Com Smalling o nosso lote de centrais fica mais completo, reforçamos a parte central do campo. Chegou em excelente forma porque foi logo capaz de jogar 60 minutos depois de um treino, isso diz muito do seu nível de profissionalismo, como aconteceu na época passada com o Thiago Silva. Chegou e seis dias depois jogou 90 minutos no clássico com o Benfica. São jogadores muito diferentes, mas profissionais de topo.”
Uma defesa profunda
“Nehuén está a voltar de um ano fora e é normal que precise de tempo e condições para estar bem. Fez a pré-época sem problemas e depois do jogo com o City teve este problema, que felizmente está recuperado, mas a época é longa. Nehuén jogou em várias posições, mesmo a defesa direito, onde temos Alberto Costa e Martim Fernandes expostos a muita intensidade. Na realidade, não vejo isto como um problema. Vai ajudar a subir o nível dos treinos porque ter um ou dois jogadores mais do que na época passada em termos de profundidade, não é só um desafio para entrarem na equipa, mas também aumenta o nível de treinos e o nível competitivo. Todos estão prontos para assumir o desafio da melhor forma possível.”
O talento de Gabriel Mec
“Ontem vieram membros da CBF ao Olival e foi um momento para partilharmos informações. O Gabriel Mec é um jogador super talentoso. Foi a nossa maior movimentação no mercado porque foi uma oportunidade única. Vai dar qualidade e alternativas de acordo com o tipo de jogo e com a sua capacidade de adaptação às nossas exigências. O jogo na Corunha deu-nos informações interessantes, mas sobre a qualidade técnica já sabia dos vídeos e do relatório que recebi, de jogos que vi. O que me surpreendeu foi a sua personalidade. É muito extrovertido, muito aberto a todos. Fácil de haver ligação. O trabalho do Pepê, um bocadinho como pai, e do William como irmão mais velho, ajudou-o a entrar na dinâmica no grupo. Estamos todos impressionados com a sua ética de trabalho, com o que fez no jogo na Corunha, com duas ou três corridas de 50 ou 60 metros para voltar a atrás, que são uma questão inegociável. Já estar neste nível de entendimento após poucas semanas mostra-me que vai ter um papel mais cedo ou mais tarde.”
Souza dará um contributo importante
“É um jogador que vem de um grande clube na Premier League. Um jogador com enorme potencial, tecnicamente talentoso. A prioridade é colocá-lo nas condições ao nível das exigências dos nossos laterais, expostos a grande stress físico, para cima e para baixo no campo. É o que estamos fazer, estamos a levá-lo a esse nível e a cada dia está mais perto. A condição física está a melhorar a cada dia e isso ajuda a tomar a melhores decisões.”
A competitividade da Liga portuguesa
“Acredito que todos os jogos são complicados, o principal desafio desta Liga é a exigência que todos os jogos têm. As equipas de Portugal têm muitas formas diferentes de jogar, o CS Marítimo é uma equipa forte fisicamente e recupera de desvantagens durante o jogo, tal como com o Académico de Viseu. São todos fatores que conhecemos, vai ser importante estarmos ligados aos nossos princípios, à nossa forma de jogar. Depois do árbitro apitar, temos de estar prontos para ir a jogo. Vamos sempre pensar jogo a jogo.”"
Retirado do site oficial do FC Porto
2 - O meu palpite para a equipa titular é:
Diogo Costa; Alberto Costa, Jan Bednarek, Jakub Kiwior, Martim Fernandes, Pablo Rosario, Victor Froholdt, Gabri Veiga, William Gomes, Pepê e André Silva.
3 - Sobre o jogo
Não se espera um jogo fácil, mas espera-se que os comandados de Francesco Farioli transformem as dificuldades em facilidades. Para tal espera-se um FC Porto competente; concentrado; coeso; confiante; determinado; empenhado; rigoroso; motivado; ambicioso; sólido; solidário; unido; e eficaz tanto a defender como a atacar.
Força FC Porto!
domingo, 20 de setembro de 2026
Crónica e Análise: FC Porto 3 - Benfica 1
1 - Crónica
Na noite deste domingo, o FC Porto recebeu o Benfica, em jogo a contar para a 7ª jornada da ILiga. No final do encontro verificou-se a vitória dos Dragões por 3-1.
Para este jogo Francesco Farioli apostou num onze composto por: Diogo Costa; Alberto Costa, Jan Bednarek, Jakub Kiwior, Martim Fernandes, Pablo Rosario, Victor Froholdt, Gabri Veiga, William Gomes, Pepê e André Silva.
