sábado, 25 de abril de 2026

Antevisão da 31ª jornada da ILiga

        1 - Aqui está a antevisão de Francesco Farioli da 31ª jornada da ILiga, frente ao Estrela da Amadora. 


“ESTAMOS COM A ENERGIA E O ESPÍRITO CERTOS NESTA RETA FINAL”

Francesco Farioli alerta para “o ambiente difícil” que se fará sentir na Amadora (domingo, 18h00)

O compromisso da equipa principal do FC Porto “é dar ao Clube e aos adeptos o que merecem” e Francesco Farioli vê o grupo “com o espírito e a mentalidade certos nesta reta final” para “abordar da melhor forma e com a melhor atitude” um jogo com “um ambiente difícil” frente ao Estrela da Amadora, “uma equipa que está à procura de amealhar pontos” (domingo, 18h00, Sport TV1).
Certo de que “ninguém está acima dos interesses do Clube e do que é preciso para ganhar”, o treinador frisa que o plantel vive numa “bolha azul” de que só sai “para ver o que diz a família portista” e assegura: “Quando vemos uma equipa a lutar com toda esta vontade, a superiorizar-se em dobro ao esforço do oponente e a correr mais do que o adversário em 49 jogos, podemos claramente dizer que estamos no caminho certo para devolver o FC Porto ao lugar a que pertence”.
“Martim Fernandes vai voltar” e é uma “opção forte para o jogo de amanhã e para o resto da época”, ao passo que Zaidu “está parcialmente a recuperar e hoje estará parcialmente com a equipa”.
À espera de dificuldades na Reboleira
“É um jogo muito importante fora de casa, historicamente complicado e difícil também por ser contra uma equipa que está à procura de amealhar pontos nesta fase importante da temporada. Gosto muito dos padrões que eles têm, há ali muito trabalho bem feito, além de jogadores com qualidade individual. É um jogo que temos de abordar da melhor forma e com a melhor atitude perante um ambiente difícil que vamos enfrentar.”
Terem Moffi
“O que aconteceu entre o Terem Moffi e o OGC Nice é conhecido e acho que há um claro desejo de ambas as partes de haver uma separação, por isso vamos ver o que acontece. Temos uma opção para comprar e estamos dispostos a ouvir as condições.”
Thiago Silva
“É o desejo do Clube, de todos os jogadores e o meu desejo pessoal que o Thiago Silva vá ao Mundial. É um dos objetivos que ele traçou quando falámos pela primeira vez, está no futebol europeu e num Clube com certas exigências e intensidade. Está com o ritmo certo, já jogou mais de mil minutos, o que é um grande número em meia temporada, já alinhou em jogos europeus, vai dar-nos uma ajuda importante nos jogos que restam na Liga, mas nunca podemos esquecer que a prioridade é o FC Porto. O FC Porto está acima de mim, do Thiago Silva ou do Diogo Costa. Não há ninguem que esteja acima dos interesses do Clube e do que é preciso para ganhar. Nos últimos jogos, tomei uma decisão estratégica, não por o Thiago Silva não estar em forma, mas por sentir que precisávamos de caraterísticas diferentes nesses momentos. Ele está a trabalhar muito bem, com um compromisso muito forte para com o Clube e a equipa, está em boa posição para estar na convocatória do Carlo Ancelotti e já provou que pode dar muito, dentro e fora de campo. É mais um momento para celebrar a carreira de um jogador lendário.”
À margem de qualquer ruído
“É um jogo importante. Após o jogo com o CD Tondela, disse que íamos passo a passo, estamos na nossa bolha azul e a única vez que saímos para ouvir o que dizem lá fora é para escutar a família portista. Eles merecem a nossa atenção e motivação. Vamos passo a passo e depois vemos que futuro se seguirá.”
As incidências do jogo da Taça
“Se voltarmos ao jogo da Taça, há um jogo antes e depois do quinto minuto. As imagens são claras, há três árbitros perto do lance, mais dois com monitores, por isso acho que os dois minutos em que o jogo esteve parado pelas lesões do William Gomes e do Gonçalo Inácio foram suficientes para ver o que tinha acontecido. Tudo o que aconteceu depois, já pondo de lado os três possíveis penáltis, foi condicionado por isso, poderia ter mudado a dinâmica do jogo. É o único comentário que tenho a fazer sobre o jogo da última quarta-feira.”
O compromisso para com o Clube e os adeptos
“O resultado não foi o que queríamos, a exibição foi bastante boa. A voz do Dragão falou muito alto, é algo comum sentir este apoio dos adeptos após desfechos indesejados como as duas eliminações recentes. Estamos totalmente conectados com o nosso trabalho e com o que temos de fazer. O nosso compromisso é dar ao Clube e aos adeptos o que merecem, estamos num momento muito importante da época e com o espírito e a mentalidade certos nesta reta final. É isso que temos de transportar para o jogo de amanhã.”
Ainda o FC Porto-Sporting
“Já fui muito claro. O comentário sobre o último jogo termina ao quinto minuto. Se voltarmos atrás a todos os lances da época, a nossa lista é mais longa do que a de todos os outros. Não estamos contentes por ver jogadores lesionados, mas é parte do futebol. Quando a bola está envolvida, trata-se de futebol, mas já vimos alguns episódios esta temporada em que a bola está bastante longe. Vi o pé do Morten Hjulmand e estou curioso para ver também o pé do Gonçalo Inácio.”
“O FC Porto está de volta”
“A minha frase é relacionada com o espírito da equipa. Quando vemos uma equipa a lutar com toda esta vontade, a superiorizar-se em dobro ao esforço do oponente e a correr mais do que o adversário em 49 jogos, podemos claramente dizer que estamos no caminho certo para devolver o FC Porto ao lugar a que pertence.”
As exibições de Deniz Gül e Terem Moffi
“Estou muito confiante. Os números falam alto, não podemos negar o que dizem, mas, se falarmos por exemplo do Deniz Gül, marcou um golo ao FC Famalicão que foi anulado por 13 centímetros. Não é o seu momento de maior sorte, as exibições que fez no Estoril, frente ao Nottingham e frente ao Sporting foram boas, claro que parte da avaliação de um avançado é a contribuição para golos e neste aspeto faltam números, mas tem dado um grande contributo, fez uma assistência frente ao CD Tondela, a entrada do Terem Moffi contra o Sporting também foi muito positiva, quase marcava num lance em que o guarda-redes fez uma grande defesa. Eles têm de continuar a trabalhar, a acreditar que os golos vão aparecer e a manter o ritmo que têm apresentado.”
Martim Fernandes e Zaidu
“O Martim Fernandes vai voltar. Esta semana já melhorou, mas antes do último jogo só tinha completado uma sessão de trabalho com a equipa. Ontem e hoje está com a equipa e é uma opção forte para o jogo de amanhã e para o resto da época. O Zaidu está parcialmente a recuperar e hoje estará parcialmente com a equipa.”
A gestão de esforço ao longo da temporada
“Gerimos muito bem o grupo. A prova surgiu nos últimos jogos, mesmo com dez jogadores. Se virmos o jogo em Nottingham e os últimos 15 minutos contra o Sporting e analisarmos o combustível que os jogadores tinham nas pernas e os pulmões que tinham para correr, só podemos ver que a equipa está num alto nível, o trabalho foi bem feito em termos de gestão física e de planeamento do esforço, não esquecendo que a equipa jogou o Mundial de Clubes e teve uma preparação e descanso curtos para a temporada. Isso dá mérito a tudo o que foi feito e ao trabalho dos jogadores, que continuam a jogar com grande intensidade. Há 15 minutos mencionei isso: quando tens 49 jogos e em todos eles corres mais cinco quilómetros, em média, do que o adversário, diz muito do esforço que a equipa tem feito para representar o espírito do Dragão.”
A sobrecarga competitiva
“Nas minhas experiências anteriores, sempre me preocupei muito com a saúde dos jogadores. Num regime como este, de mais de 50 jogos na temporada, não importa apenas a fadiga, mas o desgaste físico e mental, a quantidade de viagens que temos, o pouco descanso que temos entre jogos. Acredito que, daqui a pouco tempo, surgirá uma regra da FIFA a regular os minutos dos jogadores ao longo da temporada. Chegar ao fim de uma temporada com atletas a somarem mais de 5 mil minutos, sem considerar os compromissos de seleções, é insustentável a longo prazo. O Rodri, do Manchester City, é um dos melhores exemplos disto de que falo, voltou agora de uma lesão muito grave. Temos de tratar melhor dos jogadores, com um melhor calendário e melhor planeamento semanal de forma a prolongar as suas carreiras.”
O planeamento para a reta final
“Estamos sempre com o ritmo de jogar de três em três dias, com toda a equipa envolvida. Disseste que usamos 18 ou 19 jogadores que se podiam sentir titulares, isso agora pode ser atenuado pelo calendário. Vamos apenas jogar uma vez por semana, com mais tempo para treinar, e temos de ser muito precisos nos pontos que queremos melhorar sem sobrecarregar os atletas. Estou convencido de que todos se sentem tão parte deste grupo que, quaisquer que sejam as decisões que tome, 99,99% delas serão 11 jogadores de início e cinco para entrar, por isso 16 jogadores vão estar envolvidos. Não é um momento para alguém se queixar, têm de pensar em aproveitar os minutos que vão ter e não nos que não vão ter por minha decisão. Temos um grupo que é suficientemente maduro para perceber isso e para abordar estas últimas semanas com o espírito que é necessário para conseguirmos o nosso objetivo.””


