sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Antevisão da 1ª Jornada da I Liga

1 – Aqui está a antevisão de Sérgio Conceição da 1ª jornada da I Liga, frente ao Sporting de Braga.

 

““SOMOS O ALVO A ABATER DENTRO E FORA DO CAMPO”

Na antevisão da partida contra o SC Braga (sábado, 21h00), Sérgio Conceição considera que o estatuto de campeão coloca um alvo no FC Porto

O FC Porto prepara-se para iniciar a defesa do título nacional frente ao terceiro classificado da Liga NOS 2019/20. Na antevisão do embate com o Sporting de Braga, Sérgio Conceição afirmou que, no Estádio do Dragão, se irá “apresentar um FC Porto de acordo com o que foi a época passada”. Entre questões sobre os reforços, a pandemia e possíveis saídas, o treinador azul e branco confidencia ter uma “equipa a treinar de forma fantástica” com a “responsabilidade” de “lutar pelo primeiro lugar”. “Somos os campeões em título, fomos a equipa que ganhou mais jogos, fomos a equipa que sofreu menos e fizemos mais golos. Somos o alvo a abater e estamos habituados a ser o alvo a abater dentro e fora do campo. Por isso, este ano não vai ser diferente dos outros anos.”, garantiu Sérgio Conceição.

Ao nível da época passada

“O estado de espírito está muito bem, apesar de esta pré-época ser um bocadinho diferente das outras, mas estamos preparados para iniciar o campeonato e defender aquilo que conquistámos no ano passado. E, se possível, fazer algo mais nas competições internas. O estado de espírito está bom, o trabalho durante estas semanas foi bom e estamos prontos para amanhã. Num jogo, como todos no campeonato, sempre difícil, mas vai apresentar um FC Porto de acordo com o que foi a época passada.”

Contratações acrescentam qualidade à equipa

“Dentro daquilo que é o nosso modelo de jogo, temos algumas nuances e variantes dentro da minha ideia de jogo. Obviamente que, se chegaram jogadores, eu penso que possam acrescentar algo ao que fomos como equipa nos últimos anos. Também percebemos que o contexto onde estavam inseridos esses mesmos jogadores é diferente daquele que encontram aqui. E isso leva o seu tempo, naquilo que é a ambientação e o conhecimento do jogador em relação a todo um conjunto de situações novas para eles. Apesar de nós, quando identificamos alguém que pode ser útil ao grupo de trabalho, fazemos questão de os conhecer dentro e fora do campo. Mas há sempre esse período de integração normal, que leva o seu tempo. Isso não quer dizer que não possam dar o seu contributo, até porque são jogadores inteligentes e que percebem o que nós queremos.”

Evolução da pandemia

“É uma situação onde ninguém se sente confortável. Eu não me sinto confortável, principalmente, com o aumento que tem surgido e que tenho visto na comunicação social. Nós temos que continuar a nossa estrada, o nosso caminho. Cada via que vai passando, vamo-nos apercebendo e é um apelo à responsabilidade de cada cidadão. Nós, que estamos no futebol, temos de ser cada vez mais rigorosos na nossa forma de estar para podermos, todos juntos, sair deste momento nada fácil. Como equipa e como clube estamos sempre atentos a isso e, graças a Deus, até hoje as coisas têm corrido de forma muito positiva. Mas vejo sempre com alguma apreensão.”

Preparados para o mercado

“Nós sabemos que o mercado é o que é. Nós, não o FC Porto, não somos dos países mais competitivos nesse sentido. Essas dificuldades que os clubes portugueses têm são normais. Eu digo sempre que temos de ser inteligentes e criativos na forma como olhamos para o mercado, nos jogadores que identificamos e que vamos buscar. Estamos sujeitos, também, às saídas de um ou de outro jogador, por esse poderio financeiro que existe noutras equipas e campeonatos que nós não temos. Mas isso é a vida, temos de estar preparados para que, se isso acontecer, estarmos à altura de encontrar soluções para essas mesmas saídas. Sabemos que, no grupo de trabalho, há jogadores que têm pouco tempo de contrato e acabam por ficar quatro ou cinco anos e noutros, com um contrato longo, as coisas acontecem de forma diferente. O futebol é isto, termos de estar focados no clube com quem temos contrato, no jogo que vamos fazer, na semana de trabalho em função da preparação desse mesmo jogo. Eu penso que, hoje em dia, os profissionais de futebol pensam desta forma e eu faço questão que os meus jogadores pensem assim. Nas nossas conversas, no feedback que tenho deles, até me podem dizer que sim, que pensam como eu estou a dizer, e no campo ser outra coisa. Mas a prova que eu tenho é não só confiar nos seres humanos que tenho à minha frente, mas também no que vejo nos treinos. Vejo uma equipa a treinar de forma fantástica e isso quer dizer que estão a pensar da forma que eu quero.”