Os primeiros minutos de jogo pautaram-se por uma espécie de estudo mútuo, sem que nenhuma das equipas tivesse uma real oportunidade de golo. A primeira ocasião de perigo surgiu junto da baliza portista ao minuto 18, e Pablo Rosário cortou no momento certo. do outro lado do campo, ao minuto 26, de livre, Gabri Veiga tentou acertar no alvo. Ao minuto 32 Gabri Veiga não falhou e colocou os Dragões em vantagem no marcador. Entretanto o Benfica ficou reduzido a 10. Depois William Gomes, viu o guarda-redes adversário negar-lhe os festejos.
No segundo tempo, Pablo Rosário foi o primeiro a criar perigo. Contudo, do outro lado do campo, ao minuto 52, o Benfica empatou. O FC Porto foi rápido a reagir ao golo do adversário e ao minuto 55 Victor Froholdt voltou a colocar os azuis e brancos na frente do marcador. Mas os golos não ficariam por aqui. Ao minuto 60, Inbeom Hwang aumentou a vantagem portista. Pouco depois, ao minuto 64, André Silva ficou perto de marcar, não fosse o guarda-redes contrário negar-lhe o golo. ao minuto 78, foi Jan Bednarek a tentar a sorte, mas a bola passou ao lado do poste. Do outro lado do campo, Diogo Costa ainda foi chamado a intervir para travar um remate do adversário. Até ao final não houve mais golos, mas houve tempo para os regressos após lesão, muito aplaudidos, de Samu e Pietuszewski.
Com esta vitória o FC Porto soma 21 pontos, lidera o campeonato com mais 5 pontos que Benfica e mais 6 que Sporting.
2 - Análise
Um clássico entre Dragões e águias, um jogo que ninguém quer perder e em que as emoções estão sempre ao rubro. Não se esperava um jogo fácil, e de facto não o foi. O FC Porto venceu de forma justa, porque conseguiu impor a sua estratégia, ainda que inicialmente não tenha sido fácil. Os Dragões marcaram primeiro, no segundo tempo viram o Benfica empatar, mas conseguiram reagir rapidamente ao golo sofrido colocando-se de novo em vantagem, que aumentaram minutos depois. E, desta forma, não só mantem a liderança no campeonato, como conseguem alargar as distâncias para Benfica e Sporting. O FC Porto está a crescer, está a conseguir consolidar processos, ainda que algumas coisas precisam ser melhoradas (vão sempre haver pormenores a melhorar). Deste jogo destaco Gabri Veiga, Victor Froholdt e Inbeom Hwang, pelos golos, mas também destaco Pietuszewski e Samu, pelos regressos à competição, sobretudo o de Samu, depois de uma paragem longa por lesão.
Em suma, vitória justa e importante no clássico, liderança consolidada. Agora vem aí uma longa paragem para jogos das seleções que não vem na melhor altura (nunca vem), porque o FC Porto está num momento de melhoria de forma e de processos. Que ninguém, dos convocados para as seleções, se lesione e que os que ficam no Olival aproveitem para trabalhar bem, assim como os lesionados aproveitem para recuperar, ou regressados de lesão, aproveitem para recuperar forma física. Vamos Porto!
sábado, 12 de setembro de 2026
Crónica e Análise: Casa Pia 1 - FC Porto 4
1 - Crónica
No final de tarde deste sábado, o FC Porto deslocou-se ao terreno do Casa Pia, em jogo a contar para a 6ª jornada da ILiga. No final do encontro verificou-se a vitória dos Dragões por 1-4.
Para este jogo Francesco Farioli apostou num onze composto por: Diogo Costa; Alberto Costa, Jan Bednarek, Jakub Kiwior, Francisco Moura, Pablo Rosario, Inbeom Hwang, Gabri Veiga, William Gomes, Pepê e André Silva.
O FC Porto entrou determinado a marcar o mais rápido possível. Bednarek foi o primeiro a tentar criar perigo, mas sem sucesso. Depois foi Gabri Veiga a tentar a sorte, com a bola a ir ao poste. Mais tarde, ao minuto 43, foi assinalada grande penalidade a favor do Casa Pia, que colocou-se na frente do Marcador. O FC Porto foi rápido a reagir à desvantagem e André Silva, ainda antes do intervalo, repôs a igualdade no marcador.
No segundo tempo, ao minuto 60, Kiwior completou a reviravolta no marcador. E ao minuto 67, Borja Sainz aumentou a vantagem portista. Por fim, ao minuto 91, foi assinalada grande penalidade a favor do FC Porto que Santiago Gimenez se encarregou de converter no quarto golo dos Dragões, o seu primeiro golo de azul e branco.