Retirado do site oficial do FC Porto


2 - O meu palpite para a equipa titular é: 

Diogo Costa; Alberto Costa, Kiwior, Bednarek, Francisco Moura, Pablo Rosario, Victor Froholdt, Gabri Veiga, Oskar Pietuszewski, Pepê e Deniz Gül


3 - Sobre o jogo 

Não se espera um jogo fácil, mas espera-se que os comandados de Francesco Farioli transformem as dificuldades em facilidades. Para tal espera-se um FC Porto competente; concentrado; confiante; coeso; ambicioso; motivado; empenhado; rigoroso; sólido; solidário; unido; e eficaz tanto a defender como a atacar. 

    Força FC Porto!


quarta-feira, 22 de abril de 2026

Crónica e Análise: FC Porto 0 - Sporting 0

        1 - Crónica 

Na noite desta quarta, o FC Porto recebeu o Sporting, em jogo a contar para a 2ª mão da meia final da Taça de Portugal. No final do encontro verificou-se um empate a 0. 
Para este jogo Francesco Farioli apostou num onze composto por: Diogo Costa; Alberto Costa, Thiago Silva, Jan Bednarek, Jakub Kiwior, Pablo Rosario, Victor Froholdt, Gabri Veiga, William Gomes, Oskar Pietuszewski e Deniz Gül.
O FC Porto entrou em campo com uma desvantagem de 1-0, fruto da vantagem do Sporting alcançada em Alvalade na 1ª mão da meia final. 
Foi uma primeira parte sem ocasiões claras de golo para ambas as equipas. 
No segundo tempo, o FC Porto pressionou mais, aproximou-se com mais perigo da área do Sporting que ia aguentando como podia a vantagem trazida da primeira mão. Alan Varela foi o primeiro a tentar a sorte. Seguiu-se Victor Froholdt, que testou os reflexos do guarda-redes adversário. Minutos depois, Kiwior viu a bola passar perto do poste após um cruzamento. Contudo já muito perto do final Alan Varela viu o cartão vermelho, numa altura em que a equipa estava a tentar chegar ao objetivo com todas as armas. Do outro lado do campo, pela primeira vez neste jogo, o Sporting criou perigo, com Diogo Costa a levar a melhor. E, do outro lado do campo, na última oportunidade do jogo, o guarda-redes do Sporting travou um remate de Terem Moffi e na recarga, Victor Froholdt atirou por cima.
Com este resultado o FC Porto fica fora da final da Taça de Portugal.

2 - Análise 

O FC Porto entrou para esta segunda parte da eliminatória em desvantagem, por 1-0, mas entrou com vontade de fazer tudo para reverter a desvantagem. E os Dragões estiveram tão perto de o conseguir. O FC Porto fez um jogo interessante, mas faltou hoje algo que faltou   tantas outras vezes, definir melhor no último passe e acertar na baliza. Mas a equipa não pode, de forma alguma, olhar para este jogo e resultado como algo negativo. É certo que ficamos fora de uma competição, mas caímos de pé. Sei que as vitórias morais não servem para nada, mas a verdade é que o nosso principal objetivo está muito perto e, neste momento, a equipa tem de focar nesse facto a cem por cento. 
Em suma, o FC Porto fez tudo para reverter a desvantagem, mas faltou uma pontinha de sorte para o conseguir. Agora, foco total no campeonato. Vamos Porto! 
 

terça-feira, 21 de abril de 2026

Antevisão da 2ª Mão das Meias Finais da Taça de Portugal

                1 - Aqui está a antevisão de Francesco Farioli da 2ª mão da meia final da Taça de Portugal, frente ao Sporting.


“VAMOS JOGAR COM A MENTALIDADE QUE OS ADEPTOS NOS INCUTEM”

Francesco Farioli sabe que “o fator casa se fará notar” no clássico frente ao Sporting (quarta-feira, 20h45)