Segredo está na forma como se trabalha

“Vocês não nos viram jogar, mas eu vi escrito na imprensa tudo aquilo que se passou no jogo, por isso vocês acabam sempre por ter um informador. Acabam por saber o que se passa. Nós também damos a equipa e os marcadores para que, depois, não escrevam coisas diferentes das que se passaram nos jogos de treino. Acho que, hoje em dia, o conhecimento de todos sobre todos é tão grande que acaba por não haver tantos segredos. O segredo está na forma como se trabalha, e na forma como o Braga tem trabalhado. Vamos encontrar um clube bastante sólido, que cresceu muito nos últimos anos. Isto não é novidade nenhuma, estou a dizer algo que toda a gente diz, mas é a realidade. E tem-se afirmado como um grande, não sei se o quarto, o terceiro, o segundo ou o primeiro, isso depende da classificação no final da época. É um clube que tem naturais aspirações a vencer títulos e, dentro dessa dificuldade, vamos encontrar uma equipa bem treinada. Independentemente do treinador que fosse para o SC Braga, iria encontrar jogadores de grande qualidade individual. O Carlos Carvalhal é um treinador que potencia os seus jogadores ao máximo e tem feito excelentes trabalhos em diferentes países. Por isso, espera-nos uma equipa difícil, um jogo difícil, mas que o FC Porto está habituado. Somos os campeões em título, fomos a equipa que ganhou mais jogos, fomos a equipa que sofreu menos e fizemos mais golos. Somos o alvo a abater e estamos habituados a ser o alvo a abater dentro e fora do campo. Por isso, este ano não vai ser diferente dos outros anos.”

Todos querem ganhar ao campeão

“Eu falo do FC Porto. Como acabei de dizer, e por tudo aquilo que acabei de frisar, o FC Porto é a equipa a quem todos vão querer ganhar, porque é o campeão nacional. Não mais do que isso.”

Novos recursos no plantel

“Eu acho que podemos ter essa conversa no final do mercado.”

Responsabilidade de lutar pelo título

“Os candidatos são os candidatos históricos. Eu falei do SC Braga e toda a gente parte da mesma forma. O decorrer do campeonato é que vai ditar quem está mais ou menos forte. Nós, por sermos os campeões em título, somos a equipa a quem toda a gente vai querer ganhar. Vão querer ganhar ao campeão nacional, vão estar com uma ambição e uma determinação grande nesse sentido. Nós, como grande clube que somos, habituados a lutar e a conquistar o primeiro lugar, vamos ter essa mesma responsabilidade, que não é diferente da que tivemos nos outros anos. Não quero atribuir favoritismo a ninguém. Nós somos sempre, sem dúvida nenhuma, candidatos a ganhar títulos. Isso somos.”

Extensão do plantel

“Nós temos o Marcano, que é um jogador que vai estar parado alguns meses. Se o grupo tiver mais um jogador além dos típicos 25 que compõem um plantel, não é por aí. Depende muito do contexto e das circunstâncias, daquilo que possa ser a nossa avaliação perante um ou outro caso. Por isso não há nada que possa dizer, 25, 26 ou 27 é demais, ou é pouco. Isso depende de cada treinador, depende do clube. Falando dos 33, obviamente que são muitos jogadores. Na minha opinião acaba por ser mais prejudicial do que benéfico para o trabalho diário e a preparação dos jogos. Se perguntar a todos os outros treinadores da Liga, se calhar eles vão dizer o mesmo que eu.”

Orientações da Direção Geral de Saúde

“Já estão a influenciar, vai ser adiado um jogo. Eu acho que podem influenciar, não há culpados. Temos é que perceber que estamos a viver uma situação que não é fácil para ninguém. Com certeza que para a DGS também não será. Isto dava para uma conversa mais longa, em relação a tudo o que envolve o futebol e tudo o que se tem falado, quanto ao público e tudo isso. Mas eu não quero entrar por aí. Quero falar do nosso jogo de amanhã.”

Toni Martínez

“Só falo de jogadores que compõem o nosso grupo de trabalho. Com todo o respeito pela pergunta e por si, como sabe.””