Com este resultado o FC Porto lidera o campeonato com 18 pontos.
2 - Análise
O regresso ao campeonato depois da Liga dos Campeões. Tipicamente jogos complicados, pela mudança do shippe e por ser um jogo após outro exigente. Para além disso, tratava-se de um jogo num terreno onde no ano passado o FC Porto perdeu, portanto, era importante quebrar esta barreira. Por tudo isto, não se esperava um jogo fácil e, de facto, não o foi. Não considero que o FC Porto tenha feito um jogo brilhante, sem ser mau, considero que fez um jogo competente, que obrigou a reagir à desvantagem. O FC Porto entrou determinado a marcar cedo, mas faltou afinar a pontaria ou definir melhor os lances de ataque. Depois os da casa colocaram-se na frente do marcador e foi necessário reagir. E o FC Porto reagiu depressa, marcando antes do intervalo. Na segunda parte os Dragões não só completaram a cambalhota no marcador, como marcaram mais 2 golos para consolidar a vitória. Deste jogo destaco André Silva, Jakub Kiwior, Borja Sainz e Santiago Gimenez, pelos golos.
Em suma, o FC Porto venceu de forma justa um jogo que não se esperava fácil. Na próxima jornada há jogo grande no Dragão. Vamos Porto!
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Antevisão da 6ª Jornada da ILiga
1 - Aqui está a antevisão de Francesco Farioli da 6ª jornada da ILiga, frente ao Casa Pia.
"“NÃO HÁ TEMPO PARA DISTRAÇÕES. FOCO TOTAL E MÁXIMA ENERGIA NO JOGO COM O CASA PIA”
Francesco Farioli perspetivou a deslocação a Rio Maior, da sexta jornada da Liga (sábado, 18h00)
A derrota do ano passado em Rio Maior “ainda está fresca na memória” de Francesco Farioli e, por isso, o treinador garante não haver “tempo para distrações”. “Foco total e máxima energia no jogo com o Casa Pia” são os requisitos obrigatórios para os jogadores que “competiram bem frente ao Manchester City e correram mais do que o adversário”, mas têm de entrar no duelo da sexta jornada da Liga (amanhã, 18h00, Sport TV1) “bem preparados, muito focados e com vontade de fazerem um grande jogo”. Victor Froholdt “ainda está a cumprir o protocolo” e é baixa confirmada para o líder do campeonato.
A derrota em Rio Maior na época passada
“O jogo do ano passado ainda está fresco na nossa memória. As condições não eram as melhores, o relvado não estava em muito bom estado, mas não foi esse o maior problema. Concedemos várias situações e acabámos por pagar caro por isso. Mesmo a atacar com tudo, não conseguimos vencer e foi a primeira derrota na Liga. As memórias desse jogo ainda estão bem vivas. Estamos numa nova temporada, eles mudaram o treinador e têm alguns novos jogadores. Mudaram bastante em termos de dinâmicas, jogam um futebol positivo e tentam ter a bola, jogam com uma linha de quatro defesas, há algumas mudanças. É um adversário que quer os três pontos, mas nós também queremos muito, porque são fundamentais para a nossa caminhada. Queremos treinar bem hoje e ir bem preparados para o ambiente que vamos encontrar. Temos o desejo e a necessidade de voltar de Lisboa com os três pontos.”
Victor Froholdt
“Infelizmente o Victor Froholdt ainda não está disponível. Foi um trauma grande, como se vê nas imagens. Está a recuperar bem, mas ainda está a cumprir o protocolo e não podemos contar com ele.”
A análise justa ao duelo com o Manchester City
“Acho que a energia dos jogadores está boa. Sei que as minhas opiniões depois do jogo despoletaram alguns comentários por ter dito que tinha sido um jogo fantástico. Estava relacionado com todo o contexto do duelo, não nos podemos esquecer que nos faltavam cinco jogadores para defrontar uma das melhores equipas do mundo. Ainda assim, competimos bem, o jogo esteve em aberto até aos 92 minutos. Se calhar não criámos um grande volume de oportunidades, mas os zero remates enquadrados são apenas uma estatística. Há coisas que as estatísticas não mostram, como as 14 ou 15 vezes em que chegámos perto da área deles em vantagem ou igualdade numérica e falhámos por alguns centímetros no momento de definir. Analisando bem, penso que a equipa competiu muito bem, teve a capacidade de lutar a nível físico e de correr mais do que o adversário. Claro que poderíamos ter criado mais perigo, mas a análise é positiva e eu fi-la. Duvido que alguns dos vossos colegas tenham feito o mesmo. À parte disso, não ficámos satisfeitos com o resultado, foi um jogo que exigiu muito de nós física e mentalmente, tivemos um dia para recuperar toda a gente e hoje e amanhã de manhã para preparar o jogo da melhor forma e chegar ao jogo com o estômago vazio e a vontade de competir por mais três pontos.”