Em desvantagem nas meias-finais da Taça de Portugal (0-1), o FC Porto recebe o Sporting na segunda mão e Francesco Farioli está certo de que “o fator casa se fará notar” no Estádio do Dragão (quarta-feira, 20h45, RTP1). “Acredito mesmo que nos podemos exibir ao mais alto nível e conseguir a reviravolta ao resultado obtido em Alvalade”, frisa o líder de uma equipa que vai entrar em campo para “jogar com a mentalidade que os adeptos incutem”: “Queremos mostrar quem somos para seguirmos para a final, que é o que temos em mente desde que entrámos na prova”.
Martim Fernandes “vai voltar à equipa”, Zaidu “vai continuar de fora, no processo de recuperação”, e o treinador garante que dentro das quatro linhas estará um grupo “que se comporta dignamente, que é forte, muito agressivo e está disposto a fazer uma grande exibição a todos os níveis, mas sem sentimento de vingança”. “Com todas as nossas limitações e problemas, a equipa sempre se esforçou ao máximo para ultrapassar as ausências e dificuldades e para jogar com o espírito do Dragão. É o que temos feito até agora e é o que queremos fazer amanhã”, resumiu.
Foco total na reviravolta
“É a quarta vez que os defrontamos. Não concordo com a ideia de que os conhecemos, porque nunca sabemos o que vamos encontrar. Vamos ver amanhã que tipo de estratégia será aplicada. É um grande jogo contra um adversário muito forte, como sempre disse. Tenho a certeza de que o fator casa se fará notar, acredito mesmo que nos podemos exibir ao mais alto nível e conseguir a reviravolta ao resultado obtido em Alvalade.”
Martim, Zaidu e os adeptos incansáveis
“O Martim Fernandes vai voltar à equipa e o Zaidu vai continuar de fora, ainda está no processo de recuperação. Sobre o recorde de assistência no Estádio do Dragão, há uma grande ligação entre a equipa e os adeptos, sabemos como os portistas são, sentimo-los em cada estádio onde jogamos. Estamos muito agradecidos. Esta aceleração dos números deve-se a termos começado a época com uma equipa muito jovem que não era favorita à conquista do campeonato, mas com o espírito de voltar ao melhor nível e de construir esse regresso em pilares bem sustentados. Este processo tem sido muito rápido, já houve jogos em que não fomos perfeitos, mas em poucas ocasiões os adeptos deixaram o estádio a pensar que não demos tudo. Com todas as nossas limitações e problemas, a equipa sempre se esforçou ao máximo para ultrapassar as ausências e dificuldades e para jogar com o espírito do Dragão. É o que temos feito até agora e é o que queremos fazer amanhã.”
Um jogo sem precedentes
“O jogo de amanhã está à parte do que aconteceu nas restantes competições, tem uma história completamente diferente das nossas caminhadas europeias e do campeonato. É um jogo único que nos pode guiar à final. Será um grande jogo frente a uma boa equipa, contra a qual temos lutado em todas as competições internas. A motivação será natural para um jogo incrível. Não acredito que o espírito deles esteja em baixo, porque vão defrontar o principal rival, a equipa contra quem lutaram a temporada toda. Desde que jogámos lá que temos esta vontade de os receber aqui no Estádio do Dragão, fazer um grande jogo e dar a volta à eliminatória com muita crença e desejo. Acredito que temos todas as possibilidades de o fazer. Conhecemos as qualidades individuais e coletivas deles, que já provaram nas várias competições, mas queremos mostrar quem somos para seguirmos para a final, que é o que temos em mente desde que entrámos na prova.”
O espírito do Dragão
“Encaramos todos os jogos com este espírito. Todas as semanas temos de somar pontos porque o ritmo dos nossos adversários é muito alto e o que o dérbi de domingo provou foi que estamos a competir com duas equipas muito fortes e que vão ter algo a dizer até ao final do campeonato. O jogo de amanhã é importante, mas só dá acesso à final, ainda falta um jogo depois ser disputado. Vamos passo a passo, amanhã podemos ter 90 minutos, 120 ou penáltis, tem de ser um jogo muito bem jogado do ponto de vista mental, tático e físico. Há muitos pormenores que podem sentenciar o jogo, o que requer muita atenção e concentração nos momentos defensivos e ofensivos, ainda mais do que as habituais, e também resiliência dos jogadores para que corram ainda mais cinco metros. Este jogo vai mesmo exigir uma exibição de alto nível. Acredito que estamos em boa forma para darmos essa boa réplica e o Estádio do Dragão fará o resto.”
A atitude de sempre
“A parte logística é uma das poucas áreas em que não tenho intervenção. Vamos recebê-los bem em campo, com a organização, o espírito e a agressividade certa em cada duelo, com a crença e o desejo de seguirmos em frente.”
Miguel Nogueira
“Já dirigiu o clássico com o Benfica, já esteve aqui muitas vezes como quarto árbitro e espero uma grande exibição porque terá grande influência no jogo e só as pessoas que merecem estar neste jogo é que vão estar. A nomeação indica que tem a qualidade para fazer um bom trabalho.”
Alan Varela
“Treinámos grandes penalidades, claro, tal como fizemos antes do jogo com o Nottingham. Claro que é sempre difícil replicar a pressão que existe no jogo, mas temos os nossos truques para gerar mais pressão aos jogadores. O Alan Varela assumiu uma grande penalidade muito importante em Guimarães, temos total confiança nele e, se houver uma oportunidade, ele terá a responsabilidade e a personalidade para bater e marcar.”
Preparados para os diferentes cenários
“O que é importante é abordar o jogo lance a lance, fazer uma grande exibição. Começamos a perder 1-0, mas isso não nos tem de levar à loucura desde o primeiro minuto. Temos de entrar fortes, como em todos os jogos. Às vezes ter mais bola faz com que pareças mais ofensivo, uma vez até dei os números das bolas que recuperámos no meio-campo ofensivo para mostrar que a demonstração de agressividade se faz sobretudo sem bola. Com bola, temos de enfrentar uma estrutura que é mais conservadora e obriga-nos a ter mais paciência porque, se atacarmos rapidamente no momento errado, vamos expor-nos ao contra-ataque, que é algo que queremos evitar. O jogo de amanhã tem de estar bem planeado para os diferentes cenários, temos de estar preparados para desfechos distintos, estamos mentalmente na forma certa, tal como a nível físico, como se viu no jogo frente ao CD Tondela, o terceiro em que percorremos maior distância em sprint depois de jogarmos com dez jogadores em Inglaterra. Não é suficiente, mas são elementos que nos dão a certeza de que podemos fazer uma boa exibição contra uma equipa forte. A combinação de vários fatores vai determinar o resultado.”
À margem de qualquer poluição
“Não precisamos de mais combustível para estarmos motivados. Estamos numa posição em que não precisamos de barulho ou caos, estamos muito confiantes e cientes das nossas qualidades e debilidades, estamos a tentar melhorar todos os dias. O resto, essa poluição que se vê nos comentários, não entra no balneário. Quero ver uma equipa que se comporta dignamente, que é forte em campo, muito agressiva e que está disposta a fazer uma grande exibição a todos os níveis, mas sem sentimento de vingança. A corrida é connosco mesmos. Vamos fazer de tudo para jogar esta meia-final com a mentalidade que os adeptos nos incutem, desligados das palavras que foram ditas nos últimos meses.”
Pepê e o ponto de partida para a segunda mão
“Se compararmos a eliminatória com o Nottingham e esta, há um grande período de distância. Acho que devíamos reconectarmo-nos à eliminatória a partir de um sprint que o Pepê faz aos 96 minutos para parar um jogador do Sporting de ir para a baliza. Acredito que essa corrida pode ser a que sela o apuramento, foi a que nos dá mais hipóteses de nos qualificarmos amanhã e é representativa de quem somos, de como esta equipa se comporta, o sacrifício que todos os jogadores fazem diariamente e o Pepê é um dos exemplos deste grupo. É um jogador que foi criticado por não marcar muito na Liga, mas faz um trabalho invisível, ajuda-nos sempre noutras coisas, faz um trabalho que cria melhores condições para os colegas. O que fez em Alvalade é o ponto de partida para esta eliminatória. Acho que essa ação será a que lembraremos como decisiva para o apuramento.”
A rotina na preparação do clássico
“De fora, é difícil acreditar, mas se perguntar aos nossos jogadores, preparamo-nos sempre da mesma forma, seja contra quem for ou para que jogo seja. Sou muito paranoico na forma como gosto de manter a rotina e olhar para todos os jogos da mesma forma, percebendo sempre que temos momentos diferentes em cada jogo. Uma das minhas principais regras é respeitar da mesma forma todos os adversários. Quanto às performances frente às equipas grandes, acho que fizemos um grande trabalho até agora, mas o passado está no passado, este é um novo capítulo e um novo momento da temporada, um jogo com muita história. Temos o desejo de chegar à final, demore 90 minutos, 120 ou penáltis. O que queremos é claro, queremos chegar à final e podem estar certos de que vamos fazer tudo por isso.””



