sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Antevisão da 9ª Jornada da ILiga

1 - Aqui está a antevisão de Francesco Farioli da 9ª jornada da ILiga, frente ao Gil Vicente. 

"“TEMOS DE ENTRAR FOCADOS NUM CAMPO MUITO COMPLICADO”
Francesco Farioli perspetiva o Gil Vicente-FC Porto da 9.ª jornada da Liga (sábado, 20h30)
Depois de mais um compromisso europeu, é tempo de voltar a apontar o foco à defesa do título de Campeão Nacional, pois a 9.ª jornada da Liga reserva uma difícil deslocação ao Estádio Cidade de Barcelos para um duelo com o Gil Vicente (sábado, 20h30, Sport TV). Perante “uma das equipas em melhor forma” na prova, que joga “num campo muito difícil”, Francesco Farioli garantiu que os Dragões vão “fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para ganhar” e manter um registo perfeito. “Conhecemos bem a exigência de jogar lá. Foi assim na época passada e será assim este ano, mesmo com um novo treinador”, acrescentou o técnico portista. À entrada para esta ronda, o FC Porto é líder isolado com 24 pontos, mais cinco do que o Benfica e mais seis do que Sporting e Santa Clara, enquanto o Gil Vicente segue na sexta posição, com 14.
FC Porto entre as equipas só com vitórias na Liga
“A comparação com o Barcelona e o Manchester City não muda nada em nós. Temos de estar focados no jogo de amanhã, num campo muito difícil, pelo ambiente e pela qualidade do Gil Vicente, pelo trabalho que tem feito. É uma das equipas em melhor forma na Liga e têm-no provado em todos os jogos. Do nosso lado, temos de ir preparados e fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para ganhar.”
O Gil Vicente
“O Gil Vicente é uma equipa com variações e soluções diferentes, é muito bem treinada e está num momento de forma muito bom. Conhecemos bem a exigência de jogar lá. Foi assim na época passada e será assim este ano, mesmo com um novo treinador.”
Os golos sofridos nos últimos jogos
“É verdade que no último período concedemos mais golos do que é habitual. Ainda assim, somos a melhor defesa do campeonato. Houve uma acumulação de golos sofridos que nos obriga a aumentar a atenção e é algo que tem de nos deixar em alerta. Temos de analisar como sofremos esses golos, o que podemos fazer melhor, tanto coletiva como individualmente, mas também temos de dar mérito ao adversário, que foi capaz de encontrar soluções para marcar. Tudo tem de ser analisado, mas não é algo em que pensemos em demasia. Às vezes, concedemos um golo apesar de o adversário criar poucas oportunidades.”
O lado esquerdo da defesa
“Temos opções diferentes como o Martim [Fernandes], o Francisco [Moura], o Zaidu e o Souza, todos num patamar diferente da condição física. Será importante escolher o mais indicado para ser titular, mas todos são soluções.”
A condição física do plantel
“Estamos a chegar lá. O Samu está perto de atingir a melhor condição física, mas o processo é longe e também exige uma boa gestão da nossa parte. O mesmo acontece com o Oskar. Ao Gabriel Mec pedimos-lhe para jogar 45 minutos na Youth League e esteve bem. Também está mais perto do seu melhor em termos de condição física. O Souza e o Smalling jogaram jogos particulares para terem minutos. Acredito que a condição geral do plantel está a melhorar, mas ainda há diferenças entre os jogadores, o que é normal. Nos próximos 10 a 15 dias, a equipa estará mais equilibrada e esperamos ainda recuperar rapidamente o William Gomes.”
William Gomes em recuperação
“Desde que estou aqui, o William teve uma boa evolução. Começou por ser um bom suplente, que em 20 minutos podia mudar a dinâmica do jogo. Na época passada, teve bons jogos como titular e, esta época, jogou sempre de início, com um grande contributo ofensivo e no momento da pressão. Nunca tivemos todos os avançados disponíveis ao mesmo tempo e agora tenho o luxo de poder escolher entre todos eles. A lesão do William contra o Marítimo faz parte do jogo, mas ele está a trabalhar muito forte para voltar rapidamente.”
A reação à derrota com o PSV Eindhoven
