domingo, 31 de maio de 2026

Sobre o Plantel 2025-2026

             Após a contratação de  Francesco Farioli, houve uma grande aposta da estrutura portista na equipa principal, com a contratação de jogadores que conseguissem fazer a diferença. 

Guarda-redes: 
A baliza portista esteve entregue a Diogo Costa, Cláudio Ramos e João Costa. Um trio de guarda-redes portugueses, um trio de capitães. Um trio que deixa-nos tranquilos. Diogo Costa jogou quase todos os jogos, sendo o guarda-redes menos batido da ILiga. Por um lado percebo a opção de Farioli de evitar fazer rotação na baliza, mas por outro lado, seria justo Cláudio Ramos e João Costa terem beneficiado de oportunidades nos jogos das Taças.
O primeiro reforço desta época foi para a baliza, João Costa, um regresso ao FC Porto de alguém da casa, que carrega a mística e que apesar de só ter jogado uns minutos na última jornada, terá tido um papel importante no balneário, sendo um dos capitães de equipa.
 Se nada se alterar na baliza para a próxima época, para mim está perfeito.

Defesa: 
A defesa foi um setor que sofreu alterações significativas e necessárias, por comparação com a época passada. Martim Fernandes, Zaidu, Nehuén Pérez e Francisco Moura transitaram da época passada. E a estes juntaram-se Jan Bednarek e Jakub Kiwior, que formaram a muralha polaca e que, para mim, representam duas das contratações mais importantes para 2025-2026. A dupla polaca trouxe a estabilidade defensiva que o FC Porto tanto precisava, com Bednarek a assumir a posição de patrão da defesa, sendo capitão sem braçadeira. Alberto Costa foi reforço para a lateral direita e foi um reforço importante para a equipa. Dominik Prpić também foi um reforço para a defesa. Começou bem, mas acabou por, naturalmente, ser a quinta opção no centro da defesa. Ainda precisa amadurecer. Entretanto em janeiro chegou Tiago Silva, que trouxe experiência à equipa. Martim Fernandes alternou com Alberto Costa à direita, jogou algumas vezes à esquerda, foi importante para a equipa e continuou o seu trajeto de evolução. Zaidu, quando foi chamado à equipa titular foi igual a si próprio, deu tudo o que tem, sem nunca desistir da bola. Nehuén Pérez sofreu uma grave lesão numa fase precoce da época que o afastou da equipa. Francisco Moura, teve bons momentos e momentos menos positivos.

Meio campo: 
Dos reforços para o meio campo, destacou-se Victor Froholdt. Um jovem dinamarquês que conquistou os portistas com a sua garra, a sua velocidade e a sua capacidade de jogo. Foi uma excelente surpresa e muito importante para a tática de jogo de Farioli. Gabri Veiga foi outro reforço relevante na estratégia de jogo do FC Porto. Importante nos cantos, aumentando consideravelmente a eficácia da equipa neste contexto. Gabri Veiga dividiu a posição com Rodrigo Mora, que com Farioli mudou um pouco a sua forma de jogar, perdendo algum do protagonismo que tinha tido na época passada, mas sem deixar de evoluir. Pablo Rosário foi um reforço importante para a equipa, na medida em que foi capaz de jogar em várias posições, no meio campo, na defesa (ao centro ou à lateral direita), onde havia necessidade. Alan Varela voltou a ser um jogador preponderante, com a qualidade e confiança que já tínhamos visto anteriormente. Em janeiro, saiu Eustáquio e entrou Seko Fofana, que chegou e integrou-se da melhor forma na equipa, sendo logo decisivo frente ao Sporting

Ataque:
Samu, na primeira parte da época foi o ponta de lança da equipa, responsável por vários golos e por abrir caminho para os colegas marcarem outros. Contudo, uma lesão grave afastou-o da equipa. Deniz Gül, esperava-se que, perante a lesão de Samu, conseguisse assumir o protagonismo, no entanto, não foi o que se passou. Luuk de Jong, reforço surpresa e a prova que se um clube quiser, não há como a imprensa saber que uma contratação aconteceu. Esperava-se que fosse uma peça relevante na frente de ataque, marcou um golo importante em Alvalade, mas uma lesão grave deixou-o longe do relvado e da possibilidade de ajudar a equipa. Borja Sainz, começou bem, mas foi perdendo protagonismo, sobretudo na segunda metade da época. Pepê, voltou a ser importante para a equipa. William Gomes, protagonizou momentos importantes na época, como o golo em Alvalade, mas noutros momentos ficou à quem das expetativas. Oskar Pietuszewski, reforço de janeiro, com 17 anos, mas sem medo de arriscar, de ser irreverente e tal foi importante para a equipa. Terem Moffi, veio em janeiro, esperava-se que, perante a lesão de Samu, viesse ajudar na frente de ataque, mas ficou à quem das expetativas. 

Em suma, foi com um plantel com mais soluções que o FC Porto encarou uma época que se esperava muito difícil e foi com este plantel que o FC Porto conquistou o principal objetivo da época, ser campeão.

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