Retirado do site oficial do FC Porto


2 - O meu palpite para a equipa titular é: 

Diogo Costa; Martim Fernandes, Tiago Silva, Bednarek, Kiwior, Pablo Rosário, Fofana, Gabri Veiga, Pepê, Borja Sainz e Moffi


3 - Sobre o jogo 

Não se espera um jogo fácil, mas espera-se que os comandados de Francesco Farioli transformem as dificuldades em facilidades. Para tal espera-se um FC Porto competente; concentrado; coeso; confiante; empenhado; rigoroso; motivado; ambicioso; sólido; solidário; unido; e eficaz tanto a defender como a atacar. 

Força FC Porto! 

domingo, 19 de abril de 2026

Crónica e Análise: FC Porto 2 - Tondela 0

    1 - Crónica 

Na noite deste domingo, o FC Porto recebeu o Tondela, em jogo a contar para a 30ª jornada da ILiga. No final do encontro verificou-se a vitória dos Dragões por 2-0. 
Para este jogo Francesco Farioli apostou num onze composto por: Diogo Costa; Alberto Costa, Jakub Kiwior, Jan Bednarek, Zaidu, Alan Varela, Victor Froholdt, Rodrigo Mora, Pepê, Oskar Pietuszewski e Deniz Gül  
O FC Porto entrou bem em jogo, com Kiwior, ao minuto 2, a tentar criar perigo. Outros tentaram a sorte na primeira parte: Deniz Gül, Oskar Pietuszewski e Alan Varela, sendo que, invariavelmente, esbarravam no guarda-redes adversário que lhes impediu os festejos. Ao minuto 39, Alan Varela teve nos pés a melhor oportunidade da primeira parte, através de uma grande penalidade, mas o guarda-redes contrário disse presente. 
No segundo tempo, ao minuto 48, Gabri Veiga colocou o FC Porto em vantagem no marcador. E ao minuto 66 Victor Froholdt aumentou a vantagem portista. Pouco depois o dinamarquês ficou perto de bisar, não fosse o guarda-redes contrário ter levado a melhor. Minutos depois foi Bednarek quem ficou perto do terceiro golo. 
Com este resultado o FC Porto soma 79 pontos, lidera o campeonato com mais 7 pontos que Benfica, que agora ocupa a segunda posição e mais 8 que Sporting, que passou para terceiro lugar, mas que tem menos um jogo.

2 - Análise 

Depois de ficar de fora da UEL, o FC Porto regressou à ILiga e a casa. Os Dragões entraram em campo sabendo que o Benfica tinha vencido o Sporting e, que por isso, vencer era, ainda mais, importante. Mas não se esperava um jogo fácil e, de facto, não o foi. Na primeira parte, apesar do FC Porto ter somado oportunidades, inclusivamente uma grande penalidade, o guarda-redes estava, quase sempre no caminho da bola. E se não era o Guarda-redes, era um defesa, ou faltava pontaria no momento certo. Mas os azuis e brancos entraram a pressionar na segunda parte e acabaram por marcar cedo. Depois veio o segundo golo e, sinceramente, podia ter sido mais um ou outro. Deste jogo destaco Gabri Veiga e Victor Froholdt, pelos golos. 
Em suma, o FC Porto fez o que tinha de ser feito, venceu e, assim, ficou mais perto de alcançar o seu principal objetivo, ser campeão. Mas ainda falta 4 jornadas, 12 pontos e é preciso manter a cabeça no lugar e os pés no chão. Agora foco na segunda mão da meia final da Taça de Portugal. Vamos Porto!
 

domingo, 12 de abril de 2026

Crónica e Análise: Estoril 1 - FC Porto 3

                                         1 - Crónica 


Na noite deste domingo, o FC Porto deslocou-se ao terreno do Estoril, em jogo a contar para a 29ª jornada da ILiga. No final do encontro verificou-se a vitória dos Dragões por 1-3. 

Para este jogo Francesco Farioli apostou num onze composto por: Diogo Costa; Alberto Costa, Kiwior, Bednarek, Zaidu, Alan Varela, Victor Froholdt, Gabri Veiga, Oskar Pietuszewski, Pepê e Deniz Gül. 