Foco total no Casa Pia
“Nós dizemos sempre o mesmo, que encaramos o calendário jogo a jogo. Queremos tirar o máximo de cada jogo e amanhã não é exceção. Não podemos desperdiçar energia a pensar no clássico porque temos tempo suficiente para recuperar até lá. Não há tempo para distrações. Foco total e máxima energia no jogo com o Casa Pia.”
Oskar Pietuszewski
“O Oskar Pietuszewski está a recuperar de duas lesões. Já está a treinar parcialmente com a equipa, mas teremos de ter bastantes certezas antes de voltar para garantir que não volta a acontecer. Prefiro ter um cuidado extra porque é um jogador com grande explosão e queremos tê-lo de volta em plena forma para nos ajudar com todas as suas qualidades”.
A frente de ataque
“A necessidade de termos os nossos pontas de lança em condições vai ser chave. O André Silva é o que está em melhor forma e está a ser irrepreensível em termos de contribuições para golo e entendimento do jogo. Quanto ao Santiago Gimenez, vem de dois anos com pequenas lesões, ainda que uma delas tenha obrigado a que parasse mais tempo. Não fez a pré-época no AC Milan, mas agora está aqui e muito motivado para ajudar a equipa. Estivemos a beber café antes de vir para aqui e ele parece bastante feliz, com o espírito certo e o desejo de ajudar a equipa. Vai precisar de algum tempo. Se for à seleção, esperemos que some minutos e consiga treinar num bom ritmo. Se ficar, será ainda melhor porque serão três semanas para trabalhar da melhor forma. Quanto ao Samu, está a trabalhar muito e a desafiar todas as probabilidades, mas não gosto de colocar os meus jogadores em perigo, por isso primeiro temos de ter todas as luzes verdes do departamento médico. Será um prazer para mim, para os colegas e para os adeptos ter as suas qualidades e energia de volta.”
Os níveis físicos do plantel
“Para jogar àquele nível é preciso entender o ritmo do jogo, porque quando o adversário acelera, os nossos jogadores têm de perceber a densidade de espaços abertos, especialmente porque não queremos perder a nossa identidade, por isso jogámos muitas vezes em homem a homem e recuperámos uma bola ao guarda-redes que quase resultava em golo. Em termos de trabalho da equipa não podia estar mais satisfeito, a equipa correu mais do que o Manchester City, mesmo tendo eles um perfil físico distinto, mas compensámos isso com muita vontade e com o trabalho que fizemos durante as últimas semanas para conseguirmos competir nestes jogos. Os jogadores fizeram um jogo fantástico. Já na época passada tínhamos corrido mais do que os adversários nos 53 jogos que fizemos, neste ano o nível subiu, mas estamos com as mesmas referências. Sabemos o que exige o nosso estilo de jogo, mas a equipa tem conseguido lidar com isso e, em breve, quando todos estiverem aptos, vamos ter soluções para rodar a equipa e manter toda a gente com as pernas e a cabeça frescas como estivemos e como estamos.”
Seko Fofana
“Sobre o Seko Fofana, digo o mesmo que disse sobre o Santiago Gimenez. Chegou nos últimos dias do mercado, veio com uma lesão do Stade Rennais e teve um verão muito curto. É um jogador muito físico, precisa de estar com um nível muito alto, para já consegue causar impacto, mas ainda não o vejo com capacidade para começar de início. A pausa internacional vai ser fundamental para voltar ao nível a que estava na temporada passada. A partir daí, vou tomar as melhores decisões possíveis.”