 

Em

www.fcporto.pt

 

2 – O meu palpite para a equipa titular é:

Diogo Costa; Manafá, Pepe, Mbemba e Alex Telles; Danilo, Sérgio Oliveira e Otávio; Corona, Taremi e Marega.

 

3 – Sobre o jogo

O FC Porto inicia o campeonato em casa, frente a um adversário difícil. Não se espera um jogo fácil, mas espera-se que os comandados de Sérgio Conceição transformem as dificuldades em facilidades. Para tal espera-se um FC Porto competente; concentrado; confiante; coeso; determinado; empenhado; ambicioso; rigoroso; motivado; sólido; solidário; unido; e eficaz tanto a defender como a atacar.

Força FC Porto!

 

 

 

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Calendário do FC Porto Para a I Liga 2020-2021

Realizou-se esta sexta o sorteio da I Liga 2020-2021. Eis os jogos do FC Porto jornada a jornada.

 

1ª jornada - FC Porto-SC Braga

2ª jornada - Boavista-FC Porto

3ª jornada - FC Porto-Marítimo

4ª jornada - Sporting-FC Porto

5ª jornada - FC Porto-Gil Vicente

6ª jornada - Paços de Ferreira-FC Porto

7ª jornada - FC Porto-Portimonense

8ª jornada - Santa Clara-FC Porto

9ª jornada - FC Porto-Tondela

10ª jornada - FC Porto-Nacional

11ª jornada - Vitória de Guimarães-FC Porto

12ª jornada - FC Porto-Moreirense

13ª jornada - Famalicão-FC Porto

14ª jornada - FC Porto-Benfica

15ª jornada - Farense-FC Porto

16ª jornada FC Porto-Rio Ave

17ª jornada - Belenenses-FC Porto

 

 

            

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Sobre a época 2019-2020

   Depois de ter escrito sobre o plantel e sobre o treinador, é o momento de fazer uma retrospetiva da época 2019-2020.

 

A época 2019-2020 foi longa, difícil e inconstante, é o melhor adjetivo que encontro para caraterizar o desempenho do FC Porto ao longo desta época. Vamos por partes.

 

Liga dos Campeões/Liga Europa

Os Dragões precisaram de jogar o acesso à prova rainha do futebol europeu. Contudo, falharam redondamente no objetivo e caíram com estrondo para a Liga Europa. Foi um tiro num dos objetivos da época, mas também um grande corte nas receitas que entrariam nos cofres do Dragão. 

A fase de grupos da Liga Europa revelou-se mais complicada do que seria de esperar para os azuis e brancos. No entanto, com mais ou menos dificuldades, conseguiram carimbar a passagem para os 16avos de final da Liga Europa. A sorte não estava com os Dragões, quando no sorteio ficou definido que defrontariam uma equipa vinda da Liga dos Campeões, o Bayer Leverkusen. E a eliminatória não correu nada bem. 

Já escrevi sobre isto uma vez. Na minha opinião a equipa não conseguiu digerir o seu próprio falhanço ao ser despromovida da liga dos Campeões para a Liga Europa. Foi como se a equipa estivesse presa ao insucesso que representou a despromoção e de certa forma se sentisse incompetente.

 

A Taça da Liga 

Foi sem surpresa que o FC Porto garantiu a presença na final a quatro da prova. Na meia final conseguiu dar a volta ao Vitória de Guimarães. Mas na final viria a perder com o Sporting de Braga, que marcou em tempo de descontos. 

No final desse jogo, Sérgio Conceição deu um murro na mesa, ao referir a falta de união no clube e colocou o seu lugar à disposição do Presidente. Felizmente Pinto da Costa é um dirigente que consegue ver mais além, deu o seu apoio a Sérgio Conceição e não aceitou outro cenário que não fosse a continuidade do treinador. 

Este episódio foi importante no desenrolar do resto da temporada, porque, por certo, o mais fácil seria o Presidente tirar o tapete ao treinador, mandá-lo à sua vidinha e contratar outro para o seu lugar (como aliás, muito se faz neste futebol português). Se o tivesse feito, provavelmente, o FC Porto não teria sido campeão, nem vencido a Taça de Portugal. Contudo Pinto da Costa manteve o treinador no seu lugar, deu-lhe confiança e o FC Porto continuou o seu caminho na época. 

 

O campeonato 

A prova mais importante para o FC Porto, aquela cuja conquista é, sempre, o objetivo máximo, não começou nada bem para os azuis e brancos, que entraram a perder em Barcelos, frente ao regressado Gil Vicente. Mas dias depois venciam, sem margem para dúvidas, na Luz e parecia que tudo ia ser diferente daí para a frente. Não foi bem assim.