O FC Porto entrou bem em campo e, ao minuto 7, Victor Froholdt tentou a sorte, mas o guarda-redes adversário levou a melhor. Mas o golo dos azuis e brancos não tardaria. Ao minuto 14, Pepê abriu o marcador.  Depois Alan Varela ficou muito perto do segundo golo. Ao minuto 21, Deniz Gül fez golo, que foi anulado por fora de jogo. Ao minuto 33, na sequência de um canto, um jogador do Estoril acabou por introduzir a bola na própria baliza. Até ao intervalo, Deniz Gül acertou no alvo, mas do lado de fora. E Pietuszewski errou o alvo. 

No segundo tempo, antes do minuto 60, Gül tentou a sorte, mas atirou perto do poste. Depois Borja Sainz atirou à baliza contrária, mas o guarda-redes estava lá. Ao minuto 72, Victor Froholdt fez o terceiro golo dos portistas. Ao minuto 78, o Estoril reduziu a desvantagem. Até ao final Borja Sainz, Rodrigo Mora e Terem Moffi, tentaram aumentar a vantagem, mas sem sucesso. 

Com este resultado o FC Porto soma 76 pontos, lidera o campeonato com mais 5 pontos que Sporting e mais 7 que Benfica.


2 - Análise 


Depois de um empate para a Liga Europa, o FC Porto regressou à ILiga Num jogo que se esperava difícil, mas o FC Porto tratou de transformar as dificuldades em facilidades. Os Dragões marcaram dois golos no primeiro tempo, que podiam ter sido mais. No segundo tempo, os portistas marcaram um golo, podiam ter marcado mais. Sofreram um golo quando já tinham uma vantagem de 3 golos, mas esse facto não desconcentrou os azuis e brancos. Foi uma vitória justa. Deste jogo destaco Pepê e , pelos golos. 

Em suma, um jogo difícil, num terreno difícil, uma vitória justa e inequívoca. Agora vem aí a Liga Europa. Vamos Porto! 


sábado, 11 de abril de 2026

Antevisão da 29ª Jornada da ILiga

    1 - Aqui está a antevisão de Francesco Farioli da 29ª jornada da ILiga, frente ao Estoril. 


“A FAMÍLIA PORTISTA TEM DE SE UNIR E EMPURRAR TODA A GENTE NA DIREÇÃO CERTA”

Francesco Farioli quer a equipa “ligada em cada lance” frente ao Estoril Praia (domingo, 20h30)