Ainda a Champions
“Os clipes virais não nos dão pontos. Tivemos bons momentos e boas jogadas, mas serem bons não chega para ganhar. Quando tivermos de volta jogadores como o Oskar Pietuszewski ou o Samu vai ser possível refrescar a equipa, porque não é fácil manter sempre este ritmo sem rodar. Por exemplo, para o William Gomes manter este ritmo e esta intensidade não é fácil. Tem jogado sempre a titular, no ano passado era um jogador que estava habituado a partir o jogo quando entrava e agora está a fazer o mesmo desde o início, o que pode levar a uma certa carga mental. Apenas tem 19 ou 20 anos, era suplente e agora esteve a jogar frente a um jogador que custou 80 ou 90 milhões de euros. Claro que nestes jogos a eficiência baixa um pouco, mas isso não devia ser uma crítica, é apenas um facto. Estamos num processo de crescimento e de ganho de experiência para certos jogadores. Foi o meu primeiro jogo de Liga dos Campeões, mas também foi o primeiro do Alberto Costa e do Gabri Veiga, que fizeram grandes exibições, tal como o William Gomes. Temos de perceber onde estamos na nossa caminhada e todo o contexto levou ao meu comentário de que o jogo tinha sido positivo. O Manchester City já está no passado, o foco está totalmente depositado no Casa Pia, um jogo fora de casa num campo em que nos custou jogar na época passado. Estamos bem preparados, muito focados e com vontade de fazer um grande jogo amanhã às 18h00.”"
Retirado do site oficial do FC Porto
2 - O meu palpite para a equipa titular é:
Diogo Costa; Alberto Costa, Jan Bednarek, Jakub Kiwior, Martim Fernandes, Pablo Rosario, Alan Varela, Gabri Veiga, William Gomes, Pepê e André Silva.
3 - Sobre o jogo
Não se espera um jogo fácil, mas espera-se que os comandados de Francesco Farioli transformem as dificuldades em facilidades. Para tal espera-se um FC Porto competente; concentrado; coeso; confiante; empenhado; rigoroso; ambicioso; motivado; sólido; solidário; unido; e eficaz tanto a defender como a atacar.
Força FC Porto!
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Crónica e Análise: FC Porto 0 - Manchester City 2
1 - Crónica
Na noite desta terça, o FC Porto recebeu o Manchester City, em jogo a contar para a 1ª jornada da fase de liga da Liga dos Campeões. No final do encontro verificou-se a derrota dos Dragões por 0-2.
Para este jogo Francesco Farioli apostou num onze composto por: Diogo Costa; Alberto Costa, Nehuén Pérez, Jakub Kiwior, Martim Fernandes, Pablo Rosario, Alan Varela, Gabri Veiga, William Gomes, Pepê e André Silva.
Na primeira parte, o FC Porto foi o primeiro a procurar criar perigo por intermédio de Gabri Veiga, com o guarda-redes adversário a defender, ainda assim, o lance foi invalidado por fora de jogo. Do outro lado do campo, Diogo Costa, por três vezes, duas no mesmo lance, travou tentativas do City.
No segundo tempo, ao minuto 47, o Manchester City colocou-se na frente do marcador. O FC Porto procurou responder e ao minuto 53, André Silva ficou perto do empate, assim como Alan Varela, ao minuto 56, viu a bola passar perto da baliza contrária. Os Dragões mantiveram a desvantagem na margem mínima até ao minuto 91, quando o Manchester City ampliou a vantagem.
2 - Análise
Dois anos depois, o FC Porto está de regresso a Liga dos Campeões e o Dragão encheu de portistas para apoiar a equipa frente a um Manchester City que investiu muito dinheiro em reforços. Em teoria, esta seria a melhor altura para defrontar o City, já que ainda está a encaixar as peças depois de várias mudanças. Ao FC Porto não faltou apoio na bancada, num jogo que não foi de encher o olho, os Dragões fizeram o possível para contrariar o favoritismo do adversário. Na minha perspectiva, o FC Porto não esteve completamente mal, mas faltou decidir melhor na frente e não ter medo de rematar. É que nestes jogos, não da para ter medo de arriscar quando surgem as oportunidades, que podem ser poucas. A verdade, também, é que talvez há jogadores a quem faltou maturidade, ainda há que deixar para trás o registo Liga Europa. Sendo realista, este seria o desfecho mais natural, mas, nós portistas, aprendemos que o poder financeiro nem sempre entra em campo e as vezes é possível fazer frente. Foi com essa esperança que os portistas encheram o Dragão. Desta vez o FC Porto não foi feliz, mas que nunca nos falte a esperança, o sonho e a ambição, Afinal de contas sabemos que não é por adversários terem planteis mais ou menos valiosos que o FC Porto deixou de ter sucesso. O FC Porto não merecia perder por 2 golos de diferença. E não, não é esta derrota que deita por terra todo o trabalho desenvolvido até aqui. Há coisas a corrigir e a melhorar, sim, e todos sabemos que sim, mas este resultado não pode ser encarado como um travão na evolução e sim como algo que faz parte do crescimento da equipa, para ganhar maturidade e traquejo nestes jogos de Liga dos Campeões. Segue-se a ILiga. Vamos Porto!