O FC Porto fez o campeonato como se estivesse numa constante montanha russa: alternou boas exibições, com outras menos boas, com outras más, e ainda com outras em que conseguiu passar pelos 3 estados num só jogo. O campeonato é uma prova de obstáculos. Sim, o FC Porto, ao longo do percurso, tropeçou algumas vezes, mais do que gostaríamos que tivesse acontecido. E neste contexto, tal aconteceu porque houve jogos em que o problema da falta de eficácia voltou a marcar presença, o que deixava-nos, adeptos, à beira de um ataque de nervos. Um exemplo dessa falta de eficácia ocorreu na Vila das Aves, já na parte final do campeonato. Outras vezes, também mais do que gostaríamos, a equipa ultrapassou obstáculos de forma menos brilhante. Mas o facto é que o mais importante é conseguir somar os 3 pontos. 

A verdade é que em janeiro, quando o FC Porto ficou a 7 pontos de distância do Benfica, muitos já entregavam o título aos encarnados, esquecendo-se que ainda faltava uma segunda volta para jogar. Sim, nós portistas também ficamos descrentes, porque na verdade parecia uma missão quase impossível. Só que não foi. Foi preciso forças para, primeiro, desfazer a desvantagem de 7 pontos, que começou quando o FC Porto venceu em casa o Benfica, reduzindo a distância para 4 pontos. E de jogo em jogo, passo a passo, os Dragões somaram pontos e colocaram-se na liderança do campeonato. 

Depois o corona vírus fez tudo parar. Na incerteza se o campeonato retomaria ou não, o FC Porto colocou os seus atletas a cumprir planos específicos de treino em casa, de modo a não perderem a forma física. Não sendo a mesma coisa do que manter o ritmo no relvado, foi melhor do que colocar os jogadores de férias. 

Confesso que estava reticente com o regresso do campeonato num cenário de pandemia, porque não me parecia prudente jogar quando o vírus circulava. Para além disso parecia-me impossível garantir que jogadores ou staf de uma qualquer equipa não corriam riscos de ficar infetados. Para além disso todos sabíamos que se o campeonato voltasse a parar, não seria retomado. Não estava de acordo mas recomeçou, com jogos à porta fechada, e acabou por correr tudo bem, com alguns percalços pelo meio com alguns, poucos na verdade, jogadores a testar positivo.

Na retoma do campeonato, frente ao Famalicão, o FC Porto não entrou bem, perdeu os 3 pontos e correu sérios riscos de perder a liderança do campeonato, contudo, tal não aconteceu e conseguiram consolidar a liderança. 

Em suma, o FC Porto fez uma segunda volta em contra relógio, com o foco no objetivo máximo. Chegou a ter 7 pontos de desvantagem, recuperou-os e ainda conseguiu somar mais 5, os que ditaram a vantagem portista no final do campeonato. Portanto, o FC Porto ganhou ao Benfica 12 pontos para sagrar-se campeão. Há que referir que os Dragões sagraram-se campeões com uma vantagem de 8 pontos sobre o Benfica, segundo classificado. Sim, o Benfica foi incompetente por não conseguir segurar a vantagem de 7 pontos, mas o FC Porto teve de ser muito competente para aproveitar os deslizes do Benfica. É que se o FC Porto não aproveitasse esses deslizes, não ganharia nada com as escorregadelas do Benfica. Sim, foi difícil, mas o título é do FC Porto de forma justa. 

 

A Taça de Portugal

O FC Porto realizou uma prova mais ou menos tranquila, com uma meia final teoricamente fácil que quase complicava a vida dos Dragões.

Este ano a final foi diferente, não só porque não teve público nas bancadas, mas também porque, ao contrário dos outros anos, jogou-se em Coimbra.

Na final o FC Porto defrontou o Benfica num jogo em que não se esperava fácil, mas que ao intervalo parecia ainda mais complicado. Os Dragões ficaram reduzidos a 10, devido à expulsão de Luis Diaz e sem o seu treinador no banco, devido a expulsão. Mas a equipa não deu por perdida a final, uniu-se, fez das fraquezas forças, marcou dois golos, aproveitando da melhor forma dois lances de bola parada e defendeu-se bem. No final a Taça veio para o Dragão. Foi à Porto! Contra tudo e contra todos!