Em mais um desafio desta reta final “muito exigente” da temporada, o FC Porto desloca-se ao Estoril para medir forças com “uma equipa que tem feito uma época muito positiva” na 29.ª jornada da Liga (domingo, 20h30, Sport TV1) e Francesco Farioli sublinha que “o que mais importa é a equipa estar ligada em cada lance do jogo”, com “a mente fresca em cada decisão e o desejo de abordar todos os duelos com a agressividade habitual”.
Ciente de que “a união vai ser crucial” nestes “últimos 45 dias”, o técnico frisou que “a família portista tem de se unir e empurrar toda a gente na direção certa”, até porque não há “qualquer dúvida de que todos os jogadores estão completamente focados para conseguir o melhor para o FC Porto”: “Sabemos por quem jogamos, pensamos em muita gente por quem queremos lutar, o espírito e a mentalidade estão lá, por isso estamos preparados para encarar estas últimas semanas, em especial o jogo de amanhã”.
O Estoril Praia
“Vamos jogar contra uma equipa que tem feito uma época muito positiva, com um futebol muito ofensivo. Normalmente os jogos do Estoril têm muitos golos, é um dos melhores ataques da Liga, por isso vai ser um jogo complicado e que exige que entremos em campo com a mentalidade certa e na melhor forma.”
O calendário habitual
“Não é a primeira vez. Já fomos os últimos a jogar em 25 ou 26 jornadas, é um cenário que conhecemos bem e, por isso, a prioridade é estar focados no nosso jogo e colocar todas as energias aí.”
Foco bem definido
“Todos os jogos têm peso e importância, o de amanhã é importante, mas está a colocar o peso nas consequências. A verdade é que o que mais importa e o que temos de manter para o resto da temporada é estarmos ligados em cada lance do jogo. Colocar a energia em cenários hipotéticos não nos dá qualquer tipo de vantagem. De fora, construir essa narrativa com possíveis consequências, como já aconteceu antes, é algo que ajuda a vender jornais e respeito o vosso trabalho, mas temos de ir lance a lance e mantermo-nos ligados ao que está a acontecer no presente.”
A eficácia de remate
“É um aspeto em que temos de trabalhar. Falámos depois do jogo frente ao Nottingham Forest, analisámo-lo e ficou ainda mais claro do que me tinha parecido em tempo real. Há sempre que ter em conta as ausências do Luuk de Jong e do Samu, mas a equipa tem tentado responder de forma coletiva. Mencionou o William Gomes, que amanhã não vai estar no jogo e que se chegou à frente no que à contribuição direta para golos diz respeito, tivemos um grande impacto também dos médios e agora cabe a todos trabalharem para colmatar estas ausências que temos na frente. Subir a percentagem de eficácia nos remates será muito importante.”
Experiência e irreverência para atacar todas as frentes
“Temos uma boa mistura entre jogadores jovens e experientes, reunimos todos os elementos: de um lado o sangue-frio que advém da experiência para entrar nesta reta final da temporada e do outro a energia e irreverência dos mais novos. Temos boas caraterísticas no plantel para terminarmos a época da melhor forma e a mistura e a união certas, bem como este espírito familiar que nos ajudou a ultrapassar todas as dificuldades que sentimos desde o início da temporada. Foi uma época de muitas emoções, de muitos momentos difíceis e a resposta da equipa em campo tem sido sempre muito boa. Sabemos por quem jogamos, pensamos em muita gente por quem queremos lutar, o espírito e a mentalidade estão lá, por isso estamos preparados para encarar estas últimas semanas, em especial o jogo de amanhã.”
Oskar Pietuszewski
“Troquei umas palavras com o Oskar Pietuszewski nos últimos dias, quando ele voltou da seleção e depois do jogo com o FC Famalicão, porque achei importante clarificar as minhas decisões. Se pensarmos como a vida dele mudou em dois meses, é incrível. De jogar na fronteira da Polónia, num bom clube mas longe daqui, para vir para um Clube desta dimensão na primeira experiência no estrangeiro com o rótulo de jogador com potencial para desenvolver durante dois ou três anos antes de dar o passo seguinte, e tornar-se um jogador tão importante, o peso nos ombros dele é muito diferente e as expectativas agora estão lá em cima. Cada vez que ele toca na bola todos esperam um golo ou uma assistência, mas essa não é a realidade. Ele é o mesmo Oskar, sabíamos que ele tinha muito talento, mas ainda tem de trabalhar em alguns aspetos. As experiências que viveu na seleção polaca foram significativas e esta primeira semana após o regresso serviu para ele voltar a comprometer-se com a equipa e tem trabalhado muito bem, com a frescura certa. Está pronto para nos ajudar amanhã ao nível que queremos, mas não se espere que cada bola em que ele toque será convertida num golo ou numa assistência. É algo que todos, a começar por ele, têm de ter na cabeça.”
Terem Moffi
“Quanto ao Terem Moffi, sabemos que os nossos adeptos são muito exigentes e isso é bom de certa forma. No último jogo, ele acumulou alguma frustração, mas está a dar tudo o que tem, a trabalhar muito bem e, se olharmos para o crescimento dele nos últimos três meses, só podemos achar que está no caminho certo. Já marcou alguns golos importantes, mais virão, por isso a frustração e emoção do momento tem de ficar lá. A união vai ser crucial para esta fase final da temporada e a família portista tem de se unir e empurrar toda a gente na direção certa. Não tenho qualquer dúvida de que todos os jogadores estão completamente focados para conseguir o melhor para o FC Porto.”