“Há duas coisas: uma é o sentimento e o desejo de ganhar dos nossos adeptos, e isso é algo em que estamos totalmente com eles, nesse desejo de fazer mais na Liga e na Champions; depois, há um ruído externo que tenta aproveitar todas as oportunidades para colocar uma bomba à nossa volta, de matar alguém ou de ver sangue. Desunir é mais fácil do que tentar conquistar. A força deste Clube sempre esteve no conceito de família e não foi por acaso que na época passada falei tanto na família portista. Este é um momento da união, não por ser necessário, mas porque nada nos deve afastar deste sentimento. Sobre as minhas palavras após o jogo, que tentaram dizer que eram desculpas, foram apenas factos. O FC Porto, em dois anos seguidos, não esteve na Liga dos Campeões, o que criou problemas financeiros ao Clube. Há 16 meses, quando falei com o presidente, não me vendeu uma boa fase financeira, disse-me que era um momento difícil, mas fizemos um mercado importante na época passada para criar condições para sermos Campeões em dois anos e fomos logo no primeiro. Agora estamos numa fase em que temos o desejo de ir pelo título nacional, de fazer tudo possível por isso, e, por outro lado, estamos noutra prova mais exigente, com equipas de topo. O Manchester City vinha de uma sequência de vitórias; o Bétis está em primeiro na Champions e a viver um dos melhores momentos da sua vida; o PSV Eindhoven é Tricampeão e está pela quarta vez seguida na Champions. Não são desculpas, são factos. Jogámos contra equipas que têm mais jogos de Champions. O Bednarek estreou-se, tal como o Oskar e o Samu, este como titular. Tudo junto, falaram em crise e isso tinha uma intenção dupla. Sabemos de onde vem e com que intenções, mas o desejo de criar ruído tem de ficar longe de nós.”
As palavras de Diogo Costa
“Se há alguém que acredita no que fazemos, diria que o melhor candidato é o Diogo. O que ele disse é que os rivais nos conhecem e há equipas que nos copiam, por isso este tem de ser um momento para acelerar o nosso processo. Temos de fazer as coisas melhor. Se, contra o PSV Eindhoven, senti que devia mudar muitas coisas, lamento. Sou muito crítico comigo mesmo. Houve diferentes momentos e não entro em detalhes, mas, com dois metros de diferença, as coisas podiam ter sido resolvidas de outra forma. Vi muito sobre a equipa não ter coragem, mas há três ou quatro momentos com o Bednarek a pressionar alto do outro lado do campo e sobre a atitude não tenho nada a apontar. Se podíamos ter feito melhor em algumas alturas? Sim, mas contra o PSV Eindhoven merecíamos um resultado positivo.”
O estilo de jogo muito próprio do PSV Eindhoven
“Na apresentação do jogo, disse que a forma como o PSV Eindhoven joga é única, ainda mais agora que joga sem um avançado. Tem três médios ofensivos que estão em todo o lado. Jogam de uma forma muito aberta e criam perigo, mas também concedem muito. Colocando tudo na balança, volto a dizer que tivemos as melhores oportunidades em momentos-chave do jogo, mas tenho de ser frio na análise. Na época passada, ganhámos ao Estoril e jogámos muito pior do que contra o PSV Eindhoven. É uma questão de analisar com calma e ir com tudo para o jogo seguinte, com o espírito certo. É isso que iremos fazer amanhã.”
Duas derrotas consecutivas
“Ter estas duas derrotas seguidas é um facto. Depois, há a minha análise aos jogos, sobretudo da Champions. Revi o jogo com o PSV Eindhoven umas quatro ou cinco vezes, tal como o do Betis, e já sei que os “ses” não nos dão pontos, mas para mim é objetivo que já podíamos ter três ou quatro pontos na Champions. Não aconteceu e temos de ter isso em consideração, assim como a capacidade de gerir as emoções durante os jogos. Temos de aprender essa lição, não apenas na Champions, mas também para o campeonato.”
Desafios táticos
“Na verdade, jogamos de três em três dias contra adversários muito diferentes, que exigem grandes adaptações. Mesmo sem querer, somos obrigados a mudar de acordo com o adversário. Essa adaptação e a capacidade de reajustar faz a diferença. Foi isso que nos trouxe até aqui. Sobre a oportunidade de acrescentar diferentes cenários, a minha forma de pensar é clara: quando mudas uma peça, tens de dar mais 18 ou 19 passos que têm de ser bem coordenados. Gostando ou não, acredito que estamos no caminho certo e temos de continuar a ser quem somos. Mas temos de ser mais eficientes, ter mais atenção aos pequenos detalhes e não sofrer golos.”"

Retirado do site oficial do FC Porto 


2 - O meu palpite para a equipa titular é: 
Diogo Costa; Alberto Costa, Jan Bednarek, Jakub Kiwior, Zaidu, Pablo Rosario, Victor Froholdt, Gabri Veiga, Pepê, Oskar Pietuszewski e Samu.

3 - Sobre o jogo 
Não se espera um jogo fácil, mas espera-se que os comandados de Francesco Farioli transformem as dificuldades em facilidades. Para tal espera-se um FC Porto competente; concentrado; coeso; confiante; rigoroso; empenhado; motivado; ambicioso; sólido; solidário; unido; e eficaz tanto a defender como a atacar. 
Força FC Porto! 

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