 

Para concluir, volto ao episódio na final da Taça da Liga, em Braga, para agradecer e a Pinto da Costa, por ter permitido que Sérgio Conceição continuasse no Dragão e acreditar que com ele seria possível recuperar o título de campeão e a Taça que já escapava há demasiado tempo; a Sérgio Conceição, por nunca ter desistido de acreditar que seria possível alterar o rumo dos acontecimentos e terminar a época com os títulos de campeão e de vencedor da Taça de Portugal; e aos jogadores, por nunca terem desistido de lutar (lutaram como irmãos).

 

 

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Sobre Sérgio Conceição

J            á escrevi sobre o plantel, agora vou escrever sobre o mister.

Sérgio Conceição avançou para esta época, por certo, consciente das dificuldades que iria enfrentar ao longo da mesma. A primeira delas, garantir a presença na Liga dos Campeões, algo que a equipa não conseguiu concretizar. Para além disso, tinha como grande objetivo reconquistar o título de campeão nacional que na época anterior tinha fugido aos Dragões. Mas a meio da época atingir este objetivo parecia uma missão impossível. 


Nem sempre Sérgio Conceição terá tomado as melhores decisões. Outras vezes nós adeptos não as percebemos ou não concordamos com elas. Mas a verdade é que nós somos meros adeptos de bancada a quem é fácil escalar um 11 e definir substituições. Mas é Sérgio Conceição quem está diariamente com os jogadores e é ele quem sabe quem está em melhores condições, físicas e psicológicas, para enfrentar cada desafio. 


Sim, deu um murro na mesa no final da final da Taça da Liga, que terá feito soar os alarmes (pelo menos lembro-me que fiquei em alerta e a pensar que a porta de saída estava mais próxima). Felizmente não foi isso que se passou. Hoje sabe-se que nessa altura recebeu mensagens menos simpáticas por parte de alguns adeptos descontentes com as prestações da equipa. Depois disso, Sérgio Conceição teve o mérito de manter a crença que era possível chegar ao título, mesmo quando parecia impossível. Conseguiu transmitir essa esperança aos seus atletas e mantê-los unidos, motivados e focados, mesmo quando o campeonato parou durante 3 meses, para que lutassem dentro do campo pelo título de campeão Nacional. Por isso, o mérito deste título é de Sérgio Conceição, porque se o mister desistisse de acreditar, não teríamos festejado o título de campeão nacional, nem a conquista da Taça de Portugal. 


Obrigada mister por ser um de nós e por não virar a cara à luta, mesmo contra tudo e contra todos. E quanto aos que o criticaram, estou certa que entretanto já se arrependeram das críticas e que festejaram a dobradinha tanto quanto os que estiveram sempre ao lado do treinador e da equipa. 


Como não tenho dúvidas que Sérgio Conceição vai continuar a treinar o FC Porto, a missão para a próxima época não se avizinha fácil, mas o mister tem garra e fibra suficiente para enfrentar, outra vez, as dificuldades. A começar por reconstruir o plantel; transmitir, outra vez, a sua ideia de jogo; transmitir aos novos os valores do clube… e continuar a lutar contra tudo e contra todos. 



            

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Sobre o plantel 2019-2020

Agora que terminou a época mais longa da história do futebol, é o momento de fazer reflexões, retrospectivas, análises ou crónicas dos acontecimentos. Comecemos pelo plantel. 