A receita para o sucesso
“Desde o início da época que não podemos perder pontos. Se olharmos para os pontos das três equipas que estão no topo da Liga, estão melhores do que na temporada anterior. Os dois rivais que nos perseguem estão a ser melhores do que na última edição do campeonato, na qual tudo se decidiu na última jornada. Nós estamos bem acima do que fizemos no ano passado. Numa época em que os três candidatos ao título estão a exibir-se cada vez melhor, conseguir os três pontos em cada jogo é crucial. Como disse anteriormente, se durante os 90 minutos estivermos a pensar nas possíveis consequências do resultado, não vamos estar com a atenção de que precisamos para enfrentar todos os perigos que vão surgir. Nada tem de mudar, temos jogado com a pressão certa para ganhar, senão não podíamos estar aqui ao cabo de 45 jogos com 34 vitórias. A abordagem tem de ser a mesma, a mente deve estar fresca em cada decisão e o desejo tem de ser abordar cada lance com a agressividade habitual.”
Rodrigo Mora e Gabri Veiga
“Os nossos médios ofensivos têm tido um grande impacto na equipa. Mencionou o Rodrigo Mora, um jogador muito criativo que, se está a competir ao nível que está e ao ponto de ser chamado até à seleção nacional, não é só pela produção ofensiva, mas pela forma como compete. Está a tornar-se um jogador mais maduro e completo a cada dia, isso diz muito do trabalho que ele tem vindo a fazer diariamente para manter as suas mais-valias e melhorar os pontos em que ainda pode crescer. O Gabri Veiga, que é a outra mente criativa da equipa, foi decisivo em muitos momentos no arranque do último jogo, criou duas ou três oportunidades de golo e fez a assistência para o William Gomes. A avaliação tem sido muito positiva. São dois jogadores que conseguem acrescentar uma variabilidade ao jogo que muito poucos conseguem.”
Em alerta máximo desde o primeiro segundo
“Não sei se me expliquei bem, mas já dei a minha opinião. Das sete ou oito perguntas, quatro ou cinco foram sobre a pressão extra e sobre o quão decisivo é o jogo. O jogo de amanhã é muito importante, mas também o eram os contra o FC Famalicão e contra o SC Braga. Todos os jogos, neste momento da competição e com o ritmo com que estão as equipas que seguem na frente, têm grande valor, mas tentar adicionar um extra de motivação não é o que se pede. Precisamos de continuar a focar-nos em fazer boas exibições, porque é isso que nos colocará mais perto dos resultados que pretendemos. Pensar no que já aconteceu ou no que vai acontecer, de forma positiva ou negativa, não nos dá qualquer vantagem, por isso a nossa mentalidade tem de estar centrada na primeira bola do jogo e em todas as que vamos disputar. É essa a mentalidade que quero para o jogo de amanhã e para todos os que se avizinham. Quando falo em estar na melhor versão, é exibirmo-nos ao mais alto nível.”
Uma exibição diferente do resultado frente ao Nottingham Forest
“Se voltarmos ao jogo frente ao Nottingham Forest, criámos situações suficientes para terminar o jogo com dois ou três golos de vantagem. Ainda poderíamos ter gerado mais chances, mas às vezes esquecemo-nos da realidade, de que estávamos a jogar contra uma das equipas mais valiosas da competição, treinada por um técnico que conhecem muito bem pelas suas reconhecidas qualidades e pelo que fez aqui, por isso estarmos nesta fase da prova a queixarmo-nos de não termos ganho por dois ou três golos diz muito da exibição da equipa. Nem sempre o resultado acompanha a exibição, mas é algo que temos de trabalhar e de aceitar. O Nottingham está agora afastado das nossas preocupações, estamos focados nesta deslocação ao Estoril.”
Martim Fernandes
“Tivemos boas notícias do Martim Fernandes. Apesar do inchaço do tornozelo, os exames revelaram resultados bem mais positivos do que a primeira impressão dava a entender e é uma situação que vamos continuar a acompanhar nos próximos dias. Sobre o autogolo, não é a primeira vez que estamos aqui a falar de momentos de dificuldade ou erros, aconteceu com o Francisco Moura e com o Samu, é parte do jogo. A resposta do Estádio do Dragão foi fantástica, o apoio da equipa foi incrível porque só precisaram de dois ou três segundos para se aperceberem do que estava a acontecer e mais um para o confortarem. Claro que os dois minutos seguintes do Martim não foram nada fáceis, são instantes que ele adoraria esquecer, mas o crescimento também se faz aí. Ele já passou por outros momentos difíceis e voltou ao mais alto nível, ter 20 anos e fazer isso não é fácil, por isso acredito que vai regressar e ajudar-nos porque tem as caraterísticas necessárias para se exibir a um nível de topo. Cabe-nos, aos colegas e aos adeptos, apoiá-lo para que ultrapassemos estes últimos 45 dias muito exigentes. Estamos a jogar por coisas boas, que nos dão as sensações que queremos, e acredito que vamos chegar onde queremos.””