Não é segredo para ninguém que a saúde financeira do FC Porto ja teve melhores dias e que por essa razão a UEFA está de olho nas contas. O que faz com que esteja fortemente condicionada a contratação de jogadores. 
No arranque desta temporada, foi necessário ajustar o plantel, visto que verificaram-se saídas de jogadores importantes, tais como: Iker Casillas, que tinha renovado com os Dragões, mas perante o seu grave problema de saúde, o FCPorto foi obrigado a procurar outro guarda-redes (e quantos foram colocados na rota do Dragão!); de Óliver; Éder Militão; Felipe; Herrera, que saiu a custo 0; Brahimi, também a custo 0; e Maxi. Todos jogadores que já estavam no Dragão à tempo suficiente para conhecerem os cantos à casa e para serem importantes para a equipa.
No sentido inverso, entraram Marchesin, que adaptou-se bem e rápido; Saravia, que aparentemente nunca conseguiu adaptar-se; Marcano, que regressou ao Dragão depois de na época anterior ter saído a custo 0; Uribe, que aparentou demorar um pouco a adaptar-se e deixou a sensação que podia fazer mais; Luis Diaz, jogador jovem e com talento, mas não fez uma época constante; Nakajima, um jogador em quem depositávamos esperanças, mas ficou muito à quém das espetativas; e Zé Luis, de quem se esperava mais. Para além de uma necessária aposta na formação do clube, com a inclusão de alguns miúdos no plantel principal, desde logo: Diogo Costa, que já fazia parte do plantel, mas que passou a assumir o posto de 2º guarda-redes e que teve oportunidade de realizar alguns jogos (ocupou as redes nas duas taças, bem como em 3 jogos do campeonato); Romário Baró; Tomás Esteves;; Fábio Silva; Vítor Ferreira; Fábio Vieira e João Mário.  
É normal os jogadores que chegam necessitarem de um período de adaptação a um novo clube, aos colegas, ao treinador, à realidade do futebol português. Este processo é mais demorado para uns do que para outros, o problema é que o tempo é inimigo de uma equipa de futebol que precisa competir ao mais alto nível. E alguns dos reforços pareceram ficar à quem do desejado e esperado. 
Não, este não foi, por certo, o melhor plantel da história do clube; não, este não foi, por certo, um plantel de sonho; não, este não foi um plantel perfeito ou equilibrado; mas foi o possível com o que o FC Porto podia gastar. E foi com estes que a equipa foi à luta pelos objetivos traçados. Nem tudo correu bem, é certo, mas foi com estes que o FCPorto conseguiu, não só resgatar o título de campeão nacional, mas também juntar-lhe a Taça de Portugal. Porquê? Porque conseguiram materializar a crença e a esperança do treinador dentro das 4 linhas. Foram estes que, em silêncio e juntos, lutaram como irmãos. E por isso estaremos sempre gratos a estes rapazes.

Agora vem aquela fase da época da qual não gosto nada, as entradas e saídas de jogadores. É mais ou menos óbvio que, infelizmente, será necessário reconstruir o plantel para a próxima época, porque o FCPorto necessita vender para equilibrar as contas (mesmo que a entrada direta na Liga dos Campeões seja uma boa ajuda). Por isso, é esperado que saiam jogadores importantes, embora todos nós esperamos que o FC Porto possa resistir a vender os jovens da formação, visto que são eles o futuro da equipa. 
Assim, sendo o mais realista possível, acredito que, infelizmente, há jogadores que, tendo mercado, estarão mais perto da saída. Dificilmente o FCPorto consegue chegar a um acordo para renovar com Alex Telles e a verdade é que não deve faltar pretendentes para contratar o lateral esquerdo portista. Vai ser uma grande perda, que fará com que o FCPorto tenha de contratar um bom lateral esquerdo. Corona, realizou uma boa época, talvez a melhor desde que cá chegou, foi lateral direito, jogou mais a frente, jogou a meio, marcou alguns golos e deu muitos a marcar. Talvez vai ser difícil segurar o mexicano no Dragão e isso significará uma perda relevante no xadrez azul e branco. Danilo, pelo jogador que é, por certo será difícil aos Dragões conseguirem manter os tubarões à distância do capitão. Otávio, também será um jogador com mercado e difícil de segurar, também pela época que fez. Mbemba, pelos jogos que fez, a calma que demonstra e pela qualidade, não duvido que não tenha interessados. 
Por outro lado, seria muito importante o FCPorto blindar o acesso dos tubarões a jogadores que podem tornar-se peças chave na manobra da equipa na próxima época. São os casos de: Diogo Costa, que será o futuro dono das redes portistas, sem dúvidas; Diogo Leite, que merece mais oportunidades para jogar; Tomás Esteves, lateral direito jovem, com muita margem de progressão; Romário Baró, que necessita ter mais oportunidades para mostrar o que vale (talvez tivesse sentido pressão por estar no plantel principal e isso o tenha atrapalhado); Vítor Ferreira, jovem com muita margem de progressão; Fábio Vieira, jovem, muita margem de progressão, bom pé esquerdo e nervos de aço; Fábio Silva, jovem, com margem de progressão; João Mário, margem de progressão e muito para mostrar. Para além destes seria importante manter Sérgio Oliveira, que tem sido importante para a equipa, para além de ser um jogador que conhece muito bem os cantos da casa; Luis Diaz, que num segundo ano pode dar mais do que conseguiu dar esta época e já mostrou que consegue; Uribe, tal como Luis Diaz, poderá dar mais numa segunda época. 

Aguardemos para ver o que nos reserva o mercado. Mas de uma coisa tenho a certeza, este plantel já faz parte da história do FC Porto. Parabéns rapazes!