Retirado do site oficial do FC Porto.


2 - O meu palpite para a equipa titular é: 

Diogo Costa; Alberto Costa, Kiwior, Bednarek, Zaidu, Alan Varela, Victor Froholdt, Gabri Veiga, Oskar Pietuszewski, Pepê e Deniz Gül


3 - Sobre o jogo 

Não se espera um jogo fácil, mas espera-se que os comandados de Francesco Farioli transformem as dificuldades em facilidades. Para tal espera-se um FC Porto competente; concentrado; coeso; confiante; empenhado; rigoroso; motivado; ambicioso; sólido; solidário; unido; e eficaz tanto a defender como a atacar. 

Força FC Porto! 


quinta-feira, 9 de abril de 2026

Crónica e Análise: FC Porto 1 - Nottingham Forest 1

  1 - Crónica 


No início de noite desta quinta, o FC Porto recebeu o Nottingham Forest, em jogo a contar para a 1ª mão dos quartos de final da UEL. No final do encontro verificou-se um empate a 1. 

Para este jogo Francesco Farioli apostou num onze composto por: Diogo Costa; Martim Fernandes, Tiago Silva, Bednarek, Zaidu, Pablo Rosário, Fofana, Gabri Veiga, William Gomes, Borja Sainz e Moffi.

O FC Porto foi o primeiro a criar perigo, por intermédio de Moffi, quando ainda nem estava completo o primeiro minuto de jogo, o guarda-redes adversário respondeu com uma defesa e Borja Sainz ainda tentou na recarga fazer melhor, mas o guarda-redes adversário voltou a dizer presente. Mais tarde, minuto 8, Borja Sainz, voltou a tentar a sorte, mas sem sucesso. Ao minuto 10, William Gomes colocou os Dragões em vantagem no marcador. Contudo, ao minuto, o Nottingham Forest chegou ao empate, através de um autogolo de Martim Fernandes. Seguiu-se um período mais equilibrado, sem oportunidades claras de parte a parte. Até que já perto do intervalo, Moffi, voltou a tentar criar perigo, mas o guarda-redes adversário estava lá. 

No início do segundo tempo, William Gomes tentou bisar, mas atirou perto do poste da baliza contrária. Mais tarde, minuto 68, William Gomes voltou a tentar a sorte, com a bola a ser desviada para canto. Ao minuto 69, foi Deniz Gül a não acertar na baliza adversária por pouco. E Minutos depois, foi Froholdt a errar o alvo. Assim como sucedeu com Alan Varela, ao minuto 85. 

Com este resultado o FC Porto vai para a segunda mão com a eliminatória em aberto. 


2 - Análise 


De volta à Liga Europa, o FC Porto começou a eliminatória em casa, o que seria uma boa oportunidade para ganhar vantagem. Não se esperava um jogo fácil e, de facto, não o foi e não foi possível ir para a segunda mão em vantagem. Os dragões até marcaram primeiro, contudo, um autogolo de Martim Fernandes desfez a vantagem portista. E o FC Porto, apesar de ter somado oportunidades, não conseguiu voltar a marcar, falhou o acerto ou a melhor decisão no último passe. Nada está perdido, é certo, mas todos temos a consciência que será necessário fazer história na Inglaterra. 

Em suma, o FC Porto empatou um jogo que seria importante ter conseguido ganhar. Agora foco no campeonato. Vamos Porto!